quarta-feira, 15 de outubro de 2008

INCERTEZA ABSOLUTA DE NADA

O que fiz ontem? Não sei.
O que vou fazer hoje? Sei lá.
Amanhã? Nem imagino.
É assim que vivo, num mundo de incertezas.
De absolutamente certo, apenas o improviso
Não preciso mais que isso.
Tudo muito planejado, não mede falhas
Então vamos ao plano B, se houver algum jeito
É nas falhas que provamos saber contornar os problemas,
Com o jogo de cintura, o jeitinho brasileiro.
Quem o tem é desenrolado, quem não tem, falta tato.
Gostar de tudo certinho é ser metódico
Há que se soltar a natureza rude,
Sem meias palavras, sem muitos rebusques.
Você é assim? Não!!
Fuja um pouco do sistema, procure em seu interior
há que ter luz para haver sombra
há que ser baixo para ser superior.
Em algum momento o racional definha
E surge o lado animal
O selvagem por ser puro também fascina
E se aprende mais com o bruto
Do que a natureza ensina.
Hoje serei um homem-animal
E verei o mundo de outra forma
Fora dos padrões da tal humanidade
ademais, pouco importa
ainda que o intelecto afete
o que resta de minha sanidade.

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