sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

DESALFABETIZADOS

Pasquale, Bechara, Faraco, acudam! Pelo (por) amor de Deus, eu me pelo (do verbo pelar) o pelo (fios de cabelo da pele) do corpo se alguém em sua sã consciência não fizer confusão com a nova regra ortográfica. Notou que os pelos só se diferenciarão pelo contexto, se é que ele dê alguma ideia (idéia) do que se está querendo dizer. O governo não para (pára, do verbo parar) para (preposição) pensar (aliás, ao povo, as favas), e por conta dos acordos internacionais, piram a cabeça nacional. Como a ABL pode (pôde) fazer isso? Mas, já não se pode (de poder mesmo) fazer mais nada, é fato consumado.
A grande maioria já não fala bem o idioma, quiçá saber hifenizar as palavras. Chega mesmo a me dá um enjoo (enjôo) essa sequência (seqüência) de mudanças que de quando em vez caem de paraquedas (pára-quedas) em nossa cabeça.
Agora para quem gosta de nomes como Wendel, Yasmin ou Katiúcia, pode ficar feliz, o alfabeto já conta com essas letras, ou seja, todos estes pobres discriminados agora estão alfabetizados. O fato é que em nossa cabeça, a ortografia nova e velha irão coabitar (co-habitar) até 2012. Até lá, pode se tentar escrever certo, mesmo estando errado, o certo, é que nesse caso o errado é certo.
Espero que a situação se apazigue (apazigúe) logo. Pois essa sopa de letrinhas, por enquanto, está muito indigesta.

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