terça-feira, 27 de novembro de 2007

OBA, É NATAL!

Aqui não cai neve, é sol de rachar o ano inteiro, mas quando chega perto do natal, tudo se transforma.
O clima já mudou, à noite tem uma chuvinha e o dia amanhece nublado, os camelôs vendem pisca-piscas, bolas e papais-noéis que dançam.
Oba! Começou o corre-corre atrás de brinquedos e “galinhas mortas” (pra quem não sabe o que é, são ofertas de bons produtos a preços de banana).
Se vê de tudo no centro, estátuas vivas, malabaristas, gente pedindo esmola, ruas congestionadas, locutor de calçada, aliciadores de cartão de crédito, CD’s piratas, frutas, roupas e uma série de quinquilharias para todos os gostos.
Definitivamente é fim de ano! Vou esquecer que crio idéias para vender e vou me juntar à massa para comprar, me perder no meio da multidão procurando a melhor oferta. Quem sabe no amigo-oculto da empresa este ano eu tire alguém que não me dê muito trabalho na hora comprar o presente e, se a sorte ajudar, tomara que ninguém me dê cd, cinto, camisa pólo ou um daqueles presentes meio safados que a pessoa ganhou de brinde e nunca teve coragem de utilizar.
Bem, mas fora isso, vem aí uns dias de recesso, uma folga para repensar e muito, mas muito tempo para queimar os neurônios (porque é só o que resta isto, pois os cabelos foram embora) pensando em como aplicar as parcas economias do décimo terceiro (pra quem tem), se pinta a casa, viaja, compra presentes, vai às festas ou se guarda pra janeiro, em não é pro ano novo e muito menos para o carnaval, é para o material escolar das crianças mesmo.
E é assim, o ano da gente; ano novo, carnaval, volta às aulas, dias das mães, férias, dia dos pais, dia das crianças e natal. Pronto, o ano definitivamente acabou!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O PORQUÊ DAS COISAS

Tudo no mundo tem um por que!
Mais parece que além dos porquês comuns, tem aqueles porquês irritantes do dia-a-dia, principalmente os do trabalho. Porquê?
Os mais comuns são:
Por que você chegou atrasado?
Porque você não fez esse trabalho?
Porque você faltou ontem?
Porque você não fica mais um pouco e termina logo isso?
Da vontade até de responder, por quê você não vai pra....... (Piiiiiii, censurado).
Mas por que será que a coisa errada só acontece na hora incerta?
É como diz aquele velho deitado “quando mais rezo, mais tentação me aparece”.
Por que é que quando você está mais “aperriado” tudo dá errado?
Por que é que no horário de sair pra levar um trabalho para o cliente, tem sempre uma informação de última hora para acrescentar na peça e ainda por cima você fica preso em meio a um engarrafamento no caminho?
Por que a impressora sempre dá pau na hora em que é mais necessária e, quando não dá pau, a tinta acaba no meio da impressão?
E por que é que quando você vai embora da agência o telefone sempre toca com alguém pedindo para você retornar por causa de um pepino que apareceu.
Por que quando você mais precisa do micro ele trava e pronto. E quando isso não acontece, há sempre um pico de energia que desliga tudo e você nunca está com as últimas modificações do trabalho salvas? E aí meu amigo, “só lamento”.
Por que eu não estudei mais como a mamãe mandou?
E agora, deu no que deu.
É, são muitas perguntas para quase nenhuma resposta concreta.
Por que heim!?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

"OUT TIME"

Às vezes e não raramente, sinto que estou vivendo em um mundo paralelo.
É que procuro me identificar com as coisas que acontecem em minha volta e não consigo, sinto como se estivesse fora de tempo.
Digo isso porque quando vejo os jovens cantarem suas músicas, não as conheço, eu nunca sequer as ouvi. Quando curtem alucinadamente suas festas com batidas eletrônicas, não me dizem nada, a mim soam apenas como um infernal barulho ensurdecedor.
Quando usam suas gírias abreviadas na internet, custo por demais a entender.
Olho com apreensão sua satisfação on-line nas lan houses, seus telefonemas intermináveis no celular e sua envelhescência cada vez mais precoce na adolescência.
Brincadeiras de roda, velocípede, bola, casinha, boneca, parquinho?! Só na primeira infância, depois disso é só internet. As crianças ficam adultas cada vez mais cedo. Não que deseje vê-las por aí, bobas numa sociedade malévola ou cantarolando músicas de minha juventude, mas que elas curtissem mais cada etapa de sua vida, respeitando o tempo certo para cada coisa.
Hoje, essas coisas acontecem rápido demais.
Sinais dos tempos, talvez?
Não que queira para meus filhos as mesmas coisas de minha infância, claro que eles devem estar em sintonia com o seu tempo, só espero, que a linguagem usada não destoe tanto da que entendo, a ponto de nos isolar em mundos diferentes.
Mas não é verdade que por causa de minha profissão eu deveria estar sempre antenado com tudo? Sim, mas o processo de mutação é mais veloz do que os valores aprendidos e do que tentamos acompanhar.
Minha esperança é de que certos ensinamento que ultrapassam gerações e modismos sejam por eles assimilados e que cresçam respeitando estes valores.
Se preservarem isto em si, terá valido a pena, mesmo neste mundo conturbado. Então, de onde estiver não me sentirei mais tão fora de “tempo”, Blz!

sábado, 10 de novembro de 2007

PERTURBAÇÕES DE UM PUBLICITÁRIO

Você já notou que todo mundo nessa área tem um "tic nervoso", uma mania, uma perturbação.
Você pode até dizer que não, mas certamente tem algum hábito ou mau hábito.
Existem muitas manias ou hábitos que se adquirem ao longo desse trabalho, querem ver:
Há aqueles para qual todo tempo do mundo é pouco para as tarefas - assim como eu - e ficam altamente estressados quando o trabalho se acumula. Há tambem os do tipo de um amigo meu que fica
“hiperimpacientementeirritado” se você não raciocinar há mais de 180 por hora no momento em que ele fala algo, ou ainda como uma colega super “elétrica” que parece uma formiga pra lá e pra cá ou como dizem os antigos uma "barata tonta".
Há os pacientes demais, que suportam tudo e depois jogam todas as pragas do mundo em cima do chefe.
Há os que falam pelos cotovelos.
Há os que cantam e falam sozinhos e vivem num mundo à parte.
Os que estão desligados e por isso são surdos, até quando são chamados, também são conhecidos como “môcos”.
Há os que riem sozinhos quando nem estão no MSN, devem estar lembrando de vidas passadas.
Existem os que brigam pelo MSN, e descontam no micro.
Os que querem porque querem que vejamos algum vídeo que eles e só eles acham interessante.
Há os neuróticos de nascença e os que estão ali e nem sabem o “por que” daquilo.
Também tem os displicentes, que usam o “xiii, esqueci” para ferrar com os outros.
Tem os que comem mais do que todo mundo e dizem que só criam, se a barriga estiver cheia – nesse caso, o ditado é certo – barriga vazia, cabeça arredia.
Vai dizer que você nunca voltou do meio do caminho por ter dado “um branco” de achar que esqueceu alguma coisa – a porta destrancada, o ventilador ligado ou algum documento – e que na verdade, está tudo na mais perfeita ordem. Este é o primeiro sinal, piração total, o resto vem com o tempo.
Criar certas rotinas no trabalho, como por exemplo: uma folha de papel embaixo do teclado, fixar-se sempre com os mesmos objetos, pegar a canetas dos outros e nunca ter a sua, deixar aquele monte de bichinhos, bibelôs, lembrancinhas e traquitanas em cima da mesa do escritório e, sempre na mesma posição, não permitindo nunca, mas nunca mesmo que alguém pegue, são os primeiros passos para uma perturbação permanentemente piradoura – quero dizer – duradoura.
Cuidado amigo(a), as perturbações de um publicitário, não têm campanha de lançamento, elas são incorporadas no dia-a-dia, quando você menos notar, ela vira uma marca tradicional.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

OS VAMPIROS DE ESCRITÓRIO

Não fiquem chocados, eles existem e o que é pior, agora andam sob a luz do dia.
Talvez a expressão seja até nova, mas essa designação é para aquelas pessoas velhas de espírito de amizade e que conseguem sugar a energia vital das outras, principalmente no ambiente de trabalho. Às vezes você sai até animado e disposto para o trabalho, mas lá você o encontra e ele está sempre pronto para acabar com teu bom astral. Basta um passagem pelo corredor, um telefonema, um recado - presente - ele ti cerca por todos os lados e aí, ZAPT!
Suas ações são fulminantes, basta um olhar bestial e você começa a se sentir esvaindo de bons fluídos. Em apenas uma investida, a carga negativa entra em ação, em outras vezes elas são ministradas em doses cada vez mais avassaladoras.
Aquelas pessoas que emperram o trabalho, dificultam as ações, fingem de amigos e ainda falam mal de você, são os maiores vampiros.
Não há cruz, nem crucifixo que dê jeito, levei até pão de alho, mas nada, no fim do dia estava ali, um trapo humano destituído de toda a energia do dia.
Só há uma defesa, sorria para elas, você pode até nem estar feliz, não dê a elas seu melhor sorriso, dê-lhe aquele assim meio amarelado, uma tapinha nas costas e uma desculpa tipo " aí colega, mas preciso trabalhar”.
Seja ele só colega ou chefe, não terá outra saída a não ser tomar seu rumo.
Exorcize esses sugadores de vida, assim eles acabam murchando sozinhos. Boas energias pra você!

sábado, 3 de novembro de 2007

HOJE O DIA TÁ QUE TÁ!

Tem dias que parece que nada vai dar certo. Você já acorda cansado por ter de um modo ou de outro trabalhado até as 3 da madruga e a cama parecia estar mais dura do que de costume (se é que colchão de molas seja bom realmente – o meu iiiii...), você abre o chuveiro e nem a água consegue ti lavar daquele estado catatônico de “quero dormir mais um pouco”. A barba por fazer mostra claramente a tua disposição, acho que quem não quer, poderia optar por ser imberbe, mas enfim, a cara suja e engiada diz tudo – hoje não vai ser um bom dia. E num sábado pós-feriado, as 7 e 30 da manhã, eu já havia percorrido metade da cidade em busca de alguma camisaria aberta que me fornecesse 20 camisas pintadas até as 2 da tarde, sendo que nesse dia todas resolveram “enforcar” o sábado. Não Obstante à dor de cabeça, o mau humor e o sono, você ainda precisa sorrir e passar pelo programa de rádio que é a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. Ainda bem que ouvinte ouve, e não vê. Para completar, no centro da cidade não havia uma vaga sequer perto das lojas de camisas e de cabos e, as vagas que tinham eram para os táxis (ainda que o meu carro fosse branco, mas é preto) e a outras vagas eram dos donos das ruas, não são os azulzinhos, os multadores, são os flanelinhas mesmo, e olha que ele estão cobrando os olhos da cara e ai de você se não fizer cara de feliz, além de pagar a Zona Verde, ainda tem de pagá-los também. Depois de estacionar anos-luz de distância e com um tempo corrido, corri quase três quarteirões até a primeira loja e, pasmem a moça passou um preço tão baixo que o gerente da loja chiou. Passou tá passado, o código do Consumidor comprova, vale o preço mais baixo, e foi o que paguei. Porém para dar conta do recado, ainda tinha o cabo, sim o cabo de 50 metros para fazer a extensão da força. Você não está entendendo nada não é? É que as camisas eram para serem usadas na gravação de um show à noite, e o cabo é para alimentar as câmeras que iriam filmar tudo. Mas, num desses alinhamentos de planetas, deu tudo certo. Embora os flanelinhas não tenham levado meu rico e suado dinheirinho (e olha que corri e suei a beça), as camisas, a serigrafia e o cabo me levaram. Pelo menos, minha cabeça está tranqüila, fiz minha parte e o mais importante nisso, é descobrir o “caminho das pedras”, não fosse “o mapa da mina”, estaria que nem os portugueses “a ver navios”, por isso, é sempre bom poder contar com os amigos, nessas horas, só eles nos ajudam. Não fosse por eles, teria “dado murro em ponta de faca”. A tarde do sábado chegou, espero que não apareça mais nenhum percalço até a noite, vou tirar a tarde para brincar com as crianças, dormir ou talvez ver um bom DVD,... o quê?! A dor de cabeça? Ah, depois dessa agitação toda, já passou.