sábado, 2 de fevereiro de 2008

Ó ABRE ALAS...

Mas é carnaval, deixa o povo viver deixa o bloco passar.
Este é um momento em que imbuídos (adoro essa palavra) de espírito momesco (as festas de carnaval são um período em que se usam máscaras, se extravasa a alegria e por isso se comete muitas loucuras. O deus Momo, antiga divindade grega, deus da zombaria e da galhofa, era simbolizado com uma máscara numa mão para descobrir seu rosto zombeteiro e na outra mão um boneco representando a loucura) os foliões dão o costume e cara ao carnaval. É até perdoável e permissível que homens liberem suas fantasias e se fantasiem de mulheres (e aparece cada marmota), tudo em nome da folia e da alegria.
Ora, para quem vive sempre preocupado com a difícil arte de viver, porque não deixar se levar por um pouco de loucura de carnaval, beber, dançar, cantar até se exaurir das forças, cair e dormir? Porém cuidado, diz o ditado “... o de bebo não tem dono!”.
Mas, a alegria saudável é tudo, não tendo excessos e exageros, é boa (que nem a Juliana) e isso é recomendável.
A quem aproveite o feriadão prolongado de carnaval para descansar, ler, viajar e tem até uns loucos que colocam trabalho em dia (sou um desses).
No fim, depois de tudo; da carteira vazia, do “se arrependimento matasse”, do aumento do índice de natalidade e às vezes até de muito fim de namoro e casamento (e começo de outros), tá todo mundo lá na igreja, contrito, santo e extremamente conformado na missa da quarta-feira de cinzas. As promessas são de ser bonzinhos (pelo menos até o outro carnaval) e buscando perdão para a lista de pecados à perder de vista (mas isso pra quem se culpa).
Mas em fim, Carnaval é isso aí (nada a ver com o slogam da Coca), é cerveja, samba, suor, tira-gosto, a mulher da gente e as outras também, os amigos, as crianças, a banda e todo mundo que sabe que para viver bem, tem que haver tudo isso.
Então viva o seu carnaval! Ala lá ô ô ô ô ô...

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