terça-feira, 19 de agosto de 2008

SOB FORTE EMOÇÃO

Chorar sempre é uma explosão de sentimentos, alegria, decepção, tristeza e até dor.
Chorar pode demonstrar várias coisas. Nas Olímpiadas vimos muito desta expressão.
O choro da redenção, aquele que te alça as alturas e acima de todo o sofrimento, da batida de milhares de corações que te acompanham num mesmo compasso, esse é o choro de César Cielo.
O choro do desespero tem uma sabor amargo de não ter conseguido o que já se achava certo, é marcado profundamente pela decepção, como o de Diego Hipólito.
O choro da alegria vem com a sensação de descobrir que apesar de ser a melhor, ainda se surpreender por ter conseguido novamente, esse é o choro da emoção de Yelena Isinbayeva.
O choro do desespero é aquele que apesar de não ter alcançado o que se podia alcançar, não se o fez por um capricho do destino, esse é o choro da inconformidade de Fabiana Murer.
Chorar faz parte da vida, o choro é benigno, até na dor, pois o sofrimento é a credencial para o crescimento espiritual e o amadurecimento como pessoa.
Que chorem os campeões olímpicos, que chorem os imortais do esporte, forjados no suor da superação ou na amarga derrota.
O choro da comoção coletiva ainda é a única expressão que nos une numa condição de igualdade, que não nos deixa esquecer que temos limites, que não nos deixa esquecer que acima de tudo, ainda somos humanos.

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