sexta-feira, 24 de outubro de 2008

NOS MEUS TEMPOS DE MENINO

Nostalgia é uma viagem ao passado, quem sabe por isso parei no tempo.
O meu tempo de criança, onde podia brincar pelas calçadas sem temer a ações doentias dos pedófilos andantes de hoje em dia.
Felizmente, guardei muita coisa daquele tempo, e talvez seja um pouco disso que salve o meu presente.
O tempo que a TV era artigo de luxo e se escutava ainda novela de rádio. Podíamos brincar no quarteirão com os filhos dos outros vizinhos. Todos se conheciam, as noites eram para se brincar e jogar conversa fora - Salve latinha, balakondê, trinta-e-um, cola, amarelinha, peteca, futebol, papagaio, preso, queimada, triângulo, pião, lagarta pintada, bicicleta, soldadinho, roda, carrinho e tantas outras brincadeiras,
Enquanto os pais conversavam sentados à porta de casa, os irmãos mais velhos tocavam violão em turma e nós éramos os donos da rua. Os carros não passavam, não tinha nem calçamento, a rua era só a piçarra e quando chovia, sentíamos o cheiro gostoso de terra molhada. A gente era muito feliz. Pegávamos bigudas nas carroças, derrubávamos almendra, pajeú, imbu (umbu), manga, goiaba, caju, pitomba, sirigüela e cajá, nas árvores frutíferas existentes nos arredores. Hoje, não há mais nenhuma.
Não há mais tropeiros, amoladores de faca e tesoura, algodão doce feito na carrocinha, ali na hora, acabou-se o fotógrafo lambe-lambe, o comprador de alumínio que passava gritando “compro garrafa, litro e alumínio véi”, o velho alfaiate, o vendedor de sandálias, o barbeiro da esquina, os vendedores de capão e os padeiros com seus enormes jacás repletos de pão.
A cidade se modernizou para algumas coisas e morreu para outras e, no que morreu, deixou as crianças de hoje bem mais pobres e presas a uma realidade dura, a de uma infância sem liberdade. Uma infância onde a riqueza das brincadeiras foi substituída pelos brinquedos eletrônicos, pela internet e pelos shoppings.
Ainda procuro brincar como nos meus tempos, pelo menos, meus filhos saberão como era ser criança ontem e hoje. Vamos ser crianças sempre, viu Jeanne.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

INCERTEZA ABSOLUTA DE NADA

O que fiz ontem? Não sei.
O que vou fazer hoje? Sei lá.
Amanhã? Nem imagino.
É assim que vivo, num mundo de incertezas.
De absolutamente certo, apenas o improviso
Não preciso mais que isso.
Tudo muito planejado, não mede falhas
Então vamos ao plano B, se houver algum jeito
É nas falhas que provamos saber contornar os problemas,
Com o jogo de cintura, o jeitinho brasileiro.
Quem o tem é desenrolado, quem não tem, falta tato.
Gostar de tudo certinho é ser metódico
Há que se soltar a natureza rude,
Sem meias palavras, sem muitos rebusques.
Você é assim? Não!!
Fuja um pouco do sistema, procure em seu interior
há que ter luz para haver sombra
há que ser baixo para ser superior.
Em algum momento o racional definha
E surge o lado animal
O selvagem por ser puro também fascina
E se aprende mais com o bruto
Do que a natureza ensina.
Hoje serei um homem-animal
E verei o mundo de outra forma
Fora dos padrões da tal humanidade
ademais, pouco importa
ainda que o intelecto afete
o que resta de minha sanidade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SE FOSSE ASSIM...

Já pensou se todas as mulheres na hora de sair para algum lugar fossem assim tão rápidas para trocar de roupa? Seria um sonho. Veja esse filme, você me dará razão.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ATCHIN! É GRIPE? SAÚDE.

Hoje estou afônico, atônito e sobretudo cômico. É que estes dias agitados mexem com a sanidade da gente. Tudo acontece ao mesmo tempo, dizem que atrás do pobre sempre vem o bicho. Pois é, abarrotado de trabalho, a mulher doente, semana de prova das crianças, acabei por ficar constirpado (não é xingamento ou religião não), é a danada da gripe mesmo, ou melhor do gôgo, como se diz por aqui (há quem fale em resfriado, mas com um clima tão seco, não se pega friagem assim tão fácil, imagine resfriagem). Aí, nestas horas, o cara sente o baque da idade, até tossir dói. Mas é assim mesmo, o espírito é de garoto mas o corpo nem tanto, sinal dos tempos, ou seria melhor, final dos tempos (sabe-se lá!).
O importante é não perder o foco, mesmo que se veja tudo meio desfocado e, como diria o Bambam: “faz parte”.
Contudo, porém, todavia e entretanto, a gripe me deixa sempre muito caído, é uma sensação assim tipo - a própria mosca perdida no cocô do cavalo do bandido - viu como é ruim! Mas não se engane, depois do tiroteio, a insignificante mosca é a única que escapa ilesa.
Lambedor de Malva do Reino, Mel, Chá de Vick, de limão com alho bem quentinho (argh) e dois comprimidos de Apracur não curou. Leitinho quente, repouso (isso é coisa pra gente chique), xarope expectorante e outras simpatias nada simpáticas, também não funcionaram.
Então, como diria a Marta, é relaxar e gozar, a cada cusparada, mira-se numa mosca e “cusp”, mais uma aliviada para o velho peito. Me prometo todo ano, vou me vacinar contra a gripe, mas as campanhas são só para os idosos, eu sou novo, quando ficar mais velho, vou me vacinar, eu prometo (ops, desculpa aí, é que é tanta político na televisão, que a gente termina pegando os maus hábitos).