quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

NA CONTA DO CAMINHO

Um dia acordei e descobri que estava só.
Só e por minha conta, ontem dormi criança e hoje desperto homem feito.
Vi que meu rosto imberbe não era mais o mesmo, e até as brincadeiras e a forma de me portar já não importava mais.
Quem não chora à hora da partida, tive que ir, deixei minha casa e meus amigos, meus brinquedos, minha outra vida. Não parti para descobri um mundo novo, mas viver esse meu eu neste velho mundo. Tentei me adaptar, mas ainda que, mudando minhas atitudes, me senti só. Não podia e nem queria gritar, e gritar mesmo pra quê? Ninguém se importaria, os rostos no meu caminho estavam preocupados consigo mesmos. Meu grito seria como aceitar minha derrota diante de mim mesmo, e eu jamais quis ser um derrotado.
Na matemática da vida, dependendo de como racionalmente nos comportamos, nossas ações podem ter desempenhos pífios ou excelentes. É simplesmente pesar o que sou, como sou e o que quero ser.
Por muito tempo carreguei minhas dúvidas, mas uma dia, caminhei em direção a luz (há mesmo luz no fim do túnel). Passei a perceber que a cada passo, eu era mais feliz no que fazia, mas não por acertar todas as minhas escolhas, errei e sofri para aprender que errar é sinal de maturidade e que a soma de todos os erros resultava em um único acerto: a lógica da vida é uma equação complexa demais e, paradoxalmente, deve ser resolvida de maneira simples.
Então continuo caminhando, ainda tenho muitas dúvidas, mas a cada fato novo, elas vão se desfazendo, e à medida que isso ocorre, sei que estou certo, afinal, nunca fui muito bom em matemática, mas na jornada da vida, jamais me senti um zero a esquerda. Como tenho certeza disso?!
Já tirei minha prova dos noves fora e o resultado final, é que à meu modo sou muito feliz.
E você?

Um comentário:

Jeane Melo disse...

Ah, eu também. Beeeeeeeem ao meu modo.

Tenho aversão aos números,prefiro as letras,mas amei a sua matemática.

Bjos.
Jeane.