segunda-feira, 3 de março de 2008

NO FIM DO JOGO

Nos dias que nos são dourados, percebemos o quão criativos, dinâmicos e impactantes podemos ser. Em nosso trabalho, a postura, uma palavra ou uma tarefa bem executada é o suficiente para separar o Joio do trigo. A notoriedade vem e se instala em cima de padrões adotados para reger a nossa conduta ética profissional. A verdade é que, sempre me omiti de adquirir certas responsabilidades inerentes ao meio em que convivo. A questão de ser elevado a um nível superior de entendimento se faz gradativamente e às vezes até repentinamente com o chamado choque de realidade. Quando se é alçado a uma posição em que errar já não é mais permitido, sentimos o quanto de fato somos frágeis. Tomar decisões difíceis, se aprofundar nos problemas tentando a todo custo encontrar uma solução, é um claro sintoma de amadurecimento. Doses homeopáticas de responsabilidade fazem com que tenhamos uma visão mais detalhada de todo o processo de crescimento pessoal e profissional.
Nunca simpatizei muito bem com as pessoas centralizadoras e que a todo custo pretendem abraçar o mundo, os espaços são complementados para o todo com a parte de cada um. Todos nós somos bons naquilo que gostamos e nascemos para fazer, embora por necessidade da profissão ou da conjuntura, aprendamos a fazer inúmeras outras coisas, no entanto, o bom profissional sempre terá uma paixão maior por aquilo que o cativa, aquilo que faz de melhor, aquilo que ele ama porque nasceu para fazer.
Existem inúmeras definições para o bom profissional, e para isso, aí está agregada a percepção, a capacidade, a criatividade, o espírito de grupo e o saber ouvir. Hoje, percebo o quanto fui mesmo uma carta fora do baralho, porém, sem contar com sorte e sim muito mais com determinação, insisto que embora o jogo já há muito esteja rolando e às vezes com um placar desfavorável, acredito que até no último minuto se pode virar a partida. Estou indo cobrar o escanteio e correndo para a área para cabecear, não porque queira fazer tudo sozinho, mas do gol não abro mão, afinal, quem marca gols sempre será lembrado. No jogo da sua vida, o artilheiro é você mesmo. Ou será que você tem um reserva?

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