segunda-feira, 2 de junho de 2008

SONHO MEU, EU SONHAVA QUE SONHAVA

Sonhei que havia adormecido num sono extremamente profundo. E no sonho, todas as coisas iam bem demais. Sabe quando você sonha que dormiu, acordou e crê piamente que este despertar no sonho é a própria realidade de perfeição, aquela que você tanto almejou, pois é...
Acordei numa pousada na praia, num fim de tarde mágico, as crianças brincavam, correndo pela orla, a amada com uma canga e um enorme chapéu, desfilava ao sabor do vento vespertino, eu, de bermuda e uma camisa florida vermelha, fui me juntar a eles.
Ah, que sono bom! Revigorante, pensei comigo.
Passeávamos pela praia, uma cena familiar típica de um final feliz de novela.
Eu não me recordo de problemas financeiros, estávamos em férias, parecia mesmo que havia tirado a sorte grande.
O mais interessante é que tudo ia bem, tanto em minha vida, como na do país. A saúde, educação, segurança, tudo funcionava, finalmente o Brasil, tornara-se primeiro mundo, mas havia uma diferença, o país era um paraíso turístico ecológico de vital importância.
Mas o que houve? Dormi pobre e agora desperto assim? Tudo mudado, apesar de maravilhosa, esta realidade difere em muito da que eu conhecia.
Meu Deus, isto é real ou apenas mais um interlúdio de meus desejos?
Bacana ser rico, poder ser e ter, mesmo com alguns dissabores que a riqueza possa trazer.
Praia, sol, côco, lancha, hotel, mar, vento. Que mais poderia desejar?
É cruel não poder transformar realidades alternativas em permanentes. Mas, por mais que não desejasse outra vida, sou bruscamente tirado deste paraíso, quando uma voz conhecida diz a meu ouvido: “ São sete horas, desperta para a vida, que hoje é segunda-feira.”
Ah, essas nossas mulheres, tão maravilhosas e por vezes tão cruéis!

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