sábado, 3 de novembro de 2007

HOJE O DIA TÁ QUE TÁ!

Tem dias que parece que nada vai dar certo. Você já acorda cansado por ter de um modo ou de outro trabalhado até as 3 da madruga e a cama parecia estar mais dura do que de costume (se é que colchão de molas seja bom realmente – o meu iiiii...), você abre o chuveiro e nem a água consegue ti lavar daquele estado catatônico de “quero dormir mais um pouco”. A barba por fazer mostra claramente a tua disposição, acho que quem não quer, poderia optar por ser imberbe, mas enfim, a cara suja e engiada diz tudo – hoje não vai ser um bom dia. E num sábado pós-feriado, as 7 e 30 da manhã, eu já havia percorrido metade da cidade em busca de alguma camisaria aberta que me fornecesse 20 camisas pintadas até as 2 da tarde, sendo que nesse dia todas resolveram “enforcar” o sábado. Não Obstante à dor de cabeça, o mau humor e o sono, você ainda precisa sorrir e passar pelo programa de rádio que é a pessoa mais feliz do mundo naquele momento. Ainda bem que ouvinte ouve, e não vê. Para completar, no centro da cidade não havia uma vaga sequer perto das lojas de camisas e de cabos e, as vagas que tinham eram para os táxis (ainda que o meu carro fosse branco, mas é preto) e a outras vagas eram dos donos das ruas, não são os azulzinhos, os multadores, são os flanelinhas mesmo, e olha que ele estão cobrando os olhos da cara e ai de você se não fizer cara de feliz, além de pagar a Zona Verde, ainda tem de pagá-los também. Depois de estacionar anos-luz de distância e com um tempo corrido, corri quase três quarteirões até a primeira loja e, pasmem a moça passou um preço tão baixo que o gerente da loja chiou. Passou tá passado, o código do Consumidor comprova, vale o preço mais baixo, e foi o que paguei. Porém para dar conta do recado, ainda tinha o cabo, sim o cabo de 50 metros para fazer a extensão da força. Você não está entendendo nada não é? É que as camisas eram para serem usadas na gravação de um show à noite, e o cabo é para alimentar as câmeras que iriam filmar tudo. Mas, num desses alinhamentos de planetas, deu tudo certo. Embora os flanelinhas não tenham levado meu rico e suado dinheirinho (e olha que corri e suei a beça), as camisas, a serigrafia e o cabo me levaram. Pelo menos, minha cabeça está tranqüila, fiz minha parte e o mais importante nisso, é descobrir o “caminho das pedras”, não fosse “o mapa da mina”, estaria que nem os portugueses “a ver navios”, por isso, é sempre bom poder contar com os amigos, nessas horas, só eles nos ajudam. Não fosse por eles, teria “dado murro em ponta de faca”. A tarde do sábado chegou, espero que não apareça mais nenhum percalço até a noite, vou tirar a tarde para brincar com as crianças, dormir ou talvez ver um bom DVD,... o quê?! A dor de cabeça? Ah, depois dessa agitação toda, já passou.

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