quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Há quem Obama e há quem Alana


Oba! Verdade seja dita, se as coisas não acontecem pela porta, vai mesmo pela janela.
Em plena Obamacracia, o ar mudou um pouco por aqui. Não pude fazer uma viagem ao Canadá para ver a Alanis Morisette cantar, então ela veio até mim (é bom se sentir podendo). Agora o bom mesmo é morar em Teresina, finalmente na rota internacional dos grandes shows. Ora, se até os fenícios já vieram aqui, então porque não acolher num show como esse, os Pókemons, os Digimons e até o povo de Timon. Tinha tribo de todo os lugares. Até mesmo a de cambista que tava trocando ingresso até por vale transporte, bem feito, aqui todo mundo quer se dar bem e às vezes, leva o troco.
O mais incrível é a torre de Babel, a Alanis falando em inglês e a galera toda fazendo de conta que tava entendendo tudo, achei demais né (êpa! falar pode, mas digitar né – não pode!)
Você veja a diferença de um refrão da Calypso para um da Alanis, guenta coração, igualzinho ao inversamente proporcional (mas isso, nem a matemática explica). O show tava bom mesmo é para namorar, ganhar uns pontos com a namorada. Mas deu de tudo lá. Gente que queria ser vista, gente que a gente queria ver e não viu, gente que a gente sequer queria ver, gente que nem gosta do estilo de música da canadense, mas que queria estar lá só pra fazer fita. Era foto de celular pra cá, de máquina fotográfica para lá. Tudo para registrar o momento. Deus my God, é muita futileza, tinha até gente ligando do celular e colocando a outra pessoas para ouvir a música, como dizem por aí, é uó.
Os autênticos que me perdoem, mas para alguns até parece que o show foi montado só pra eles. Agora que tava cheio tava. Pelo menos o bolso da Alanis.

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