segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

HOJE É DIA 31!

Mas que importância pode ter esse número na vida de tantos? É que não é um dia 31 de um mês qualquer, é o último dia do ano, é o prenúncio de que muitas coisas não realizadas ainda ficarão por fazer e que amanhã, apesar de ressaca, já será uma outra etapa de sua vida.
Já sinto saudades de 2007, saudade pelas coisas boas, pelas que não consegui realizar, só lamento, vou me organizar melhor e encaixá-las nos meus planos de ano novo. Já sei, por exemplo, o que não vou fazer; regime é uma delas, pois o mal não está no que se come entre o natal e o ano novo, mas sim no que se come entre o ano novo e o natal (alguém disse isso). Não vou sonhar que ganharei na loteria, preciso trabalhar para ter algum, aí sim, poder comprar o bilhete (só sonhar não dá).
Vou subir cada degrau devagar (às vezes a pressa faz a gente tropeçar).
Mas voltando ao dia 31, vou sorrir muito e me alegrar, afinal, este dia é especial, não pelos fogos, festas, mas para refletir que podemos ser melhores naquilo que nos propomos a realizar. Ser um ser humano melhor é um desafio e tanto, todos os anos prometemos mudar, no entanto, sempre continuamos os mesmos. Ainda bem que existe uma coisa chamada esperança, ela é que nos anima a continuar tentando e, de tanto insistir nisso, a gente acaba conseguindo sim. Parece até utopia, mas quem é que não deseja na virada de ano realizar todos os objetivos que não conseguiu no ano anterior ou alcançar novas metas. Claro que muitas coisas não aconteceram, mas acredite, muito mais por nossa pouca força de vontade do que por conjunturas outras.
Mas hoje é 31 (nada a ver com telefonia, tá certo), então, boas festas, muita champanhe, fogos de artifícios, quem sabe até um novo amor lhe bata a porta, mas se você já tem amor, então peça que dure o quanto der.
A todos que ainda acreditam que a essência humana é capaz de transformar os rumos de nossa existência. Feliz 2008, o melhor ano de sua vida!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

FELIZ JANEIRO NOVO!

No ano novo
Vou procurar meu melhor sorriso
Para tratar bem todas as pessoas,
mesmo aquelas que não conheço.
Vou ver o pôr-do-sol mais vezes
para lembrar que viver vale à pena.
Tirarei meus livros empoeirados da estante
e colocarei a leitura em dia.
No ano novo quero aprender muito mais da vida
E de mim mesmo.
Vou querer conhecer novos amigos
Fazer coisas diferentes do que faço
Pisar na grama, mesmo que seja proibido,
Mas para sentir a sensação de liberdade, vale o risco.
Quero estar mais com meus filhos,
e elogiar mais minha namorada.
Não vou sair tão tarde do trabalho,
e passarei na casa de minha mãe para saber como foi seu dia.
Estarei mais com os amigos
e a cada domingo e sábado visitarei um deles ,
assim, ao final do ano, terei visitado muitos amigos.
Escreverei coisas agradáveis para ler
e registrarei em fotos toda sensação boa
que a alegria proporcionar.
Dedicarei um tempo maior a Deus,
pois ELE não mede esforços para estar comigo.
Esperarei um ano melhor na pessoa melhor que posso ser.
Ficarei torcendo por seu sucesso,
eu acredito que todo mundo mereça ser feliz e,
mesmo que não seja já, o dia da virada em sua vida vai chegar.
Vou deixar explodir sempre o bom humor,
afinal quem está sempre sorrindo,
contagia os outros com sua paz interior.
E se por acaso não conseguir fazer tudo a que me proponho
Espero poder contar com você, amigo.
A gente vai caminhar juntos em 2008.
O que desejo agora, é que você seja sereno em suas ações,
firme em seus propósitos, tendo a certeza de que o ano novo
será o melhor ano de sua vida.
Lembre-se, neste imenso universo,
Há alguém, uma força maior que sempre zela por ti.
Até 2008!
Feliz amanhecer de Janeiro Novo!

SE LIGUE!




quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

MINHAS POESIAS I

SAUDADE
Saudade é a distância que há
Entre o meu sorriso triste
e o brilho do teu olhar.
É chuva em tarde de sol
Sombra que ofusca a vista
em dias de arrebol.
É coração transparente
Que corrói a vida aos poucos
sangrando a alma da gente


O TOMBO
A menina caiu,
ralou,
levantou
Sua boneca bonita,
sujou
E o vestido de flores?
Ganhou uma cor
são pintas marrons
Do tombo na lama
Que ela levou.

BALANÇO
João Pedro balança
E no ar sem medo
Se lança
Seu sorriso
O céu alcança
_Empurra papai!
exclama
Debaixo da mangueira
É bom balançar
É bom ser criança.

FIM DE SEMANA
_Mariana me conta
Como foi seu dia?
_Ah, papai, queria era brincar
Fazer folia.
_ Filha papai tá tão cansado.
_Mas o senhor sempre inventa novidade
e pra brincar papai,
não precisa ter idade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

APROVEITE O DIA IRMÃO

Tem dias em que acordo e acho tudo muito normal dentro de minha rotina costumeira. Mas de certo modo, já não sou o mesmo cara de ontem. Hoje, só hoje, me dei conta de que meu eu se transformou. Diante do espelho ao acordar, notei que minha cara estava mais amarrotada (mais do que já é) e havia muitas marcas, são os prenúncios das rugas que uma vida de preocupações traz. Pentear os cabelos, pra quê? Os ralos cabelos que me restam escorrem pelo ralo do banheiro a cada banho (affe...), os que ainda resistem não são heróis, são teimosos, assim como meu gênio. É, os sinais dos tempos são claros como as noites de apagão, tudo está lá, você sabe que existe, mas não vê. Porém, o que mais assusta, são os sinais de que o tempo passa rápido demais. As noites duram poucos, as horas de sono já não são suficientes, o descaso com o descanso já não é uma inconseqüência de vida como era na juventude, mas uma prioridade cada vez mais presente. O corpo não acompanha os comandos da mente, me resumo a um jovem espírito preso numa armadura velha. As roupas não me caem mais tão bem, e não adianta teimar em vesti-las, nem com regime ou promessa de ano novo de que uma boa academia irá resolver. Você acha quase imperceptível, mas até os gostos mudam, para confirmar isso, basta ver que ao tentar se reafirmar em cima de novos paradigmas é exatamente reconhecer o fato de que se está envelhecendo, então vamos nos modernizar, embora, nenhuma das inovações da vida moderna possa mudar a realidade da mente, depois dos 40, a vida não começa (há quem afirme o contrário), o que começa é a envelhescencia (período entre a maturidade e a velhice). Já não há mais tanta disposição para fazermos 24 horas render 30, já não há tempo para encontramos quem queríamos ver (ainda bem que a libido sexual não morre junto). Já não há tempo para “carpe diem”. Então que tal aproveitar o dia de outra forma, viver cada minuto com mais intensidade, sem esquecer de que quem está à nosso volta são as pessoas que nos fazem mais felizes, sem esquecer que é preciso sonhar e trabalhar para realizar os sonhos. Pior do que reconhecer que o tempo está passando é não saber mais sonhar. Quem não sonha não vive, quem não vive não envelhece, quem não envelhece não sabe o que é o valor da experiência. Quem não tem sonhos, morre lentamente. Que venham as rugas e a calvície também, por isso, “Carpe Diem frater”.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

MEU AMIGO OCULTO É...

Quem for sincero confesse, todo final de ano tem os amigos ocultos da vida, é no trabalho, na família ou simplesmente entre “amigos”. Mas, quem nunca entrou numa dessas “roubadas” e acabou recebendo um presente tão mixuruca que parece que entrou foi no amigo da onça, não é não?
Pois é, acho até legal esse negócio de trocar votos de feliz natal, boas festas e feliz ano novo (deste que sejam sinceros e não venham acompanhados daquele sorriso amarelo e abre boca mecânico). Lembro dos tempos em que o presente era uma surpresa agradável e você conseguia ser de fato surpreendido. Hoje tudo mudou, você escolhe o que quer, o quanto custa (como medida de nivelar os presentes, se não cai a qualidade) e onde comprar. Diferente não? Você só não sabe quem te tirou, mas já sabe o que vai ganhar.
Por conta disso, vão aqui algumas dicas do que não se deve dar, porque com certeza não se quer ganhar: Cueca (coloridas então), cinto, meias, lenços (esqueci não viu Jejé), Cd de natal da Simone, garrafa de vinho Dom Bosco, agenda e chaveiro com logo de empresa, conjunto de sabonete e colônia almas de flores, conjunto de depósitos plásticos (se pelo menos fosse Tupperware), camisa Pólo lisa (aquelas bem peba mesmo) e, sobretudo, aqueles conjuntos de copos americanos de 6 peças (ninguém merece).
Pense bem, quem não gostaria de ganhar um perfume do boticário, um CD dos Beatles, uma calça Jeans de grife, uma escultura indiana, um ótimo livro para uma leitura (menos do Paulo Coelho e um monte de outros livros de auto- ajuda, apesar de muito lidos, cada um tem seus gostos, e esses não são os meus), um bom DVD e por aí vai.
Mas - e sempre tem um mas - para isso acontecer, você vai ter que escrever uma cartinha para o papai Noel e dizer o quanto foi um bom menino(a), mesmo que você não acredite no bom velhinho. Pode até não acontecer, mas funciona como terapia.
Aí, pode ser que no amigo oculto, você seja tirado pela pessoa certa, uma pessoa que de fato goste de você, porque no amigo oculto você tem que descrever a pessoa (tão inédito) e, falar mal dos outros é muito fácil, principalmente de quem não se gosta, agora, falar bem, às vezes só de quem gostamos e olhe lá, nem sempre tiramos quem gostaríamos de tirar.
Então você já entrou em algum amigo-oculto nesse final de ano? Não?!?
Poxa, vai ser amigo da onça assim lá...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

SER AMIGO, O QUE É?

Seria compartilhar momentos alegres, estes sempre tão curtos, enquanto que as críticas ásperas são ditas em nossa cara o tempo todo?
Seria quebrar aquele galho que nos vai custar algumas horas de trabalho a mais, onde sacrificamos nossa própria diversão e que não nos trará nenhum retorno financeiro, a não ser o prazer de poder dormir naquele dia com o espírito mais sossegado porque conseguimos contentar alguém?
Ser amigo é dizer não na hora certa, é chorar junto quando for preciso é partilhar as angustias e esperanças.
Ser amigo, o que é?
Ser amigo é estar por perto e retornar, mesmo quando o ofendido relevar e não guardar no peito a mácula da decepção.
Ser amigo é entender um olhar severo, um pedido de desculpa silencioso, um riso leve de satisfação, é contar com o apoio quando estamos de tão baixa-estima.
Ser amigo é aquele que percebe pelo nosso semblante se estamos bem ou se estamos mal.
Não sou de muitos amigos, divido espaços com as pessoas que povoam minha vida, sem buscar anseios de cultivar falsas amizades, porém, os amigos verdadeiramente conquistados, estes são para sempre.
Ser amigo é acreditar que sempre haverá ventos de mudança para a melhor, mesmo que a maré esteja contra.
Ser amigo é estender a mão da solidariedade quando nos sentimos impotentes diante de nossa própria pequenez.
Ser amigo, o que é?
É ser como você, que tem sempre uma tirada de bom humor para animar o meu dia, e mesmo que não sejamos assim tão amigos, já valeu ter te conhecido, amigo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER

Falamos da vida todos os dias, ela está aí, vamos vivendo o dia a dia como se fosse a coisa mais natural, mas não se presta atenção na vida.
Nos prendemos às nossas obrigações, e para nossa surpresa, dizemos que isto é vida.
O que será mesmo a vida?!
Momentos de sensatez, reflexões, encontros e desencontros ou simplesmente um fardo tão pesado que às vezes nos apartamos dela para parecermos mais leves e para alguns é insuportável viver esta insustentável leveza.
Qual a melhor maneira de conduzi-la? Será alicerçar-se à uma família ou criar um mundo à parte onde somente nossa verdade passa a ser absoluta? O fardo tornasse leve quando compartilhado, mas quando nos cercamos em nós mesmo e não nos permitimos compartilhar mais, ele passa a ser insustentável. A vida é simples, é compartilhar o básico; um sorriso, uma palavra, um olhar ou um gesto.
Olho meus filhos brincando e imagino o que posso lhes transmitir de base, de certeza, de vivência, de valores. Sinto que o que posso fazer é lhes valorizar a infância, suas experiências, suas descobertas.
Sei que não posso protegê-los do mundo, mas posso prepará-los para ele. Indicar os caminhos e fazer com que tenha a certeza de tomar decisões coerentes e, mesmo se errarem em suas escolhas, ainda assim, aprenderão lições, pois só erra quem tentou acertar.
A vida deve ser vivida em toda sua plenitude, seguir o seu curso natural, e quando isso não acontece, parece que faltará para sempre uma peça no quebra-cabeça.
Essa sensação de incerteza e impotência, nos faz refletir, será que vivo realmente, será que compartilho o meu fardo, ou ele se tornou tão pesado que não suporto mais? Essa dúvida é que torna peso insustentável, esse conflito nos atinge a alma e fica cada vez mais difícil equilibrar a realidade de dois mundos, o que vivemos e aquele que criamos, este último, como porta para nossa fuga e, em muitas vezes, fugimos para não mais voltar.

Para quem vai- Adeus, para quem fica - saudade.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

OBA, É NATAL!

Aqui não cai neve, é sol de rachar o ano inteiro, mas quando chega perto do natal, tudo se transforma.
O clima já mudou, à noite tem uma chuvinha e o dia amanhece nublado, os camelôs vendem pisca-piscas, bolas e papais-noéis que dançam.
Oba! Começou o corre-corre atrás de brinquedos e “galinhas mortas” (pra quem não sabe o que é, são ofertas de bons produtos a preços de banana).
Se vê de tudo no centro, estátuas vivas, malabaristas, gente pedindo esmola, ruas congestionadas, locutor de calçada, aliciadores de cartão de crédito, CD’s piratas, frutas, roupas e uma série de quinquilharias para todos os gostos.
Definitivamente é fim de ano! Vou esquecer que crio idéias para vender e vou me juntar à massa para comprar, me perder no meio da multidão procurando a melhor oferta. Quem sabe no amigo-oculto da empresa este ano eu tire alguém que não me dê muito trabalho na hora comprar o presente e, se a sorte ajudar, tomara que ninguém me dê cd, cinto, camisa pólo ou um daqueles presentes meio safados que a pessoa ganhou de brinde e nunca teve coragem de utilizar.
Bem, mas fora isso, vem aí uns dias de recesso, uma folga para repensar e muito, mas muito tempo para queimar os neurônios (porque é só o que resta isto, pois os cabelos foram embora) pensando em como aplicar as parcas economias do décimo terceiro (pra quem tem), se pinta a casa, viaja, compra presentes, vai às festas ou se guarda pra janeiro, em não é pro ano novo e muito menos para o carnaval, é para o material escolar das crianças mesmo.
E é assim, o ano da gente; ano novo, carnaval, volta às aulas, dias das mães, férias, dia dos pais, dia das crianças e natal. Pronto, o ano definitivamente acabou!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O PORQUÊ DAS COISAS

Tudo no mundo tem um por que!
Mais parece que além dos porquês comuns, tem aqueles porquês irritantes do dia-a-dia, principalmente os do trabalho. Porquê?
Os mais comuns são:
Por que você chegou atrasado?
Porque você não fez esse trabalho?
Porque você faltou ontem?
Porque você não fica mais um pouco e termina logo isso?
Da vontade até de responder, por quê você não vai pra....... (Piiiiiii, censurado).
Mas por que será que a coisa errada só acontece na hora incerta?
É como diz aquele velho deitado “quando mais rezo, mais tentação me aparece”.
Por que é que quando você está mais “aperriado” tudo dá errado?
Por que é que no horário de sair pra levar um trabalho para o cliente, tem sempre uma informação de última hora para acrescentar na peça e ainda por cima você fica preso em meio a um engarrafamento no caminho?
Por que a impressora sempre dá pau na hora em que é mais necessária e, quando não dá pau, a tinta acaba no meio da impressão?
E por que é que quando você vai embora da agência o telefone sempre toca com alguém pedindo para você retornar por causa de um pepino que apareceu.
Por que quando você mais precisa do micro ele trava e pronto. E quando isso não acontece, há sempre um pico de energia que desliga tudo e você nunca está com as últimas modificações do trabalho salvas? E aí meu amigo, “só lamento”.
Por que eu não estudei mais como a mamãe mandou?
E agora, deu no que deu.
É, são muitas perguntas para quase nenhuma resposta concreta.
Por que heim!?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"OUT TIME"

Às vezes e não raramente, sinto que estou vivendo em um mundo paralelo.
É que procuro me identificar com as coisas que acontecem em minha volta e não consigo, sinto como se estivesse fora de tempo.
Digo isso porque quando vejo os jovens cantarem suas músicas, não as conheço, eu nunca sequer as ouvi. Quando curtem alucinadamente suas festas com batidas eletrônicas, não me dizem nada, a mim soam apenas como um infernal barulho ensurdecedor.
Quando usam suas gírias abreviadas na internet, custo por demais a entender.
Olho com apreensão sua satisfação on-line nas lan houses, seus telefonemas intermináveis no celular e sua envelhescência cada vez mais precoce na adolescência.
Brincadeiras de roda, velocípede, bola, casinha, boneca, parquinho?! Só na primeira infância, depois disso é só internet. As crianças ficam adultas cada vez mais cedo. Não que deseje vê-las por aí, bobas numa sociedade malévola ou cantarolando músicas de minha juventude, mas que elas curtissem mais cada etapa de sua vida, respeitando o tempo certo para cada coisa.
Hoje, essas coisas acontecem rápido demais.
Sinais dos tempos, talvez?
Não que queira para meus filhos as mesmas coisas de minha infância, claro que eles devem estar em sintonia com o seu tempo, só espero, que a linguagem usada não destoe tanto da que entendo, a ponto de nos isolar em mundos diferentes.
Mas não é verdade que por causa de minha profissão eu deveria estar sempre antenado com tudo? Sim, mas o processo de mutação é mais veloz do que os valores aprendidos e do que tentamos acompanhar.
Minha esperança é de que certos ensinamento que ultrapassam gerações e modismos sejam por eles assimilados e que cresçam respeitando estes valores.
Se preservarem isto em si, terá valido a pena, mesmo neste mundo conturbado. Então, de onde estiver não me sentirei mais tão fora de “tempo”, Blz!

sábado, 10 de novembro de 2007

PERTURBAÇÕES DE UM PUBLICITÁRIO

Você já notou que todo mundo nessa área tem um "tic nervoso", uma mania, uma perturbação.
Você pode até dizer que não, mas certamente tem algum hábito ou mau hábito.
Existem muitas manias ou hábitos que se adquirem ao longo desse trabalho, querem ver:
Há aqueles para qual todo tempo do mundo é pouco para as tarefas - assim como eu - e ficam altamente estressados quando o trabalho se acumula. Há tambem os do tipo de um amigo meu que fica
“hiperimpacientementeirritado” se você não raciocinar há mais de 180 por hora no momento em que ele fala algo, ou ainda como uma colega super “elétrica” que parece uma formiga pra lá e pra cá ou como dizem os antigos uma "barata tonta".
Há os pacientes demais, que suportam tudo e depois jogam todas as pragas do mundo em cima do chefe.
Há os que falam pelos cotovelos.
Há os que cantam e falam sozinhos e vivem num mundo à parte.
Os que estão desligados e por isso são surdos, até quando são chamados, também são conhecidos como “môcos”.
Há os que riem sozinhos quando nem estão no MSN, devem estar lembrando de vidas passadas.
Existem os que brigam pelo MSN, e descontam no micro.
Os que querem porque querem que vejamos algum vídeo que eles e só eles acham interessante.
Há os neuróticos de nascença e os que estão ali e nem sabem o “por que” daquilo.
Também tem os displicentes, que usam o “xiii, esqueci” para ferrar com os outros.
Tem os que comem mais do que todo mundo e dizem que só criam, se a barriga estiver cheia – nesse caso, o ditado é certo – barriga vazia, cabeça arredia.
Vai dizer que você nunca voltou do meio do caminho por ter dado “um branco” de achar que esqueceu alguma coisa – a porta destrancada, o ventilador ligado ou algum documento – e que na verdade, está tudo na mais perfeita ordem. Este é o primeiro sinal, piração total, o resto vem com o tempo.
Criar certas rotinas no trabalho, como por exemplo: uma folha de papel embaixo do teclado, fixar-se sempre com os mesmos objetos, pegar a canetas dos outros e nunca ter a sua, deixar aquele monte de bichinhos, bibelôs, lembrancinhas e traquitanas em cima da mesa do escritório e, sempre na mesma posição, não permitindo nunca, mas nunca mesmo que alguém pegue, são os primeiros passos para uma perturbação permanentemente piradoura – quero dizer – duradoura.
Cuidado amigo(a), as perturbações de um publicitário, não têm campanha de lançamento, elas são incorporadas no dia-a-dia, quando você menos notar, ela vira uma marca tradicional.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

OS VAMPIROS DE ESCRITÓRIO

Não fiquem chocados, eles existem e o que é pior, agora andam sob a luz do dia.
Talvez a expressão seja até nova, mas essa designação é para aquelas pessoas velhas de espírito de amizade e que conseguem sugar a energia vital das outras, principalmente no ambiente de trabalho. Às vezes você sai até animado e disposto para o trabalho, mas lá você o encontra e ele está sempre pronto para acabar com teu bom astral. Basta um passagem pelo corredor, um telefonema, um recado - presente - ele ti cerca por todos os lados e aí, ZAPT!
Suas ações são fulminantes, basta um olhar bestial e você começa a se sentir esvaindo de bons fluídos. Em apenas uma investida, a carga negativa entra em ação, em outras vezes elas são ministradas em doses cada vez mais avassaladoras.
Aquelas pessoas que emperram o trabalho, dificultam as ações, fingem de amigos e ainda falam mal de você, são os maiores vampiros.
Não há cruz, nem crucifixo que dê jeito, levei até pão de alho, mas nada, no fim do dia estava ali, um trapo humano destituído de toda a energia do dia.
Só há uma defesa, sorria para elas, você pode até nem estar feliz, não dê a elas seu melhor sorriso, dê-lhe aquele assim meio amarelado, uma tapinha nas costas e uma desculpa tipo " aí colega, mas preciso trabalhar”.
Seja ele só colega ou chefe, não terá outra saída a não ser tomar seu rumo.
Exorcize esses sugadores de vida, assim eles acabam murchando sozinhos. Boas energias pra você!

sábado, 3 de novembro de 2007

HOJE O DIA TÁ QUE TÁ!

Tem dias que parece que nada vai dar certo. Você já acorda cansado por ter de um modo ou de outro trabalhado até as 3 da madruga e a cama parecia estar mais dura do que de costume (se é que colchão de molas seja bom realmente – o meu iiiii...), você abre o chuveiro e nem a água consegue ti lavar daquele estado catatônico de “quero dormir mais um pouco”. A barba por fazer mostra claramente a tua disposição, acho que quem não quer, poderia optar por ser imberbe, mas enfim, a cara suja e engiada diz tudo – hoje não vai ser um bom dia. E num sábado pós-feriado, as 7 e 30 da manhã, eu já havia percorrido metade da cidade em busca de alguma camisaria aberta que me fornecesse 20 camisas pintadas até as 2 da tarde, sendo que nesse dia todas resolveram “enforcar” o sábado. Não Obstante à dor de cabeça, o mau humor e o sono, você ainda precisa sorrir e passar pelo programa de rádio que é a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. Ainda bem que ouvinte ouve, e não vê. Para completar, no centro da cidade não havia uma vaga sequer perto das lojas de camisas e de cabos e, as vagas que tinham eram para os táxis (ainda que o meu carro fosse branco, mas é preto) e a outras vagas eram dos donos das ruas, não são os azulzinhos, os multadores, são os flanelinhas mesmo, e olha que ele estão cobrando os olhos da cara e ai de você se não fizer cara de feliz, além de pagar a Zona Verde, ainda tem de pagá-los também. Depois de estacionar anos-luz de distância e com um tempo corrido, corri quase três quarteirões até a primeira loja e, pasmem a moça passou um preço tão baixo que o gerente da loja chiou. Passou tá passado, o código do Consumidor comprova, vale o preço mais baixo, e foi o que paguei. Porém para dar conta do recado, ainda tinha o cabo, sim o cabo de 50 metros para fazer a extensão da força. Você não está entendendo nada não é? É que as camisas eram para serem usadas na gravação de um show à noite, e o cabo é para alimentar as câmeras que iriam filmar tudo. Mas, num desses alinhamentos de planetas, deu tudo certo. Embora os flanelinhas não tenham levado meu rico e suado dinheirinho (e olha que corri e suei a beça), as camisas, a serigrafia e o cabo me levaram. Pelo menos, minha cabeça está tranqüila, fiz minha parte e o mais importante nisso, é descobrir o “caminho das pedras”, não fosse “o mapa da mina”, estaria que nem os portugueses “a ver navios”, por isso, é sempre bom poder contar com os amigos, nessas horas, só eles nos ajudam. Não fosse por eles, teria “dado murro em ponta de faca”. A tarde do sábado chegou, espero que não apareça mais nenhum percalço até a noite, vou tirar a tarde para brincar com as crianças, dormir ou talvez ver um bom DVD,... o quê?! A dor de cabeça? Ah, depois dessa agitação toda, já passou.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

ASSASSINARAM A LÍNGUA

Pelo menos é o que se percebe, tanto nos jornais, outdoors e outras peças publicitárias. Quando se comete um pequeno deslize no texto publicitário, diz-se que ou é liberdade criativa, ou foi proposital ou foi mesmo um mero deslize de quem se debate tanto em cima dele, que isso chega até mesmo a cegar. Se for apenas um deslize, o erro pode ser consertado, mas se for uma falta de revisão, ou desconhecimento da área, aí realmente é uma “mancada” grande. Um texto com dupla interpretação só funciona se for intencional, se for por engano, as conseqüências podem ser desastrosas.
O que se vê atualmente é um atropelamento da língua portuguesa. A língua - coitada - já sofreu tantas anomalias, incorporações, estrangeirismos e etc., que bem poderíamos chamá-la de língua brasileira, isso porque ela já adquiriu uma forma própria ao se misturar com os dialetos indígenas e africanos, ficando tão dinâmica que mantêm há muito, certa distância da língua-mãe. Mas ainda sim, em nome da liberdade criativa não se pode sair “matando a pau” a gramática e assassinando a língua. O texto publicitário pode ser criativo, mas sem barbarismos e tiros gramaticais a “queima-roupa”.
A linguagem publicitária tem certas permissividades, mas sem exageros. Comunicação é clareza, não precisa linguagem rebuscada não, desde que se entenda o sentido da mensagem, então está tudo bem. Todo texto tem que comunicar alguma coisa para alguém ou a um público em particular, respeitando isto, cabe por a alma para que ele realmente convença.
Você está me entendendo, não?
Se não? Vou então escrever em português arcaico, quem sabe voltando às origens, a gente desfaça essa torre de Babel.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

JUNTANDO CAQUINHOS PARA COSTURAR

Hoje resolvi juntar meus cacos. Comecei pelas minhas lembranças, as fotos que marcaram meus momentos prediletos.
A primeira turma do trabalho.
Os amigos da universidade.
Os textos antigos, as poesias e até um livro de catequese que ganhei da minha mãe quando tinha 10 anos de idade.
O namoro, o casamento
O cão de estimação.
O primeiro carro.
O nascimento dos filhos.
O dia-a-dia de seus crescimentos.
Conclui que a vida é isso, uma colcha de retalhos feita de grandes momentos.
Também recordo as derrotas, os sonhos não realizados e as lições tiradas deles.
Caí muitas vezes, mas só caí porque estava tentando subir.
Gosto de ver o álbum de fotografias, muito melhor do que as fotos em CD-rom. O álbum é mais família, um pedaço da minha vida. Fotografias nos revelam muito, e cada uma delas é parte desse quebra-cabeça que forma a história da pessoa. Você tem uma história, junte cada caquinho, vá costurando sua colcha de retalhos, no fim, verá como ela é diferente de todas as outras, que é multicolorida e que, o tom da sua vida é pintado por estes pedaços que são só seus. Recolha-os e boa costura!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

NOSTALGIA É BOM PARA A HISTÓRIA

Ter saudade do que passou é saudável, a doença é querer viver o hoje como o ontem ou pior, viver no ontem, aí não dá.
Então viva o mp3, o ipod, o notebook, o computador, a internet, o controle remoto e o celular.
Viva os amores de hoje, os de ontem e o que virá.
Saudade boa é a da infância, da escola, da universidade, do chamego de mãe, dos filhos bebês, das festinhas na juventude.
No entanto, viva os primeiros fios de cabelos brancos, viva os óculos necessários, viva a fadiga do dia trabalhado e viva o descanso do domingo. Viva a Pizza com a família e a visita aos amigos.
O que vale mesmo é o hoje, o ontem foi importante para se chegar aqui e, se isso é a nossa meta de vida, vivamos o hoje para fazer o nosso amanhã ainda melhor.
Nostalgia é coisa boa quando relembra momentos felizes, se não, deixe apenas para constar na história.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

OS DINOSSAUROS EXISTEM!

Muitas vezes me pergunto o que é envelhecer?
Seriam as rugas deixadas pelo tempo, o crescimento dos filhos, as mudanças de valores ou o desuso de idéias antes tão vanguardistas e hoje demodée.
Como todas as pessoas normais, o publicitário também envelhece. Um designer gráfico por exemplo, fica velho quando:
Se agarra a uma tipologia e não quer usar mais outra, não busca conhecer novos programas, lê pouco, não fomenta suas idéias, tem saudades da prancheta, não acha nada feito pelos outros, bacana e, acredita que o mercado idolatrará para sempre seu estilo.
Caros amigos jurássicos, tudo no mundo avança; a tecnologia, as filas de banco (lentamente para o caixa e mais rapidamente no fim), a dor nas costas, a primeira visita ao proctologista, a queda de cabelos, a barriga, a falta de paciência, o desconto acima da média que o cliente quer, e por aí vai. Além disso, há uma enxurrada de profissionais no mercado todos os anos, por isso, a experiência tem que valorizar os novos talentos, e quando isso não ocorre, os velhos publicitários viram ilhas nesse mar.
É fácil reconhecer um dinossauro da velha era. Ele freqüenta os mesmo lugares de seus tempos dourados, você olha anúncios e outdoors e reconhece a sua marca, ele já não é citado como referência e vive de contar as glórias do passado, principalmente em mesa de bar.
Mas não se desespere, ainda há salvação para esta espécie em extinção, conecte-se com o mundo ao seu redor, é a única saída e, se você dormir no ponto, amanhã pode acordar um dinossauro, se isso acontecer, te visito no museu.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

CRIATIVO OU EXECUTOR, O QUE VOCÊ É?

Existe um dilema na vida dos chamados “criativos” ou como se costuma dizer “os pais da criança”, quem é que tem o mérito do trabalho, quem concebe a idéia ou quem faz com que ela aconteça? Quem simplesmente pensou em algo ou quem pesquisou, comparou, experimentou e por fim encontrou a solução ou a melhor forma de executar?
A mim perguntaram o que eu fazia melhor; ilustrar, elaborar o designer, criar, roteirizar ou colorir. Francamente, a questão da polivalência é coisa do passado, gosto mesmo é de dar pitaco. Porém, pitacos relevantes, se não for para acrescentar, melhor sair de fininho. Sou mais de indicar o caminho, engrossando o filão dos que defendem que “nada é bom o bastante que não possa ser melhorado”.
Em inúmeras vezes, as pessoas que trabalham nos bastidores não recebem os elogios, as palmas, os louros devidos, quem sempre aparece é o criativo. Não é preciso ser criativo e executor, a parceria, “as duas cabeças que pensam melhor que uma” é o caminho certo para o sucesso.
Hoje em dia se fala muito em polivalência, o super profissional que entende e faz de tudo um pouco. Contudo, quem faz tudo sozinho corre o risco de não saber se auto-avaliar, e daí estagnar-se. É preciso compartilhar, manter parcerias. Sim, é necessário conhecer os processos, mas ser especialista em um deles é primordial, senão, você será como pato – nada, voa e caminha, mas em todos, desajeitadamente.
Não há regras precisas, criar em parceria é sempre bem melhor, afinal para serem “os pais da criança” é preciso ter dois ou já há idéias criativas assexuadas?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O ABUSO PASSOU DA CONTA

Ultimamente temos aceitado tudo, o saco do brasileiro está bem maior do que o do Papai Noel, querem ver?
Vou começar pela famigerada CPMF, quem inventou teve até boa intenção, reduzir vários impostos e deixá-la com imposto único, o que, aliás, virou o imposto “mais um”, uma manobra de quem? Políticos. Porém quem paga a (Contribuição “Permanente” sobre Movimentação Financeira) nunca viu a Saúde funcionando, estradas boas ou coisa que o valha. Pra se andar em estrada boa, o país tem que vender trechos para empresas privadas administrarem, que vergonha, e aí, você tem que pagar pra andar nelas. E os impostos que sempre se pagou a vida toda, não eram para garantir boas estradas? Antes este imposto era provisório e agora é permanente? Quer dizer que 40 bilhões vão mudar a educação, a saúde que seja? Creio que não, mas se isso tornar o Brasil num país desenvolvido em igualdade e cidadania para todos, me acordem, deve ser sonho. O ditado é certo, “dê a vara e não o peixe” ensine como pescar, dar o peixe basta para o hoje, mas a fome volta amanhã. Chega desse paternalismo eleitoreiro de bolsa isso ou aquilo. O povo merece dignidade e não essa mendicância.
Lamento mais a visão é clara até para quem não é quiromante ou adivinho, o país não quebra sem a CPMF, não quebrou antes dela e nem vai quebrar depois que ela se for. Afinal, até em tetas, o leite acaba, e nem por isso as crias morrem de fome.
Mas não é só isso, têm ainda os empréstimos compulsórios, radares arrecadadores de multas (tantos os fixos como os móveis), IPVA, taxa de iluminação, taxa abertura de crédito, de limpeza pública, taxa de segunda via, taxa de emissão de extrato, taxa disso, imposto daquilo. Coloque na ponta do lápis e chore meu amigo, bem-vindo ao fundo do poço.
Que tal inventar o ISPD (imposto sobre pedidos a Deus), TDMU (taxa de deslocamento em meio urbano), nem vou ficar dando idéias, é capaz de levarem a sério e criarem o TSLP (taxação sobre o livre pensamento).
Mas, voltando às vacas frias, sabe onde acabam todos os tributos que se paga? Lá no bolso dos deputados que juram de pés juntos estarem defendendo o interesse do povo, (digo deles). Os políticos sérios são vencidos pelas manobras, infelizmente.
Quer saber da mais nova? Agora estão querendo implantar um chip nos carros para acompanharem trajeto, velocidade (como se já não controlassem, tem sempre um sensor escondido em alguma esquina, ou em algum lugar). Esse chip enviaria um sinal para antenas espalhadas pela cidade e estas para os computadores para gerarem mais multas para quem literalmente sair da linha. Já ouviu falar em liberdade vigiada? É isso.
Será que ainda pode se falar em “liberdade” num lugar onde o cidadão trabalha cerca de três a quatro meses só para pagar “impostos”? Veja só o significado da palavra, não é algo de consenso, é algo imposto, ou seja, empurrado goela abaixo e, tudo o que é imposto a alguém, priva esta pessoa de recusar, debater ou ponderar. O que quer dizer que somos escravos de leis cruéis, pois as vantagens ou os benefícios oriundos desses tributos que deveriam voltar para a população somem num ralo chamado “déficit público”. Sabe por que se chama essa avalanche de impostos de carga tributária? Porque quem leva carga é burro, e é nisso que querem nos transformar. Será que ainda se pode dizer um palavrão após uma topada sem ter que pagar alguma taxa? Shhhhi...melhor falar baixo, as paredes têm ouvidos, mas as da Câmara e as do Congresso são surdas, mas só para nós.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

FRENTE FRIA

O bom de uma agência de publicidade é o clima. Mas não falo da temperatura, e sim do calor humano. Mesmo porque nesta época do ano não há ar-condicionado que chegue, imagine que resfrie. Essa camaradagem entre as pessoas é que é legal e muitas vezes resulta em boas e descontraídas gargalhadas advindas de brincadeiras despretensiosas. Mas voltando ao clima de camaradagem, numa dessas manhãs em que o sol das nove horas já está mais quente que o do meio dia, uma amiga comentou que o calor de Teresina estava de rachar asfalto e que até defunto está pedindo em testamento para ser enterrado embaixo de uma árvore. Ela falou que bem poderia vir uma frente fria para Teresina, ao que prontamente respondi “só ficando pelado em frente a geladeira e com a porta aberta”, a gargalhada foi geral,"Só assim minha amiga, você terá literalmente uma frente fria.” É por isso que eu amo esta cidade, é sol, suor , cerveja e cajuína o ano todo, com exceção dos dias de chuva e das “frentes frias”.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DIA DE CÃO

Às vezes me pergunto o que é pior, muito trabalho por fazer ou pouco tempo para executar? Não que não goste de muito trabalho, o problema é o prazo. É certo que em publicidade sempre se trabalha com a faca no pescoço, ou melhor, no fio da navalha. Redator, design, editor e outros mais, vivem na corda bamba dos prazos, e ainda vem sempre um engraçadinho para dizer “ o cliente quer isso pra ontem”. Às favas com ele, não se trabalha com o ontem, somente com o hoje e o amanhã, não pode haver resultados em operação tapa buraco, no mínimo, o remendo sairá pior que o soneto e aí o prejuízo será bem maior. Acredito que se o dia tivesse mais de vinte e quatro horas, ainda assim faltaria tempo pra fazer tudo o que se quer ou pelo menos ao que se propõe, dormir por exemplo, publicitário não dorme, ele sonha com soluções e tem pesadelo com prazos exíguos.
Há dias em que sofremos bem mais do que um cão vadio, por pior que seja o dia do dito cão. Comer o pão que o diabo amassou, levar uma vida de cão, matando cachorro a grito, é algumas das situações nesta sofrida vida de (pobre) + citário. Mas tal como o cliente se dá por satisfeito por uma campanha que lhe traga resultados, o publicitário vive de um ego vitaminado por reconhecimento (eu prefiro a inversão, grana no bolso e ego vazio).
Mas no fim, depois de trabalhar mais que um jumento, tudo o que sobra é o salário no fim do mês e um tapinha nas costas, e tenha certeza de uma coisa, neste mundo cão, isso é bem melhor que uma pedrada.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

É BATATA!

Você já deve com certeza ter ouvido a expressão “feijão com arroz”.
Tem gente inclusive que não abdica disso de seu cardápio, se tiver um ovo estrelado pra fazer companhia, então a “bóia” é da boa.
Se você nunca experimentou essa iguaria, então sinto muito, mas tem alguma coisa errada nas suas preferências gastronômicas. Feijão com arroz é a nossa segurança do dia-a-dia, por isso, quando se tem dúvida de que uma coisa possa dar certo ou errado, então só há uma saída, apelar para o “feijão com arroz”. É batata! Funciona mesmo.
É a tal coisa, pode até não ser o “crème de la crème” mas resolve, tipo assim, chavão, papai- mamãe, pretinho básico, bate-enxuga.
Em publicidade às vezes é necessário recorrer a esta fórmula, as pessoas dizem que é uma coisa muito batida, no entanto, um bom “feijão aparto” tem segredos no preparo, se carregar em demasia ou suavizar nos ingredientes você perde o ponto. Em propaganda é assim, ou se faz bem feito ou é melhor não fazer, pois quando resultado não agrada, tanto no feijão quanto na publicidade, a dor é grande, enquanto o primeiro dá dor de barriga, a segunda dá dor de cabeça. Comece sempre pelo básico, afinal feijão com arroz nunca matou ninguém.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

BREGA, MAS COM ESTILO

Essa mania de dizer que roupa não influi no comportamento das pessoas é uma balela. Antigamente e olha que sou antigo, usava muito o estilo engomadinho. A calça tinha aquele vinco no meio de tão bem passada, a camisa de mangas compridas era contraste com o clima de montanha de Teresina. Com o tempo, passei a usar camisa pólo, hoje já estou meio descolado (entenda-se aquelas camisetas cheias de símbolos com frases em inglês e calças largas cheias de bolsos que às vezes não servem pra nada).
Mudar o vestir implica em mudar de comportamento e, pra falar a verdade, nem sei que estilo visto hoje em dia, já que, ser moderno é combinar vários estilos e dizer que o que está na moda é não ter estilo algum, que vestir-se bem é uma coisa atemporal e é exatamente aí que está o novo estilo (compreendeu!?!). Pois bem, duvido que alguém vá para uma reunião com cliente usando o seu estilo “descolado” e “atemporal”, dependendo do perfil deste, você vai se trajar a contento, pois sua cara é a cara do seu negócio e, se seu negócio não tem cara, o cara nem vai querer saber de você.
O barbear-se, prender o cabelo, colocar uma roupinha melhor, ainda é o básico. E como a reação das pessoas é sempre uma incógnita, não abuse. Aquele ditado ainda vale muito, a primeira impressão, mesmo errada é difícil ser desfeita. Você pode até ser brega, mas por Deus, tenha estilo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

VIOLENTADO

Era tarde da noite, eu estava dormindo, acho que naquele estágio que a gente costuma chamar de terceiro sono. O quarto estava iluminado por uma tênue luz azulada vinda do abajur, foi aí que tudo aconteceu, senti que alguma coisa se apoderava do meu corpo, abri os olhos e não a vi, senti apenas o seu calor, subindo dentro de mim, tirando o meu fôlego e me fazendo tremer nas bases.
Um suor inexplicável acometeu-me e então ela tornou-se violenta e agressiva, quis gritar mas a voz não saía, estava completamente dominado, então reunindo forças não sei de onde, pulei da cama e corri pelo corredor tentando escapar daquele pesadelo.
Ela me perseguia, não importava o quanto eu corria. Em meio aquele desepero pensei e conclui que aquilo era apenas um sonho, um sonho nada bom. Mas num lampejo de fúria ela me fez voltar a realidade, e ali eu me entreguei, não mais resisti, pois era inútil lutar.
Depois daquela relação turbulenta, um banho relaxante me acalmou, no entanto, depois daquela noite nunca mais a esqueci.
Seu nome: diarréia.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

QUEM JÁ NÃO DEU UMA?

Olá amigos da comunidade bloguiana, sou o seu garoto de Blograma

Hoje quero falar sobre um termo muito usado na vida de todos nós, a chupada.
Quem é que de alguma maneira nunca deu uma chupadinha? Pode até ser que ela tenha acontecido assim por coincidência, consciente, proposital, ou quem sabe caiu de pára-quedas na sua vida e passou a fazer parte dos seus hábitos.
Eu a considero uma coisa muito saudável na medida em que ela inspira uma nova forma de se ver as coisas. Agora cuidado! Se você ficar viciado (a) aí não tem mais jeito, você vai chupar tudo o que vê pela frente. Se isso acontecer, a receita está na cara: um vidro de lustra móveis e uma flanela. Mas, se um dia você se cansar disso, chupe o pau da barraca, ops...quero dizer, chute.
Existem muitas chupadas famosas na história (não me refiro aqui ao Bill Clinton), realize a sua, muitos bons comerciais e anúncios saem de uma boa chupada, só tenho um conselho, chupe com moderação. E aí, vai encarar?

SÓ PERUANDO

Olá meus amigos viciados em leitura bloguiana,
bem-vindos! Eu sou o seu garoto de Blograma.

Estou estreando aqui, aliás estrear não é o termo correto, vou dando o ar da minha graça, embora eu mesmo não ache nada de engraçado em mim. Há quem ache, e isso sim, é uma grande piada.

Essa coisa de escrever é interessante, principalmente quando bate a aflição de não se ter a mínima idéia do que se vai dizer. Mamãe sempre disse se não tem o que falar melhor ficar calado (quem inventou isso nunca viu passarinho verde). Quando se é curioso ( e olha que de alguma forma todo mundo é, nem que seja pra falar da vida alheia) e se lê muito, as palavras saem com facilidade e as idéias são claras. Porém comigo, vez por outra acontece um apagão mental e aí, entro num processo catatônico e fico catando algum caco (arre) de idéia que possa me dar alguma luz, é o que se chama em propaganda de “um verdadeiro parto”.
As vezes sou muito direto e outras prolixo demais, ando procurando um meio termo, mas até lá, é mais fácil escrever umas três laudas do que encontrar a frase certa.
Mais fácil é ser “profícuo” (veja aí no Aurélio) de idéias, isso contribue muito mais para o serv-self variado que encanta os olhos do que o bife do olhão que enche a barriga. Se você não se encaixa em nenhuma categoria, vá de sopa de letrinhas, é o básico.
E falando nisso, a fome apertou de vez e como saco vazio não segura em pé, embora esteja sentado, vou fazer uma boquinha tipo assim meia-boca e depois dou meia volta e a gente continua essa conversa.
Até.