terça-feira, 6 de outubro de 2009

DESIGN FLORAL




Seguindo o "Bem Legaus", a gente encontra muita coisa interessante. Esta por exemplo, idéia do estúdio Design Night, denominado de O "Nature", dá uma idéia de como ser prático, bonito e útil. Na verdade é um grande vaso coberto de pequenos vasos. Com cerca de de 56 cm de altura por uns 45 de largura, a peça é feita em cerâmica e permite que diversas flores, ervas e plantinhas em geral sejam plantadas ao mesmo tempo, e o que é mais "Legaus", combinando plantas e flores de uma mesma família. O design da peça lembra muito uma flor desabrochando. O jarro pode ser usada tanto em ambientes internos quanto externos. Em três opções de cores mas com um preço mais azedo que limão: 375 dólares cada. Como diria meu amigo André Montejorge "Floristicamente legaus"!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PERDIDO

Tempo perdido
Viver sem pretensões
Sem sonhos, sem chão
Onde a certeza é só uma
Que o mundo passou ante seus olhos
E você absorto
Não notou que o tempo que passou
Foi somente
O prenúncio iminente
De um Tempo perdido

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tirinha da Semana

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FÁBULAS DA VIDA REAL


Lembro com muita fascinação as fábulas que me contavam na infância.

Acredito que um dos personagens que mais me encantou foi Pinóquio. Por tudo que ele passou em busca de aprender e se realizar. Tudo começou quando eu tinha cerca de nove para dez anos e atravessei sozinho o Parnaíba, com uma pequena mochila e um gato como companheiro me dirigi a vizinha cidade de Timon para pedir guarita na casa de minha irmã e, só saí de lá adulto.

Na Teresina de antigamente não existia a maledicência de hoje, podia se percorrer grandes distâncias sem se confrontar com os perigos da vida moderna, o que se via eram boêmios, mulheres da vida, ambulantes, caxeiros e um povo simples. Hoje, ruas tomadas por um trânsito infernal, pessoas mal-intencionadas buscando tirar proveito de tudo e até, não duvidem, pedófilos.

Não deixaria meus filhos se aventurarem como fazia nos meus tempos de menino. Parecia que nenhum mal aconteceria. Vi nessa minha fuga uma aventura como aquela dos contos de fada que nem chapeuzinho vermelho, o gato de botas, João e o pé-de-feijão, três porquinhos, branca de neve, a bela adormecida, João e Maria, Cinderela, dentre outras.

Na casa de minha irmã, passava as tardes sozinho. Lá havia um quarto trancado com quinquilharias do moço que alugou a casa para ela. Um dia resolvi bisbilhotar e descobri numa velha caixa livros de histórias bastante antigos, um deles era de um boneco de madeira que queria virar gente. Livro da capa dura, colorida e páginas com ilustrações em preto e branco feitas a bico de pena.

Não resisti, li aquele livro e resolvi que por estar abandonado e empoeirado, seria mais proveitoso estar comigo, não considerei isso como furto, apenas lhe dei melhor destino, pelo menos foi assim que pensei na época. Ele me encantou por muitos anos.

De sorte que, quando mudamos o carreguei comigo, revelando isso apenas alguns meses depois para minha irmã.

O livro me motivou a construir vários bonecos articulados de talos de coco e fazer do personagem meu companheiro, contudo, o tempo passou e eu cresci.

O livro se perdeu em algum lugar, pois depois que sai da casa de minha irmã, não o encontrei mais.

Procurei comprar um exemplar igual aquele numa busca pela internet, porém, consegui apenas uma edição luxuosa. Sem pestanejar, adquiri.

Apesar da vida de hoje ser uma disputa, as fábulas são eternas e ensinam muitos valores éticos e morais, tão necessários ao bem viver.

Tudo isso voltou à tona, porque uma noite dessas, depois do trabalho, cheguei em casa e depois de certo tempo, estranhei o sumiço de minha filha de nove anos, não dei tanta importância pois sabia que estava em seu quarto. Certa hora, fui a seu quarto e lá estava ela, encantada lendo a obra de Collodi.

Fiquei feliz, contudo, proibi que ela continuasse lendo, pois já ia avançada a noite e o livro é enorme, então, não dá pra esgotar o encanto numa noite só. “Deixe o resto pra amanhã filha, embora a infância seja curta, não é possível vivê-la num só dia.”


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PELAS BARBAS DO IMPERADOR


Dizia-se antigamente, que pela imensa estrutura de vias que os romanos implantaram em seu reino, todas as estradas levavam a Roma, capital do império.
Mas o que dizer de nossas aspirações de melhoria política e governamental, principalmente quando o caminho dos votos nos levam aos nossos piores pesadelos. As vias que conduzem ao coração do império, atualmente só interessam aos políticos, eles usam de métodos cada vez mais escabrosos para percorrê-las. A plebe, relegada aos confins das fronteiras, são castigadas a pagarem altos tributos para custear as despesas da corte. Tudo isso leva a resultados que deflagraram uma crise sem precedentes no senado federal, tal sombra, ameaça todo o sistema democrático, pois é um estopim para a anarquia. É Sarney, é Renan, é Collor e tantos outros aproveitadores da ingênua fé eleitoral, nos levando a crer que a democracia devia ceder ao regime parlamentar ou até a monarquia (já que andam construindo castelos com o dinheiro público).
Que saudades de D. Pedro, pelo menos, não gritaríamos “fora Collor, “abaixo Sarney”, mas sim “viva o rei”, um rei legítimo e de sangue azul. D. Pedro amava o povo, e por desagradar a coronéis e militares, foi desposto na calada da noite e, o povo custou a saber disso, apenas a metrópole conduzia a situação, pois as dificuldades de comunicação e distancia não fez o povo se sublevar a nova ordem, hoje, já desgastada e velha (se bem que ainda, o último coronel persiste em resistir). Na monarquia, teríamos audiências públicas com o rei e não conchavos fechados a sete chaves para decidir quem é melhor deve ou não ser preservado para se manter no poder.
Pelo menos, os bailes do império, custavam menos que as mutretas de agora. Falta coragem política de um presidente para fazer um reforma geral (tributária, institucional, previdenciária, política) e legar ao povo o orgulho de ser brasileiro e não apenas sê-lo por viver aqui. Da época do império, restaram os palácios, mas os fios brancos da barba do imperador já não valem mais nada, melhor colocar as barbas de molho, senhor.
No fim, votamos errado (ou pelo menos grande parte do reino) e todos os nossos erros nos levam a Brasília, sede do poder e de uma avalanche de corrupção e atos que envergonham até os idealizadores do regime. São sinais de novos tempos, ou porque não dizer, do fim dos tempos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A NATUREZA DE CADA UM


A natureza de cada um nasce consigo. O destino apenas molda essa natureza à sua vontade. Minha natureza é ser artista. O mundo é uma obra de arte, então, o mundo é meu caminho. Corro pelas notas da música clássica, vôo nas asas da música popular, viajo nas aventuras do cinema, descubro a fantasia do teatro, me perco no labirinto das artes plásticas, deleito nas curvas das esculturas, vivo entre as páginas da literatura e me embalo nas ondas da dança. Toda essa mistura tem um sinônimo: vida. Esta sim, é o canal para se ter acesso a todas as formas de arte. Artista não é o que desenha, o que molda, o que pinta, ou o que compõe. O verdadeiro artista é aquele que sabe estar de bem com a vida. Mesmo sem grana sobrando, mesmo sem a diversão, mesmo tendo que engolir sapos. O importante é no fim do dia poder ser recebido sempre com um sorriso pelas melhores obras de arte da nossa vida: os filhos.

sábado, 8 de agosto de 2009

Tirinha da Semana