terça-feira, 23 de setembro de 2008

NA ILHA

Agora,sim, terça-feira gorda, é mais uma semana, uma daquelas meio atípica, diga-se. Eu, estou em incursão a uma cidade de praia, mas sem tempo pra ir no mar e, todo o tempo do mundo ainda é pouco - ai ai, meu São Luís que me perdoe!
Alguém aí tem um protetor solar? Quem sabe eu me animo e vou lá. Esta cidade é cheia de muitos caminhos e muitas histórias, coisas para ver e para serem descobertas.
Na minha cidade, que não tem mar, a não ser de gente, quando sopra um vento frio, se diz logo que vai chover, pois é, foi o que eu disse aqui, tal é a falta de costume com essa ventania toda vinda do mar. Desculpa aí! A moça do consultório até riu, mas ela entende pois já esteve em Teresina.
Hoje estou bem, me sinto bem, isso importa quando conseguimos captar a confiança, sem ela estamos sós, os amigos, convivência e esta experiência familiar de poucas horas me ensinaram mais do que poderia esperar entender.
Obrigado amigos, por sentir e saber que posso contar com vocês e que vocês continuam os mesmos.

Da próxima vez vou ver alguma dança folclórica, visitar um museu, comprar umas lembrancinhas, descobrir o amor da ilha do amor e, quem sabe, até tomar um banho de mar!
Desta vez vou preparado, comprarei até uma sunga nova (ainda se usa isso?).

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

SÓ LETRANDO

Leio um livro, que não me fala da vida, do presente ou do futuro, mas, de devaneios, de aventuras fantásticas de um tempo que não existe.
E viajando em suas páginas de letras miúdas que a vista cansada não consegue mais seguir, solicito a ajuda de meus óculos - poxa, que alívio, ganho ares novos!
Às vezes, desejaria mais tempo para ler, mas quando se vira adulto, já não há mais tanto tempo como quando se é criança, então, o jeito é se adaptar e partir para a fronteira desconhecida de retreinar a percepção para aprender coisas que nossa torpe visão de mundo entendeu de esquecer. Meu “eu” criança quer ter muito tempo para descobrir, mas meu ‘ser” adulto tem pouco tempo para executar. Simples assim.
O óbvio é o simples, mas de tão simples o é, que não o aceitamos sem antes querer dificultá-lo. Creio, ser preciso colocar lentes novas, pelo menos assim, o daltonismo não distorceria os outros sentidos, muito embora eu seja guiado pelo visual em primeiro plano.
A ansiedade de ler, ensina muitas lições, é como se cada página fosse mais uma etapa de vida, e em se tratando de vida, essa é uma leitura da qual nunca sabemos como a história vai acabar, embora sempre saibamos que um dia se chegará ao final do livro.
Ao transpor as páginas, viajo e, sem sair do lugar, divago em mim mesmo o sentido da leitura real – a história faz parte do meu contexto ou eu sou o contexto da história? Sei não, mas tenho que seguir lendo, não posso pular para o final, afinal, que graça teria se o mocinho não sofresse um pouco para no fim de tudo vencer o vilão e ainda ficar com a mocinha? Ops, desculpa aí! É que esses enlatados tem um roteiro tão comum que a gente acaba se viciando. Vou procurar ler uma rica literatura, um “Machado” por exemplo. Onde estão meus óculos mesmo?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O MAL GERA O MAL

Eu não poderia jamais entender as pessoas, refletir seus motivos ou julgar os seus atos isanos, não é possível absorver as maldades do mundo. Nem Emanuel foi capaz desta proeza(presumo que você saiba de quem falo). O ser humano é assim mesmo, movido pelas ambições terrenas, pobres coitados, a vida é efêmera. Aqui se faz e se paga, se não pagar, o castigo será o tormento da consciência em saber que a pior culpa é levar débitos para a eternidade. Você é imortal? Claro que não! Mesmo Lestat que viveu por 300 anos, amargurou a dor da perda. E você? Já se reconciliou consigo? Machucou alguém de corpo ou de alma? Deixou alguma dívida para pagar na eternidade? Pense bem! Seu tempo se esgota. O que você fez de bom a alguém, ou que mal você plantou? Você crê de verdade que há algo bem superior a nós, que vê a tudo o que se faz e que comanda nossos caminhos? Se você optar por fazer o mal todos os dias, você pode até se ocultar dos homens, mas DELE, você pode? Emanuel disse: "de que adianta gostar somente dos seus, o extraordinário, é fazer algo por alguém que você não estima".
Lembre-se da Parábola do fariseu que batia no peito e brandava em alta voz "eu sou o justo e mereço ser salvo porque guardo a lei", enquanto, o pecador, cabisbaixo e escondido num canto, apenas balbuciava baixinho:"me perdoe Senhor, sou só um pecador".
Todo aquele que bate no peito dizendo ser o dono da verdade, terá que prestar contas dela. A questão é saber, essa sua verdade é a verdade Universal ou só uma pseudo verdade que você criou para justificar os seus atos?
Todo aquele que for execrado, terá seu dia de glória, ele pode tardar, mas não faltará.
A pior morte, é a do espírito. A pior culpa é a da alma. O pior ato, é saber que o livre arbítrio de poder escolher entre o bem e o mal, afasta cada vez mais o homem de seu criador.
Às vezes, sinto vergonha da condição humana, tão suscinta ao pecado e a ambição, aos erros e aos velhos maus hábitos que fazem o mal gerar mais mal.
Desculpe Emanuel, você tentou fazer o melhor, e lhe crucificaram por isso. Fez isso para resgatar a nós, mas, te pergunto, valeu a pena? Por mim, diria que não, os homens, quase em sua totalidade, estão piores, creio não haver mais remédio. Mas você sim, você acredita, e ainda que descrente, ainda há uma centelha de esperança em mim, por isso é que todos dos dias quando acordo, olho para meus filhos e os vejo dormindo, tão serenos, vejo nos olhos de minha esposa tanta esperança, então sim "eu acredito", você nos reserva grandes coisas, e nisso, posso acreditar.