segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

APROVEITE O DIA IRMÃO

Tem dias em que acordo e acho tudo muito normal dentro de minha rotina costumeira. Mas de certo modo, já não sou o mesmo cara de ontem. Hoje, só hoje, me dei conta de que meu eu se transformou. Diante do espelho ao acordar, notei que minha cara estava mais amarrotada (mais do que já é) e havia muitas marcas, são os prenúncios das rugas que uma vida de preocupações traz. Pentear os cabelos, pra quê? Os ralos cabelos que me restam escorrem pelo ralo do banheiro a cada banho (affe...), os que ainda resistem não são heróis, são teimosos, assim como meu gênio. É, os sinais dos tempos são claros como as noites de apagão, tudo está lá, você sabe que existe, mas não vê. Porém, o que mais assusta, são os sinais de que o tempo passa rápido demais. As noites duram poucos, as horas de sono já não são suficientes, o descaso com o descanso já não é uma inconseqüência de vida como era na juventude, mas uma prioridade cada vez mais presente. O corpo não acompanha os comandos da mente, me resumo a um jovem espírito preso numa armadura velha. As roupas não me caem mais tão bem, e não adianta teimar em vesti-las, nem com regime ou promessa de ano novo de que uma boa academia irá resolver. Você acha quase imperceptível, mas até os gostos mudam, para confirmar isso, basta ver que ao tentar se reafirmar em cima de novos paradigmas é exatamente reconhecer o fato de que se está envelhecendo, então vamos nos modernizar, embora, nenhuma das inovações da vida moderna possa mudar a realidade da mente, depois dos 40, a vida não começa (há quem afirme o contrário), o que começa é a envelhescencia (período entre a maturidade e a velhice). Já não há mais tanta disposição para fazermos 24 horas render 30, já não há tempo para encontramos quem queríamos ver (ainda bem que a libido sexual não morre junto). Já não há tempo para “carpe diem”. Então que tal aproveitar o dia de outra forma, viver cada minuto com mais intensidade, sem esquecer de que quem está à nosso volta são as pessoas que nos fazem mais felizes, sem esquecer que é preciso sonhar e trabalhar para realizar os sonhos. Pior do que reconhecer que o tempo está passando é não saber mais sonhar. Quem não sonha não vive, quem não vive não envelhece, quem não envelhece não sabe o que é o valor da experiência. Quem não tem sonhos, morre lentamente. Que venham as rugas e a calvície também, por isso, “Carpe Diem frater”.

Um comentário:

Jeane Melo disse...

CARPE DIEM, FRATER.
MUÁ!