quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

VIDA EREMITA

Depois de séculos de ausência, retorno das montanhas geladas da solidão. Desculpem, não é descaso, é que a vida entrou em parafuso numa espécie de blackout muito mais insano que aquelas da hidrelétrica de Itaipu. Nesse período turbulento, em meio as estas trevas mentais e atemporais, perambulei pelo espaços vazios de minhas expectativas para mais uma ano e, descobri haver uma necessidade tremenda de estar em sintonia com certas incertezas para se ter a noção exata de que existe um motivo para se seguir em frente.
(Ufa! Quase não acabo este parágrafo)
Então, escancarei as janelas do quarto e vi que vivi apenas mergulhado em ilusões aparentemente reais, todavia, não verdadeiras.Talvez ainda esteja dormindo, ou simplesmente envolvido no mesmo torpor dos que vêem na solidão a única arma capaz de lhes garantir a lucidez para continuar vivendo.
Taciturno, absorto, distante, desapercebido, ou como dizem os que gravitam em torno de nossa trajetória, obvialista. Detesto dizer, mas há pessoas que vivem da energia vital dos outros. São os vampiros da alma. Conheço alguns, talvez seja por isso que me sinto uma tanto desestimulado. Mas, acabei com a reclusão e saí agora desta longa hibernação para mais uma vez transformar dias normais em estupendos. Contudo, para viver nos dias de hoje, a normalidade é algo fora de moda, melhor mesmo é ser um pouco louco, pois razão e loucura obedecem a mesma linha divisória que separa amor e o ódio. Afinal, artista sempre tendem a ser insanos.
Os que ficam em cima do muro, são apenas expectadores e ficam a ver a vida passar.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

DESIGN FLORAL




Seguindo o "Bem Legaus", a gente encontra muita coisa interessante. Esta por exemplo, idéia do estúdio Design Night, denominado de O "Nature", dá uma idéia de como ser prático, bonito e útil. Na verdade é um grande vaso coberto de pequenos vasos. Com cerca de de 56 cm de altura por uns 45 de largura, a peça é feita em cerâmica e permite que diversas flores, ervas e plantinhas em geral sejam plantadas ao mesmo tempo, e o que é mais "Legaus", combinando plantas e flores de uma mesma família. O design da peça lembra muito uma flor desabrochando. O jarro pode ser usada tanto em ambientes internos quanto externos. Em três opções de cores mas com um preço mais azedo que limão: 375 dólares cada. Como diria meu amigo André Montejorge "Floristicamente legaus"!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PERDIDO

Tempo perdido
Viver sem pretensões
Sem sonhos, sem chão
Onde a certeza é só uma
Que o mundo passou ante seus olhos
E você absorto
Não notou que o tempo que passou
Foi somente
O prenúncio iminente
De um Tempo perdido

terça-feira, 8 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FÁBULAS DA VIDA REAL


Lembro com muita fascinação as fábulas que me contavam na infância.

Acredito que um dos personagens que mais me encantou foi Pinóquio. Por tudo que ele passou em busca de aprender e se realizar. Tudo começou quando eu tinha cerca de nove para dez anos e atravessei sozinho o Parnaíba, com uma pequena mochila e um gato como companheiro me dirigi a vizinha cidade de Timon para pedir guarita na casa de minha irmã e, só saí de lá adulto.

Na Teresina de antigamente não existia a maledicência de hoje, podia se percorrer grandes distâncias sem se confrontar com os perigos da vida moderna, o que se via eram boêmios, mulheres da vida, ambulantes, caxeiros e um povo simples. Hoje, ruas tomadas por um trânsito infernal, pessoas mal-intencionadas buscando tirar proveito de tudo e até, não duvidem, pedófilos.

Não deixaria meus filhos se aventurarem como fazia nos meus tempos de menino. Parecia que nenhum mal aconteceria. Vi nessa minha fuga uma aventura como aquela dos contos de fada que nem chapeuzinho vermelho, o gato de botas, João e o pé-de-feijão, três porquinhos, branca de neve, a bela adormecida, João e Maria, Cinderela, dentre outras.

Na casa de minha irmã, passava as tardes sozinho. Lá havia um quarto trancado com quinquilharias do moço que alugou a casa para ela. Um dia resolvi bisbilhotar e descobri numa velha caixa livros de histórias bastante antigos, um deles era de um boneco de madeira que queria virar gente. Livro da capa dura, colorida e páginas com ilustrações em preto e branco feitas a bico de pena.

Não resisti, li aquele livro e resolvi que por estar abandonado e empoeirado, seria mais proveitoso estar comigo, não considerei isso como furto, apenas lhe dei melhor destino, pelo menos foi assim que pensei na época. Ele me encantou por muitos anos.

De sorte que, quando mudamos o carreguei comigo, revelando isso apenas alguns meses depois para minha irmã.

O livro me motivou a construir vários bonecos articulados de talos de coco e fazer do personagem meu companheiro, contudo, o tempo passou e eu cresci.

O livro se perdeu em algum lugar, pois depois que sai da casa de minha irmã, não o encontrei mais.

Procurei comprar um exemplar igual aquele numa busca pela internet, porém, consegui apenas uma edição luxuosa. Sem pestanejar, adquiri.

Apesar da vida de hoje ser uma disputa, as fábulas são eternas e ensinam muitos valores éticos e morais, tão necessários ao bem viver.

Tudo isso voltou à tona, porque uma noite dessas, depois do trabalho, cheguei em casa e depois de certo tempo, estranhei o sumiço de minha filha de nove anos, não dei tanta importância pois sabia que estava em seu quarto. Certa hora, fui a seu quarto e lá estava ela, encantada lendo a obra de Collodi.

Fiquei feliz, contudo, proibi que ela continuasse lendo, pois já ia avançada a noite e o livro é enorme, então, não dá pra esgotar o encanto numa noite só. “Deixe o resto pra amanhã filha, embora a infância seja curta, não é possível vivê-la num só dia.”


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PELAS BARBAS DO IMPERADOR


Dizia-se antigamente, que pela imensa estrutura de vias que os romanos implantaram em seu reino, todas as estradas levavam a Roma, capital do império.
Mas o que dizer de nossas aspirações de melhoria política e governamental, principalmente quando o caminho dos votos nos levam aos nossos piores pesadelos. As vias que conduzem ao coração do império, atualmente só interessam aos políticos, eles usam de métodos cada vez mais escabrosos para percorrê-las. A plebe, relegada aos confins das fronteiras, são castigadas a pagarem altos tributos para custear as despesas da corte. Tudo isso leva a resultados que deflagraram uma crise sem precedentes no senado federal, tal sombra, ameaça todo o sistema democrático, pois é um estopim para a anarquia. É Sarney, é Renan, é Collor e tantos outros aproveitadores da ingênua fé eleitoral, nos levando a crer que a democracia devia ceder ao regime parlamentar ou até a monarquia (já que andam construindo castelos com o dinheiro público).
Que saudades de D. Pedro, pelo menos, não gritaríamos “fora Collor, “abaixo Sarney”, mas sim “viva o rei”, um rei legítimo e de sangue azul. D. Pedro amava o povo, e por desagradar a coronéis e militares, foi desposto na calada da noite e, o povo custou a saber disso, apenas a metrópole conduzia a situação, pois as dificuldades de comunicação e distancia não fez o povo se sublevar a nova ordem, hoje, já desgastada e velha (se bem que ainda, o último coronel persiste em resistir). Na monarquia, teríamos audiências públicas com o rei e não conchavos fechados a sete chaves para decidir quem é melhor deve ou não ser preservado para se manter no poder.
Pelo menos, os bailes do império, custavam menos que as mutretas de agora. Falta coragem política de um presidente para fazer um reforma geral (tributária, institucional, previdenciária, política) e legar ao povo o orgulho de ser brasileiro e não apenas sê-lo por viver aqui. Da época do império, restaram os palácios, mas os fios brancos da barba do imperador já não valem mais nada, melhor colocar as barbas de molho, senhor.
No fim, votamos errado (ou pelo menos grande parte do reino) e todos os nossos erros nos levam a Brasília, sede do poder e de uma avalanche de corrupção e atos que envergonham até os idealizadores do regime. São sinais de novos tempos, ou porque não dizer, do fim dos tempos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A NATUREZA DE CADA UM


A natureza de cada um nasce consigo. O destino apenas molda essa natureza à sua vontade. Minha natureza é ser artista. O mundo é uma obra de arte, então, o mundo é meu caminho. Corro pelas notas da música clássica, vôo nas asas da música popular, viajo nas aventuras do cinema, descubro a fantasia do teatro, me perco no labirinto das artes plásticas, deleito nas curvas das esculturas, vivo entre as páginas da literatura e me embalo nas ondas da dança. Toda essa mistura tem um sinônimo: vida. Esta sim, é o canal para se ter acesso a todas as formas de arte. Artista não é o que desenha, o que molda, o que pinta, ou o que compõe. O verdadeiro artista é aquele que sabe estar de bem com a vida. Mesmo sem grana sobrando, mesmo sem a diversão, mesmo tendo que engolir sapos. O importante é no fim do dia poder ser recebido sempre com um sorriso pelas melhores obras de arte da nossa vida: os filhos.

sábado, 8 de agosto de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

MEUS POEMAS III

Revivendo
Quero gotas de vivência
folhas de perseverança
Poções de sabedoria
E mais do pó da esperança.
A mistura do bem viver
requer doses de harmonia
colheres de bom humor
temperos do dia-a-dia.
Receita de bons amigos
leva pitadas de amor
fatias de alegria
pra diluir o rancor.
Na bodega desta vida
O estoque já zerou
Falta amizade e carinho
Ilusão é o que restou.
Minha cesta anda vazia,
A coragem está tão cara
Mas, no fim do corredor
Eu ouvi um burburinho
Chorando entre soluços
escondida no cantinho
encolhida e esquecida
restava ainda a inocência
dos meus tempos de menino.
Não posso mudar o mundo
Correr com o tempo pra trás
Só agradeço ao que vivo
Pretendendo viver mais.
Hoje volto a ser criança
na pessoa de meu filho
o corpo já não tão jovem
mas menino é meu espírito.
Hoje eu sou João Pedro
Amanhã sou Mariana
Me renovo nos meus filhos
em seus marotos sorrisos
inocentes de criança.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

O REI ESTÁ COMO SEMPRE ESTEVE: SÓ.

Quem disse que Michael Jackson queria com suas plásticas parecer-se com Diana Ross ou mesmo Liz Taylor? Engana-se redondamente (nenhuma alusão a Skol)!
Na verdade, para quem não teve infância, ele buscava isso em sua fase adulta. Neverland (Terra do Nunca) lhe era o lugar onde o tempo não passava, pelo menos em sua imaginação.
Estar cercado de crianças (a pedofilia, era a arma de quem queria tirar proveito de sua fortuna, já que nunca se provou nada contra ele) foi a maneira de congelar ou rebuscar essa infância perdida. Para quem cresceu nos palcos, uma vida com pessoas normais era impossível e até estranha.
Michael buscou o rosto mais parecido possível com o ícone de uma infância que não passa nunca, Peter Pan, o menino que nunca cresce. Seus olhos amendoados, as sobrancelhas afinadas e levantadas, os lábios suavizados, o nariz extremamente arrebitado, o cabelo liso e a pele incrivelmente mudada para um tom róseo branco, o deixava, aparentemente, o mais parecido com o Peter Pan de Disney.
Michael sempre teve uma afinidade com o fim, a morte não lhe era assim tão estranha, mostrava isso claramente em seus clips, em Billie Jean, ele desaparecia por baixo de um lençol, em Thriller a morte o cercava e o levava como um zumbi, em Moonwalker ele morre ao se transmutar em uma nave e partir, em Remember The Time ele desaparece e vira pó diante de todos.
Compreensível, bizarro, excêntrico, quem sabe?
Um homem que viveu sua vida cercado de luxo e aplausos, mas que não via nisso um sentido para viver. Talvez todos desconheçam o verdadeiro Michael, aquele das campanhas contra a fome, a violência, o que ajudava muitas instituições sociais. Talvez só o conheçamos dos escândalos, do tablóides ávidos por notícias que os fizessem vender mais.
E o homem-menino? Alguém entendia? Conhecia-se o talento perfeccionista, o compositor fora do comum, o dançarino genial, o artista exigente e inovador, o escritor detalhista, estilista anticonvencional, produtor esmerado, ator esforçado, publicitário brilhante, poeta sentimental, instrumentista versátil e empresário sagaz são algumas das muitas facetas de um cara de multifaces, mas que na verdade nunca mostrou a sua verdadeira. Michael era um camaleão, ele era em sua carreira um inventor do impossível. Michael era um demolidor de recordes, um campeão de prêmios, uma mina de vendas e o rei de uma nação de fãs do ocidente ao oriente. A inovação nos clips, a mudança da linguagem, o querer fazer sempre o melhor com os melhores, os passos criados por eles que pareciam tão fáceis, mas na prática, somente a ele coube fazê-los com perfeição, o levou a ser idolatrado.
Sua mudança de cor, seu comportamento extremo, foram os extremos de sua vida, talvez isso o tenha feito ser amado nesses quase dez anos fora dos palcos.
Apesar de tudo isso, da fama, do dinheiro, dos fãs, faltava-lhe uma lacuna na vida, e que às vezes só era preenchida quando ele estava em cima do palco. Esse era sem dúvida seu ambiente natural. Os irmãos, o público e as muitas crianças com as quais ele se cercava, não o acalentava, no fundo, o rei estava só. Performático e detalhista, não lhe escapou a generosidade com aqueles que de fato eram seus amigos.
Na verdade o que ele era ou quem ele era é uma pergunta que sempre nos faremos.
Astros são fugazes, brilham e se vão, mas quando se tornam mitos, eternizam-se. Seu desejo de nunca morrer se cumpriu, não no seu personagem Peter Pan, mas no seu legado que ficará para sempre.
Adeus Michael, você fará falta, mesmo com suas estranhezas. Depois de você, encerra-se uma era - o Pop nunca mais será o mesmo.

sábado, 20 de junho de 2009

VIVA SÃO JOÃO!


IURRU!
Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva, na hora de ir pro altar!
Tem tanta fogueira, tem tanto balão, tem forró a noite inteira, tem canjica, brincadeira, tem bombinha e tem rojão.
Meu são João eu não sei ter alegria, só porque não vem quem tanto eu queria.
Traz a cachaça Mané, quero ver, quero ver palha avoar!
Eu esse ano vou me embora pro sertãoPra dançar pelo São João, farrear com mais de milVer os velhotes atirar de granadeiroE a moçada no terreiro tirar fogo sem fuzilA meninada brincar de anélPamonha e café sempre na mesaE as moreninhas pra servir com alegriaQuando for no outro dia tem buchada com certeza
É festa junina meu povo
Canjica, quentão, cuscuz, beju, manuê, farofa, pipoca, milho assado, bolo de milho, aluá, abóbora cozida, mingau de milho, creme da galinha, cachaça, bata assada, Maria Isabel, pé-de-moleque, quindim, maçã caramelada (humm!).
As quadrilhas, o pau de sebo, o foguetório, os tracks, o parquinho, as bandeirolas, as barraquinhas, o correio do amor.
Como é bom festa junina! Na minha infância então.
Vamos curtir que o Nordeste é todo festa!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

CAMISINHA TAMANHO GIGANTE

Quer fazer sexo seguro? Então preste atenção, veja que forma divertida de brincar e lembrar aos outros ao mesmo tempo, que sexo apesar de gostoso, é coisa séria. Alguém teve a idéia hiperdivertida de confeccionar almofadas em formato de enormes embalagens de camisinha. O que é legal é que você pode se vestir do pé a cabeça ou de ponta a cabeça (literalmente), pra que proteção maior. Cada uma das almofadas possui dois bolsos, um pequeno para guardar e ter sempre por perto os preservativos e, um outro maior, que guarda uma camisa gigante, confeccionada em stretch. Só isso já garante boas gargalhadas para descontrair antes ou depois "dos finalmente". O preço é bacana, 80 dólares cada. As almofadas-camisinha medem em torno de 45 x 43 cm.
Mas cuidado, se a mulher se vestir com a camisinha, tá se protegendo de você, isso é um sinal claro do que ela quer dizer: "hoje não bem, tô morrendo de dor de cabeça!"

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DE 1 EM 1 A GALINHA ENCHE O PAPO

Não, não, não! Não os abandonei meus 3 ou 4 visitantes deste blog.
Acontece que às vezes fica difícil escrever com as pressões do dia a dia e, convenhamos, entre escrever um pouco e garantir o din din, a escolha é cruel mas o bolso pesa (mais a consciência se faltar o leitinho das crianças). Muito embora meus bolsos andem revirados pelo avesso na busca, nem que seja, de uma moedinha de 1 centavo.
Você já percebeu que ninguém dá valor a moeda de 1 centavo. Faça um teste, cole 1 centavo no chão e mais adiante cole 1 real, veja onde as pessoas irão parar para pegar?
Eu mesmo queria receber só aqui desta cidade, todos os 1 centavos perdidos nos preços das coisas que terminam com 99 centavos. Eu estaria milionário.
Seja sincero, você faz questão de receber o troco de 1 centavo? Duvido!?
Agora também tem um detalhe, o comerciante nunca tem 1 centavo para voltar no troco. E peça pra você ver, ele vai dizer inclusive que a moeda nem mais circula. O jeito é tentar levar os 99 centavos contados. Com certeza ele vai tomar um susto.
Nos States United of America, por 1 cent faltando você não leva mesmo.
Mas Brasil é Brasil, aqui todo mundo aceita tudo, pagar 1 real para estacionar o carro no Shopping, por exemplo, que é um lugar onde você já vai gastar nas lojas e nos entretenimentos para que o lojista tenha como pagar ponto para o dono do empreendimento. Não é algo extremamente incoerente (exceto para o dono)? Aí ninguém reclama, e fica por isso mesmo, já não bastam os impostos imensos embutidos nas mercadorias.
Tem até supermercado imprimindo sua marca e colocando em souvenir para ser vendido, pode!? Só vendo pra crer. Vão me pagar quanto para fazer isso. Fosse pelo menos uma Nike, uma Ferrari. Desculpa aí, é que com essa crise sei que todo mundo quer achar uma saída, mas assim já tá demais. Vou até dizer que é muita malevolência para um povo de ações extremamente malemolentes (não é Ítalo?)
Ah, meu Santo 1 centavo dos trocos perdidos, a quem tu enricas?

sábado, 16 de maio de 2009

VIVA EU!


Hoje o dia é especial!
Dia de festa, dia de aniversário, o que se pode mais querer?
Os amigos telefonam, trazem salgadinhos, a gente acorda de manhã cercado de presentes, café especial, parece até a época de natal, os presentes tudo debaixo da cama.

Valeu João Pedro, embora em seus cinco anos, ele dê e queira ganhar presente. Obrigado Mariana, você é minha princesa. Valeu Maria, sem você, seria eu um "Zé Ninguém", digo um "Toin sem eira nem beira".
Muito bom este dia, salvo pelos problemas dos outros que diretamente te afetam, quem mandou trabalhar com propaganda, cliente não dá folga nem no dia do aniversário.
O telefone tocou e ouvi uma voz doce cantando” Parabéns pra você nessa data querida! - muito bem, o cliente quer uma alteração para hoje de manhã na peça que já foi mais de três vezes impressa, vai para agência agora!” Tive que sair às pressas para o cliente não perder os prazos. Mas, mesmo assim, obrigado Jejé! Você tem moradia grátis no meu coração.
Ontem foi festa pra Ela, uns trinta e pouco anos. Hoje pra mim, e assim, mesmo mais lisos que berinjela molhada, a gente vai vivendo esse anos de vida a mais. De noite vou pizzar, quem for meu amigo me acompanhe.
Afinal, não é todo dia que se faz 44. Então, parabéns para mim!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

COISAS QUE NÃO SE PODE COMER

Se você é daqueles(as) que trabalha e se diverte sempre fazendo uma boquinha, saiba que já existe no mercado Pen Drives de 1 e 2 GB, no melhor estilo fast food. Decorativos e úteis, vêm em vários sabores - quero dizer - em váriadas formas de gostosuras. Pode escolher; pizza, sanduíche, pão, cachorro-quente e etc. Porém, um aviso - não é recomendado para quem está de dieta e, para os viciados em comida, cuidado, ingerir este produto pode fazer muito mal a saúde.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PIRANHA SIM, MAS COM BONS DENTES


Olha aí este sensacional modelo para tornar mais divertido a limpeza dos dentes.
Um fio dental que vem dentro da barriga de uma Piranha. Você pode trocar o refil quando acabar. Para usar é muito simples, puxe o fio, e utilize os dentes da piranha para cortar. Afinal, toda piranha que se preze tem que ter bons dentes.

terça-feira, 5 de maio de 2009

CHOVE CHUVA, CHOVE SEM PARAR


Não, não são as águas de março fechando o verão!
nada tão poético assim, a torrente de água descendo rio abaixo, reafirma de forma triste a letra do hino do Estado que contrasta com o “rio acima”.
A sina do desespero vive estampada nas faces perplexas de um povo acostumado ao sol do Equador.
O inverno, outrora bondoso, não perdoa e transforma num inferno a metrópole e o interior.
Atinge a todos - ricos, pobres, velhos, crianças, doutores, mendigos, bairros nobres e periféricos, trazendo consigo uma realidade de guerra.
Um toque de recolher por medo de estar na rua quando desabar a próxima chuva. Estradas destruídas, casas abandonadas, escolas sem aulas, comércio fechado, serviços públicos ineficientes e cidades isoladas.
A correnteza do rio arrasta barrancos, árvores, móveis, lágrimas e até mesmo a última esperança.
Os números apresentam uma lógica insana, quando mais sobe o nível das águas, menos famílias ficam em suas casas. Os galpões estão repletos de pessoas que não se conhecem, mas que têm um ponto em comum, dividem o mesmo sofrimento.
Contar com o que? A fé em São José, a ajuda das autoridades ou a solidariedade de um povo valente que, embora tenha pouco para si, ainda assim, divide com aqueles que agora perderam tudo.
Teresina, jóia do rio, plantada entre o Eufrates e o Tigre nordestinos.
Todas as vezes que o monge velho parece vencido, ele mostra sua força da maneira mais implacável, castigando este povo que se criou às suas margens – dizendo sempre – estava aqui antes de vocês e vou continuar assim.
E tu Poty?
Rasgas a cidade ao meio, esta mesma que insiste em te maltratar. Tu não a maltratadas, apenas lembra – eu já estava aqui, bonito, caudaloso e cristalino.
O caos é motivo para alguns poucos explorar, aumentar os preços, roubar e até mesmo fazer jogo político. Teresina, cidade planejada, vives hoje a calamidade dos engarrafamentos de veículos além da tua capacidade de ruas estreitas.
Onde estão os teus canteiros Teresina? E aquela rua pacata e de boa vizinhança onde as crianças brincavam na pracinha?
Os canteiros inundados perderam suas flores, castigados por mais chuva.
A rua não passa agora, de um monte de lama no fundo de uma cratera onde se pode ver os balancinhos cobertos até o alto.
Cadê as crianças?
Espalhadas em casa de parentes ou relegadas a um galpão qualquer.
“Senhor eu pedi pra chover, mas chover de mansinho”.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

HOJE INTERNET, AMANHÃ HOLOGRAFIA

Aqui permaneço, apenas um ponto de interrogação perdido entre linhas virtuais de uma rede de pessoas virtualmente mortas.
Não há emoção, somente uma conglomeração de bits agindo coordenadamente para criar a ilusão de tempo real. O tempo não é real. A realidade está fora das telas dos micros das lan houses e dos lap tops. Ela está mesmo morta pelo nosso vício de estar presentes aqui.
Fiquei tão obcecado com os avanços contemporâneos de minha mente ávida por tecnologia virtual, que me esqueci de como é viver.
O que somos nós sem a internet, os msn’s, os youtubes, os emails, os orkuts e os googles mundo afora.
Você consegue se imaginar sem eles?
Não! Então admita.
Sua vida real não passa de um reflexo do você seria se não tivesse feito de uma ferramenta de trabalho uma extensão de sua própria existência.
Dê Adeus à sua vida social presente, seja bem-vindo ao mundo virtual. Aqui, tentamos fazer das pessoas distantes, grandes amigos, como se eles tivessem convivido sempre com você, embora nunca os tenha visto.
Escancare sua vida, a internet não é mais que um grande Big Brother, onde todos sabem de você, embora às vezes, você mesmo não se conheça.
As informações estão na rede, embora nossos velhos não estejam nela.
Afinal, o que é a convivência pessoal, ela apenas demanda mais tempo por se estar perto das pessoas, em contrapartida com as mensagens instantâneas onde se ganha o que hoje em dia está mais raro do que nunca; tempo.

A internet hoje é assim, amanhã será coisa do passado, a holografia com suas projeções nos seduzirão para termos ainda mais tempo.
Agora, vou almoçar com os amigos, desculpe por não ter mais tempo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

AOS JORGES BRASILEIROS


Hoje é dia de São Jorge! Salve você que se chama Jorge e nem precisa ser Ben Jó, Versilo, Aragão, Altino, Amado e etc!
Não precisa ser famoso, basta ser forte como a grande massa anônima que sustenta esse país.
Forte como o lavrador que semeia a terra com o seu suor, como o vaqueiro que conduz o gado com o seu aboio, como os trabalhadores que correm do metrô, do ônibus, das motos, pelas ruas e calçadas numa dança frenética pela sobrevivência.
Forte como o canto de lamento esquecido pela vida, de velhos e crianças que depositaram suas esperanças em mãos de políticos inescrupulosos.
Forte como o grito surdo de um povo que só pode ser ouvido através do coração de quem acredita que tudo vai melhorar e que, apesar de não ter, pode sempre ajudar de alguma forma. Todos somos Jorges de alguma forma, não importa o antenome ou sobrenome, o importante mesmo é que todos somos guerreiros na batalha pela vida.
São Jorge é o santo guerreiro, assim cantam os católicos, os umbandistas e todo o sincretismo que faz a mistura de raças e crenças deste país.
Sou um Jorge, mas não me chamo Jorge, sou Antônio, não o Fagundes, não o Maria, não o Ângelo, não o Conselheiro, não o Marcos, apenas Antônio.
Um dos muitos que como Jorge, acredita no trabalho, que não é artista cantor, mas crê que a música é um instrumento de denúncia, de transformação e porque não dizer, de exaltação da coragem desse povo formado de Jorges, Antônios, Marias, Joãos, Josés, Franciscos.....
Então, que cantem todos os Jorges.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

PARA CRIAR, É SÓ SAIR DA CRISE


Tô cheio de crise! Chega! Não se fala mais em outra coisa, já encheu o saco mesmo.
É crise financeira, crise amorosa, crise sexual, crise alimentar, crise de consciência, crise de idade, crise de identidade, crise existencial, crise política, crise, crise....
Na verdade, a crise é um tilte, sabe, aquela hora do branco onde você perde o fio da meada e diz que deu um branco, pois é.
Deu um branco na cabeça dos “pseudo” gestores da economia mundial, alguém em algum lugar deu um belo golpe em um setor que por efeito dominó foi derrubando outro e mais outro, até chegar a um ponto inevitável, o seu bolso.
Para momentos de crise elimine da palavra o “s” e então restará “crie”. Criar é a melhor opção, a melhor saída, a única iniciativa plausível e certa para se sair bem deste colapso.
Toda situação tem dois pontos de vista, no mínimo. Visualize sempre o melhor e você perceberá que conseguirá dormir mais tranqüilo e acordar mais confiante.
Doravante minha crise será só uma - a alérgica. Atchim!
Desculpe, é que acho que este assunto já tá ficando velho.

domingo, 29 de março de 2009

NO MEIO DO CAMINHO


Você já se sentiu num mato sem cachorro? Tá, em tempo de crise não dá pra ser um cachooorro, um vira-latas talvez, que seja.
Me sinto numa encruzilhada, não que tenha vocação para frango de despacho, mas há momentos em que temos que fazer escolhas.
Preciso fazer uma, e não é nada tão simples quanto escolher uma roupa para sair (caso você não seja mulher).
Mas observando os sinais, diria que aos 43 anos, já não é possível errar tanto.
Não fumo, não bebo degeneradamente, sexo hoje, só de qualidade, por quantidade ficou por conta do furor da juventude.
Atualmente estou sedentário, no entanto garanto, nunca caminhei tanto na vida. Sinais ainda da crise e do sonho de poder voar muito alto. Não que reclame de qualquer coisa que tenha feito, porém hoje não penso mais tanto em mim, mas nos meus. Eles que dependem de mim, cada atitude, pensamento ou ato incidem direto neles.
Assumo que mudei meu modo de ser em seu favor, mas quem não coloca os filhos em primeiro plano?
Essa é uma relação estranha, dependo muito mais deles para viver que eles de mim.
Então qual a escolha certa, buscar sua realização pessoal e ser um pai ausente, ou abrir mão disso para estar sempre presente? Detalhe – não há meio termo ou como conciliar as duas coisas.
Na vida, as escolhas não são como nas companhias telefônicas – simples assim.

sábado, 7 de março de 2009

TESÃO NA ESTACA ZERO

Hoje tô meio desanimado. Não sinto mais as pernas doendo de tanto caminhar, aliás já não sinto nem as pernas, preâmbulo de anestesia geral em todos os sentidos. Caminhei tanto que as pernas esqueceram de se cansar e, o cansaço em vez de se manifestar – dormiu.
Ê, vidinha sem um carro velho é pior do que atravessar quatro quarteirões debaixo de chuva atrás de um buzú.
Quem dera me animasse a ponto de desembrulhar a velha bicicleta, encher seus pneus e sair pedalando pelo menos os 23 quilômetros que me separam de casa para o trabalho.
Andar de bicicleta é saudável, principalmente para um dublê de papai Noel (pelo menos na barriga). Mas deixa eu deixar de me lamentar e aproveitar o tempo aqui na lan house, pois ele já está se esgotando.
Também estou sem nariz, perdi ele em meio ao pó e ao cheiro de papel velho de tanta quinquilharia ultrapassada que os apegados ao passado insistem em guardar.
Não fiz voto de pobreza franciscana, mas essa mudança de endereço me deixou mais pobre sim. Sem internet, sem carro (sem vale), sem tutu e sem tesão (e sem isto, não há criativo que resista).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

QUER FICAR COM PAPEL VELHO AMOR?

Hoje é dia de rasgar papel, revirar as gavetas, jogar fora a velharia (ainda bem que ninguém me notou).
Nada como novos ares (não aquele de papel velho, este dá até alergia).
Tudo que é novo é bom. Cheiro de carro novo, dinheiro novo, mulher nova (apesar da sogra velha), amizade nova (nesse caso, deve-se preservar as antigas), roupa nova, visual novo. Eita! Como é bom coisa nova.
Pena que os hábitos continuem velhos. A gente se apega a muita coisa, gosta de guardar quinquiralhias, coisa de gente velha (nada contra os velhos, já me sinto um).
Nem tudo é perfeito. Penso até num outro nome pra agência em que trabalho, seria um bom começo para algo novo. Que tal “Jaci”, “Ajic” ou ainda “Caji”, quem sabe “Cija” ou mesmo “Jica”. Escolhe aí.
Por enquanto, são caixas e caixas de memória que vão para o lixo, ou melhor para a reciclagem, afinal, em tempos de apelo ecológico, tudo deve ser aproveitado.
Meia tonelada de papel deve render alguma coisa para alguém. principalmente para que de fato precisa.
Espero escrever as próximas abobrinhas na sede nova.
Então, até lá.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

QUE NÃO VIRE COSTUME

Hoje amanheci animado.
Acredito que possa ser reflexo da faxina de antes de ontem (domingo).
Por força do destino tive que dar uma mãozinha para minha partiner que machucou a mão. Comecei o dia assistindo ao Esporte Espetacular, depois disso, meio a contragosto deparei-me com uma pia repleta de pratos e panelas, lavei tudo e coloquei nos devidos lugares.
Varri a casa, banhei as crianças e as levei para brincar de bicicleta na praçinha, além de arrumar o quarto delas. Dei banho no cão, ensinei as tarefas escolares e de quebra fiz supermercado, providenciei um currasquinho básico em casa e ainda assisti o meu time (Palmeiras) ganhar do Santos. (Ah! Esqueci de dizer, inda deu para tirar uma soneca de umas duas horas). No fim do dia coloquei as crianças para dormir, recitei com elas algumas orações e depois cantarolei algumas canções para que o sono chegasse mais rápido. Você pode não acreditar, mas foi isso mesmo.
Qualquer mulher iria adorar um marido assim, mas isso só acontece ao acaso. Por isso mulheres, não sonhem acordadas. Eu já tenho dono, e lá em casa, apesar de tudo, a última palavra é sempre minha -“Sim Senhora”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

UM DIA PERFEITO PARA SER IN (útil)

Sem muito o que fazer nestes dias mornos de inverno em plena praia, passo os dias me questionando se a crise mundial é um enorme buraco existencial em cada um de nós, que ao final quando se juntam, tornam-se um mar gigantesco de pessoas sem esperança, ou se a falta de ousadia é a desculpa perfeita para não fazer nada e ficar sentado se lamentando?
Não sei ao certo, mas não sou muito fã do ostracismo, ele desconstrói o nosso senso comum e até o bom senso incomum, que não é comum na maioria das pessoas.
A verdade, é que nascemos para sermos mais do que fomos moldados para ser, então, às favas o mau-humor, a falta de criatividade e a preguiça.
Viva a futilidade, pois sem ela a vida também perderia a graça, então pego minhas horas do precioso tempo irrecuperável e vou fazer alguma coisa de certa forma útil, se não aos outros, pelo menos a mim.
Quem não gosta de ver TV, ir ao cinema, assobiar, escrever sem compromisso (que nem estou fazendo agora), cantarolar no chuveiro, tirar um dia para ficar dormindo até mais tarde, bater um papo com os amigos, tomar um chopp gelado, andar de bicicleta, sentar no banco da praça, dormir abraçadinho, comer fruta no pé?
Tudo isso para alguns pode ser perda de tempo, mas no fundo, é viver. Então, viva!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Tirinha

Olá! A partir de hoje estarei postando minhas tirinhas aqui, prestigiem.

Há quem Obama e há quem Alana


Oba! Verdade seja dita, se as coisas não acontecem pela porta, vai mesmo pela janela.
Em plena Obamacracia, o ar mudou um pouco por aqui. Não pude fazer uma viagem ao Canadá para ver a Alanis Morisette cantar, então ela veio até mim (é bom se sentir podendo). Agora o bom mesmo é morar em Teresina, finalmente na rota internacional dos grandes shows. Ora, se até os fenícios já vieram aqui, então porque não acolher num show como esse, os Pókemons, os Digimons e até o povo de Timon. Tinha tribo de todo os lugares. Até mesmo a de cambista que tava trocando ingresso até por vale transporte, bem feito, aqui todo mundo quer se dar bem e às vezes, leva o troco.
O mais incrível é a torre de Babel, a Alanis falando em inglês e a galera toda fazendo de conta que tava entendendo tudo, achei demais né (êpa! falar pode, mas digitar né – não pode!)
Você veja a diferença de um refrão da Calypso para um da Alanis, guenta coração, igualzinho ao inversamente proporcional (mas isso, nem a matemática explica). O show tava bom mesmo é para namorar, ganhar uns pontos com a namorada. Mas deu de tudo lá. Gente que queria ser vista, gente que a gente queria ver e não viu, gente que a gente sequer queria ver, gente que nem gosta do estilo de música da canadense, mas que queria estar lá só pra fazer fita. Era foto de celular pra cá, de máquina fotográfica para lá. Tudo para registrar o momento. Deus my God, é muita futileza, tinha até gente ligando do celular e colocando a outra pessoas para ouvir a música, como dizem por aí, é uó.
Os autênticos que me perdoem, mas para alguns até parece que o show foi montado só pra eles. Agora que tava cheio tava. Pelo menos o bolso da Alanis.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DESALFABETIZADOS

Pasquale, Bechara, Faraco, acudam! Pelo (por) amor de Deus, eu me pelo (do verbo pelar) o pelo (fios de cabelo da pele) do corpo se alguém em sua sã consciência não fizer confusão com a nova regra ortográfica. Notou que os pelos só se diferenciarão pelo contexto, se é que ele dê alguma ideia (idéia) do que se está querendo dizer. O governo não para (pára, do verbo parar) para (preposição) pensar (aliás, ao povo, as favas), e por conta dos acordos internacionais, piram a cabeça nacional. Como a ABL pode (pôde) fazer isso? Mas, já não se pode (de poder mesmo) fazer mais nada, é fato consumado.
A grande maioria já não fala bem o idioma, quiçá saber hifenizar as palavras. Chega mesmo a me dá um enjoo (enjôo) essa sequência (seqüência) de mudanças que de quando em vez caem de paraquedas (pára-quedas) em nossa cabeça.
Agora para quem gosta de nomes como Wendel, Yasmin ou Katiúcia, pode ficar feliz, o alfabeto já conta com essas letras, ou seja, todos estes pobres discriminados agora estão alfabetizados. O fato é que em nossa cabeça, a ortografia nova e velha irão coabitar (co-habitar) até 2012. Até lá, pode se tentar escrever certo, mesmo estando errado, o certo, é que nesse caso o errado é certo.
Espero que a situação se apazigue (apazigúe) logo. Pois essa sopa de letrinhas, por enquanto, está muito indigesta.

sábado, 3 de janeiro de 2009

DE TRÁS, ATRÁS, POR TRÁS, TANTO FAZ (mas sem pederastia)

Estou entre os primeiros, pois estes são os dias do início de janeiro, dias para fazer tudo parecer diferente, fazer a fila andar.
Não sei bem porque mais dividir o tempo em fatias pode não ser uma ideia (já estou ortograficamente em 2009) tão genial assim, afinal, em detrimento de poder ou não ter a impressão de recomeçar, sabe-se também que se está ficando mais velho. A vista não mente, a pele também não. Tudo muda, até a escrita mudou.
Ser jovem é só uma questão de vontade ou de comportamento? É estar à frente do seu tempo, vir de trás como um azarão, correr atrás acompanhando o rítimo ou chegar por trás e surpreender todo mundo? Pra mim, por estes dias, tanto faz, o importante é se manter. Quero crer. Mas, desonestamente, já não sei. Vou posicionar minhas baterias e atirar sem direção, talvez um tiro certeiro me faça despertar do cataclisma que virou a incógnita do ano novo. Vou procurar aguentar firme as contradições que fazem de nossa mesquinha condição, um multiverso imaginativo que fundiria a cabeça de qualquer gênio, a contrassenso do que muitos pensam, que o diga o prof. Cineas.
Creio numa coisa a olhos vistos, o essencial é visível aos olhos, se não o fosse, não se pagava salário nem se tiraria foto de mulher pelada.
No mais, tudo é blá blá blá, o que importa é que os primeiros serão sempre os da frente, o contrário disso, de que os últimos serão os primeiros, só a vez na fila para mulher grávida, idoso, mãe com criança de colo e deficiente.
Fora isso, no mais a fila anda, de menos, mas anda.