sexta-feira, 29 de agosto de 2008

OLHO NOS OLHOS


Não sei bem se os olhos são o espelho da alma.
Talvez, o olho de Thandera que dá visão além do alcance o seja.
Mas em matéria de olho já me vi em cada uma.
É por isso que dizem, que o que os olhos não vêem, o coração não sente.
Porém, sempre encontramos pessoas com olho gordo pra cima do nosso sucesso
O que nos leva a uma sensação de perigo, como se estivéssemos mergulhados no olho do furacão.
Às vezes nos encontramos tão sedentos de alento, como se desesperadamente procurássemos um olho d’água para matar nossa sede.
De quando em vez, é preciso ser duro e aplicar a lei do olho-por-olho, o que me leva a crer que se continuar neste ritmo, o mundo acabará caolho, que nem o rei que só tinha um olho em terra de cego.
É amigo, não adianta crescer os olhos para cima de alguma coisa, isso sempre leva à decepção, aí o ditado torna-se real quando diz que pimenta nos olhos do outro é refresco.
Julgar os outros é um mal e, a maldade está nos olhos de quem vê. Prefiro mesmo tocar minha vida e cuidar de meus afazeres, ou você não sabe que os olhos do dono é que engorda o negócio?
Se isso é bom? Você acha?
Que é isso, são seus olhos!
Agora vou lhe falar francamente olho no olho, para viver bem, fique de olho e, sempre durma com um olho aberto e outro fechado.
Pode seguir este conselho sem pestanejar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

SOB FORTE EMOÇÃO

Chorar sempre é uma explosão de sentimentos, alegria, decepção, tristeza e até dor.
Chorar pode demonstrar várias coisas. Nas Olímpiadas vimos muito desta expressão.
O choro da redenção, aquele que te alça as alturas e acima de todo o sofrimento, da batida de milhares de corações que te acompanham num mesmo compasso, esse é o choro de César Cielo.
O choro do desespero tem uma sabor amargo de não ter conseguido o que já se achava certo, é marcado profundamente pela decepção, como o de Diego Hipólito.
O choro da alegria vem com a sensação de descobrir que apesar de ser a melhor, ainda se surpreender por ter conseguido novamente, esse é o choro da emoção de Yelena Isinbayeva.
O choro do desespero é aquele que apesar de não ter alcançado o que se podia alcançar, não se o fez por um capricho do destino, esse é o choro da inconformidade de Fabiana Murer.
Chorar faz parte da vida, o choro é benigno, até na dor, pois o sofrimento é a credencial para o crescimento espiritual e o amadurecimento como pessoa.
Que chorem os campeões olímpicos, que chorem os imortais do esporte, forjados no suor da superação ou na amarga derrota.
O choro da comoção coletiva ainda é a única expressão que nos une numa condição de igualdade, que não nos deixa esquecer que temos limites, que não nos deixa esquecer que acima de tudo, ainda somos humanos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

E FALANDO EM OLIMPÍADAS...


Os esportes do dia a dia não exigem treinos específicos, eles acontecem naturalmente com nossa rotina de vida. Ao contrário dos jogos olímpicos que ocorrem só a cada quatro anos, as provas de exaustão e superação a que somos submetidos, é uma constante.
Eis algumas modalidades bem concorridas:
Corrida de velocidade atrás do buzú para não chegar atrasado na empresa; Maratona da manhã até a noite para aproveitar melhor o tempo, entre trabalho e estudo; Atletismo para agüentar o ritmo intenso da competição por um lugar ao sol; Remo contra a maré do pessimismo; salto sobre os obstáculos que surgem; revezamento entre rotina e prazer, afinal até um atleta tem seus limites e ninguém é de ferro.
Há categorias interessantes, presentes na vida, mas que não constam nos jogos,
tais como:
engolir a comida no menor tempo possível; arremesso de roupa suja no canto do quarto; prova de velocidade no banho e de resistência para estudar noite adentro. Na verdade, para superar os limites, temos que praticar muito bem estes esportes.
É, o que nos mantêm no jogo é essa chama que brilha em nosso olhar, a vontade de vencer sempre, o que nos leva a concluir que, nas Olimpíadas da vida, somos todos medalha de ouro.