terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O MEU ANJO DO LADO

Você conhece alguém que apesar de não ser da família, nutre por ele um grande carinho e pensa que sem ele talvez seus dias fossem mais cinzas que azuis.
Alguém que não dividiu com você a mesma escola, o mesmo parque e nem os mesmos amigos de infância e, ainda assim parece que ele e você estiveram sempre juntos.
Não sei muito se esta história de alma gêmea é verdadeira, mas acredito nos casos em que as pessoas são, por assim dizer, uma extensão da outra, embora não exista muito em comum entre elas. Sabe, ela é aquela irmã que falta para dar um pouco mais de atenção e dizer a verdade na tua cara porque gosta muito de você, e tem certeza que você não vai se ofender por isso. Muito do que há em nós mesmos, é resultado desta convivência positiva.
Você se sente bem pra conversar, pra sorrir e até para dividir alegrias, problemas e tristezas.
Mesmo que você a magoe, ela nunca te julgará menos merecedor de sua amizade. Creio que toda pessoa queria ter alguém assim, sem máscaras, sem meias palavras e, sobretudo, sem medo de dizer que está ali ao seu lado, embora a gente nunca se dê conta de quanto isso é importante.
Sou privilegiado, não tenho muito a oferecer, mas de bom grado acato tudo que possa me fazer crescer como pessoa.
Sou grato, posso dizer, tenho uma grande amiga, ela vale muito e talvez nem tenha noção de o quanto. O seu nome?
Jeane. E significa: “Deus é bondoso”, no caso de tê-la como amiga, principalmente para mim.
Nada é por acaso, por isso você está aqui. Que bom.
Anjos não são pessoas, mas há pessoas que são anjos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

CRACK!

Em dias de chuva, aqueles em que a gente não quer sair debaixo das cobertas e que o bom mesmo é ficar ali esquentando a costela com a pessoa que a gente adora. Mas, e não mas que de repente - dá um estalo!
Você pula da cama e voa para o seu notebook, senão corre o risco de perder a idéia. Essa descarga de criatividade é o lampejo salvador que pode definir se tua semana vai ser de sol ou tempestuosa. Daí em diante, o que você mais deseja é ir para o trabalho para colocar a idéia em prática. Faça chuva ou faça sol, só haverá descanso novamente quando tudo estiver pronto.
Não sei se funciona com todo mundo, mas comigo sim, pelo sim e pelo não, é sempre bom você consumir informações até o talo, quando o cérebro não agüenta mais, ele trinca, estala e então: IUPI, IABA DA BADU!
Eis a sua idéia brilhante. Queria que fosse assim com as dívidas, quem sabe se eu não memorizar só a primeira parte do jargão ao inverso “Não devo”, talvez funcione? Ou quem sabe uma palavra mágica tipo, SHAZAM, ABRACADABRA ou qualquer coisa do tipo, faça desaparecer todos os meus pesadelos? Você pode não acreditar, mas eles são pesadelos medonhos, tipo: prazo estourado, cliente aborrecido, trabalho barato, briefing ruim, cuca vazia, estagiário grudento, horas de insônia, dinheiro contado, conta no vermelho e o pior deles - mudança de planos no meio de uma campanha com todo o material aprovado, arre! Esse é o pior pesadelo para um designer.

Existem outros eu sei, mas estes são os meus. Por isso, em dias de chuva, vou só ficar olhando a água escorrer pelo vidro da janela e deixar ela lavar e levar meus problemas.
Ah! Sobre os estalos, agora só se for os da cama, pois de agora em diante, vou só deitar e rolar e, como diz o Pelé: - entende?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A GENTE É O QUE É

Engraçado esse meio publicitário, todo mundo pensa que corre muito dinheiro e glamour.
Pode até ser, no resto do país, mas aqui !?!
Agora tem uma coisa em pArticular, a gente encontra muitos espécimes raros; cobras dissimuladas, amigos-da-onça, sanguessugas, porcas que fuçam, ratos de esgoto e verdadeiros carrapatos puxa-sacos. Toda essa enorme variedade decorre daqueles que se utilizam de meios ilícitos para ganhar dinheiro fácil (lembra daquele carequinha?). Não que não haja gente honesta e competente, mas existe uma grande leva de pseudo-publicitários esculhambando a classe. Uma ilusão radiante admito, os pobres estudantes e recém formados pensarem que tudo é só ouro e prata (quem dera pudesse ter o toque de Midas), mas o suor na testa por ter que cada dia fingir ser um super-homem e matar um leão por dia, acaba por dizimar o que resta de humano na gente. Você entra nesta guerra em meio a uma selva, e aí se desdobra como “Q”, e na hora “H”, merrecas!
Na verdade há mais aborrecimentos, decepções e uma grande probabilidade de você pegar uma doença, que nem hipertensão, gastrite, stress ou outra, do que ficar rico (e eu não digo nem rico, mas que dê para pagar as contas e viajar com a família pelo menos uma vez por ano). Se não tiver amor por este ramo, mude (isto é, se houver tempo). Devo entender que paciência é uma virtude, mas esperar cair do céu (atualmente, só chuva, e isso quando cai) não dá não.
Meus filhos estão certos, querem se formar médicos, com certeza para cuidar de gente como eu ou quem sabe como você (sempre haverá doentes em qualquer ramo de atividade, principalmente nesta).
Porém se você me perguntar por que continuo no ramo, respondo: uma vez nascido publicitário (falo de paixão, de vocação), sempre publicitário.
Vá lá se entender com clareza o que é isso, após vinte anos ainda não consegui, mas vou parar de pensar, se não, piro.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

IN VISÍVEL

Sou o que sou
Eu mesmo
Presente
adiferente
a tudo
Vaga
Ando
In
quieto,
compreendido

utopicamente feliz
Vencido.
Sem demagogia
Prisioneiro do sistema
Da corrupção vigente
Eu
Vi gente
Desnuda faminta
De pão
Sem circo
Antes inda
ido
Que ter visto
Eu sou grito
No vazio
De dureza mundana
na estupidez
E aridez
Da condição
Humana.
Eu sou o que sou.
Nada.
Sem conformidade
E em tal idade
isso
Basta!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ó ABRE ALAS...

Mas é carnaval, deixa o povo viver deixa o bloco passar.
Este é um momento em que imbuídos (adoro essa palavra) de espírito momesco (as festas de carnaval são um período em que se usam máscaras, se extravasa a alegria e por isso se comete muitas loucuras. O deus Momo, antiga divindade grega, deus da zombaria e da galhofa, era simbolizado com uma máscara numa mão para descobrir seu rosto zombeteiro e na outra mão um boneco representando a loucura) os foliões dão o costume e cara ao carnaval. É até perdoável e permissível que homens liberem suas fantasias e se fantasiem de mulheres (e aparece cada marmota), tudo em nome da folia e da alegria.
Ora, para quem vive sempre preocupado com a difícil arte de viver, porque não deixar se levar por um pouco de loucura de carnaval, beber, dançar, cantar até se exaurir das forças, cair e dormir? Porém cuidado, diz o ditado “... o de bebo não tem dono!”.
Mas, a alegria saudável é tudo, não tendo excessos e exageros, é boa (que nem a Juliana) e isso é recomendável.
A quem aproveite o feriadão prolongado de carnaval para descansar, ler, viajar e tem até uns loucos que colocam trabalho em dia (sou um desses).
No fim, depois de tudo; da carteira vazia, do “se arrependimento matasse”, do aumento do índice de natalidade e às vezes até de muito fim de namoro e casamento (e começo de outros), tá todo mundo lá na igreja, contrito, santo e extremamente conformado na missa da quarta-feira de cinzas. As promessas são de ser bonzinhos (pelo menos até o outro carnaval) e buscando perdão para a lista de pecados à perder de vista (mas isso pra quem se culpa).
Mas em fim, Carnaval é isso aí (nada a ver com o slogam da Coca), é cerveja, samba, suor, tira-gosto, a mulher da gente e as outras também, os amigos, as crianças, a banda e todo mundo que sabe que para viver bem, tem que haver tudo isso.
Então viva o seu carnaval! Ala lá ô ô ô ô ô...