quinta-feira, 17 de julho de 2008

A NOITE É UM FETO

Putz, quando se está fora de tempo não tem jeito mesmo. Comigo o relógio tá andando ao contrário. Tô sem hora pra dormir, pra comer e trabalhar, tô vendo a hora da patroa me dá as contas, afinal de contas, há que se ter hora pra tudo e, em tempos de vacas magras, pelo menos o parque de diversão deve funcionar. Uma hora dessas a fábrica entra em pane (ainda bem que a gente pode colocar a culpa no strees).
Esse negócio de distúrbio do sono, motiva a gente a fazer muita coisa madrugadas a fio, sou mais ou menos como os morcegos, notivago, mas ao contrário de curtir, ralo. As horas não passam, pingam, mas revelam muitas coisa, dá pra se escutar tudo, até o apito do vigia da rua ou a moto do vigilante com sua buzina nada original ou ainda a torneira que pinga compassadamente. Quem dorme perde este prazer único.
Em época de muriçoca como agora, meu hobby é passar a noite inteira matando as bichinhas (cada louco tem a mania que merece), e cuidado, isso vicia (quer ver experimente).
Se fico no trabalho, geralmente começo o terceiro turno as 19:00h e paro aí pela meia-noite, ah, ninguém merece, mas em compensação, o telefone não toca, a porta permanece fechada, o ar gela mais, os colegas não fazem falta pois já passaram o dia todo ali (não tomem isso como querer me livrar deles), o que faz falta mesmo é cafezinho quente (nada é perfeito).
Procuro às vezes, reprimir o comichão nos dedos que quase como uma ímã me atraem para digitar o famoso www...., mas, ao contrário de muita gente, esse vício é controlado.
Como já cterminei o que ia fazer por hoje, vou ali fora no terraço conversar um pouco com quem me faz companhia toda noite, me escuta, não dorme, brinca comigo, não reclama e ainda por cima fica alegre em estar comigo, esse é meu melhor amigo de verdade, quem é ele? Meu cachorro Luck. Feliz do homem que tem um “amigcão”, por incrível que pareça, ele é mais legal do que muito amigo-da-onça que tem por aí.

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