sábado, 29 de março de 2008

O PRÊMIO DE 1 MILHÃO VAI PARA...

Já tive meus dias de Big Brother (mas sou celebridade só de minha vida) e também enfrentei diversos paredões. Lembro que aos sete anos de idade, só porque errei uma resposta, a professora me mandou para o castigo - ficar em um canto da sala e, de cara pra parede (começou aí a sina). Ninguém foi solidário, acredito que com medo para não ter o mesmo destino, mas depois desta provação, todos queriam saber qual sensação da superação. A cada dificuldade vencida, eu voltava mais forte.
Todas as escolhas e passos foram decisivos para minha permanência no jogo.
As câmeras de vigilância eram os olhares daqueles que queriam ver meu desempenho e cobravam a cada dia minhas ações, não sei se torciam por mim, mas sempre quis crer que no fundo desejavam que eu me tornasse uma pessoa melhor.
Nunca fui de panelinhas ou alianças para derrubar os outros, mas muitas vezes, sempre teve alguém para puxar o meu tapete. Não, não me isolei do mundo trancado em uma luxuosa casa cheia de mulheres bonitas, ao contrário, o patinho feio teve que mostrar outras qualidades para poder se firmar no mundo adulto e competitivo.
Nada de festas glamorosas, mesas fartas e fantasias, na verdade, a realidade diante de mim era crua e nua (um mundo por demais cruel para um adolescente em tempos de um regime linha dura e mão-de-ferro). Não fui de muitas "ficações", na verdade a única “sister” que me interessou, é a companheira que sempre esteve comigo, até que venha o último paredão.
Ela me proporcionou prêmios mais significantes que um milhão, ganhei prêmios para uma vida inteira - meus filhos, cujo valores são inestimáveis.
No final, percebe-se que tudo é um jogo onde todos fingem serem outras pessoas, no entanto, as máscaras vão caindo e aí, você se revela como realmente é.
Não há Bials, brothers e nem Boninhos manipulando os fatos, o que há de verdade são apostas em uma vida melhor.
Na prova do anjo, o colar vai para ela, a quem sempre quis proteger, pois esse sentimento é recíproco.
Na minha final ganham todos, pois o meu voto é para que a Socorro, a Mariana, o João Pedro estejam sempre bem.
Minha vida não é para dar audiência pra ninguém, mas uma coisa é certa, estou muito feliz com o resultado do jogo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

ENTRE O BEM E O MAL

Para que ser bedel, juiz, carrasco ou mesmo réu?
Não condeno, absolvo ou executo, afinal, há muito mais no jogo de cena que somente opiniões desencontradas sobre a teimosia humana.
Eu sou teimoso, se é defeito ou qualidade, depende do ponto de vista.
Se é persistência, boa teimosia, se é birra, puxa que cabeça dura.
Mas ainda assim, alquebrado pelo tempo e calejado pelas agruras da profissão, vou abrindo picadas em meio a selva do meu destino, juntando minha sina a tantas outras de até mais provações e privações.
Somente nesses caminhos desencontrados de nossa ruidosa, desastrosa e completamente manipulada construção da história humana, é que vemos o quanto estamos longe de ser o que queríamos acreditar termos sidos chamados a ser.
Como é seguir adiante sem ter direção a tomar? A resposta está logo ali, nas regras do jogo - a bíblia - que aliás, não é um livro para ser cegamente seguido sem questionamentos, pois a condição humana já é o ponto de partida para dúvidas e questões existenciais, porém, a bíblia traz uma série de preceitos para se viver de forma harmoniosa tentando estar em sintonia com o universo.
Quem não gostaria de ser perfeito, eu sei, isto está quase à beira da utopia, mas não é do ser humano buscar incessantemente a perfeição?
Essa busca desesperada talvez seja o único motivo de verdade que nos instiga a continuar tentando, procurando, errando e com todas as letras – teimando.
Há perguntas a serem feitas e muitas outras a serem respondidas, e é nesse carrossel de conturbadas emoções que se reserva um espaço em branco para sentar e aguardar a voz que de algum ponto do universo explode dentro de você numa sentença inexorável – você está aqui de passagem.
Isso quer dizer: viva, compartilhe, interaja, frutifique e vá. Vamos sim, mas para onde? Por quais caminhos, há evidências de quem já esteja lá?
Não, não somos senhores de nosso próprio destino, somos sim, peças em um grande jogo entre duas forças poderosas, ao mesmo tempo alinhadas e antagonicamente paradoxais: o bem e o mal. Às vezes, ora mesclados por uma, ora escravos de outra, contudo, no fim, seremos absorvidos e finalmente absolvidos de nossa condição de peças. Seremos alçados da condição de elementos do jogo à de vibrantes expectadores.
Então, no jogo da vida, vale um conselho, e essa é a melhor jogada – seja teimoso!

segunda-feira, 3 de março de 2008

NO FIM DO JOGO

Nos dias que nos são dourados, percebemos o quão criativos, dinâmicos e impactantes podemos ser. Em nosso trabalho, a postura, uma palavra ou uma tarefa bem executada é o suficiente para separar o Joio do trigo. A notoriedade vem e se instala em cima de padrões adotados para reger a nossa conduta ética profissional. A verdade é que, sempre me omiti de adquirir certas responsabilidades inerentes ao meio em que convivo. A questão de ser elevado a um nível superior de entendimento se faz gradativamente e às vezes até repentinamente com o chamado choque de realidade. Quando se é alçado a uma posição em que errar já não é mais permitido, sentimos o quanto de fato somos frágeis. Tomar decisões difíceis, se aprofundar nos problemas tentando a todo custo encontrar uma solução, é um claro sintoma de amadurecimento. Doses homeopáticas de responsabilidade fazem com que tenhamos uma visão mais detalhada de todo o processo de crescimento pessoal e profissional.
Nunca simpatizei muito bem com as pessoas centralizadoras e que a todo custo pretendem abraçar o mundo, os espaços são complementados para o todo com a parte de cada um. Todos nós somos bons naquilo que gostamos e nascemos para fazer, embora por necessidade da profissão ou da conjuntura, aprendamos a fazer inúmeras outras coisas, no entanto, o bom profissional sempre terá uma paixão maior por aquilo que o cativa, aquilo que faz de melhor, aquilo que ele ama porque nasceu para fazer.
Existem inúmeras definições para o bom profissional, e para isso, aí está agregada a percepção, a capacidade, a criatividade, o espírito de grupo e o saber ouvir. Hoje, percebo o quanto fui mesmo uma carta fora do baralho, porém, sem contar com sorte e sim muito mais com determinação, insisto que embora o jogo já há muito esteja rolando e às vezes com um placar desfavorável, acredito que até no último minuto se pode virar a partida. Estou indo cobrar o escanteio e correndo para a área para cabecear, não porque queira fazer tudo sozinho, mas do gol não abro mão, afinal, quem marca gols sempre será lembrado. No jogo da sua vida, o artilheiro é você mesmo. Ou será que você tem um reserva?