quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

QUER FICAR COM PAPEL VELHO AMOR?

Hoje é dia de rasgar papel, revirar as gavetas, jogar fora a velharia (ainda bem que ninguém me notou).
Nada como novos ares (não aquele de papel velho, este dá até alergia).
Tudo que é novo é bom. Cheiro de carro novo, dinheiro novo, mulher nova (apesar da sogra velha), amizade nova (nesse caso, deve-se preservar as antigas), roupa nova, visual novo. Eita! Como é bom coisa nova.
Pena que os hábitos continuem velhos. A gente se apega a muita coisa, gosta de guardar quinquiralhias, coisa de gente velha (nada contra os velhos, já me sinto um).
Nem tudo é perfeito. Penso até num outro nome pra agência em que trabalho, seria um bom começo para algo novo. Que tal “Jaci”, “Ajic” ou ainda “Caji”, quem sabe “Cija” ou mesmo “Jica”. Escolhe aí.
Por enquanto, são caixas e caixas de memória que vão para o lixo, ou melhor para a reciclagem, afinal, em tempos de apelo ecológico, tudo deve ser aproveitado.
Meia tonelada de papel deve render alguma coisa para alguém. principalmente para que de fato precisa.
Espero escrever as próximas abobrinhas na sede nova.
Então, até lá.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

QUE NÃO VIRE COSTUME

Hoje amanheci animado.
Acredito que possa ser reflexo da faxina de antes de ontem (domingo).
Por força do destino tive que dar uma mãozinha para minha partiner que machucou a mão. Comecei o dia assistindo ao Esporte Espetacular, depois disso, meio a contragosto deparei-me com uma pia repleta de pratos e panelas, lavei tudo e coloquei nos devidos lugares.
Varri a casa, banhei as crianças e as levei para brincar de bicicleta na praçinha, além de arrumar o quarto delas. Dei banho no cão, ensinei as tarefas escolares e de quebra fiz supermercado, providenciei um currasquinho básico em casa e ainda assisti o meu time (Palmeiras) ganhar do Santos. (Ah! Esqueci de dizer, inda deu para tirar uma soneca de umas duas horas). No fim do dia coloquei as crianças para dormir, recitei com elas algumas orações e depois cantarolei algumas canções para que o sono chegasse mais rápido. Você pode não acreditar, mas foi isso mesmo.
Qualquer mulher iria adorar um marido assim, mas isso só acontece ao acaso. Por isso mulheres, não sonhem acordadas. Eu já tenho dono, e lá em casa, apesar de tudo, a última palavra é sempre minha -“Sim Senhora”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

UM DIA PERFEITO PARA SER IN (útil)

Sem muito o que fazer nestes dias mornos de inverno em plena praia, passo os dias me questionando se a crise mundial é um enorme buraco existencial em cada um de nós, que ao final quando se juntam, tornam-se um mar gigantesco de pessoas sem esperança, ou se a falta de ousadia é a desculpa perfeita para não fazer nada e ficar sentado se lamentando?
Não sei ao certo, mas não sou muito fã do ostracismo, ele desconstrói o nosso senso comum e até o bom senso incomum, que não é comum na maioria das pessoas.
A verdade, é que nascemos para sermos mais do que fomos moldados para ser, então, às favas o mau-humor, a falta de criatividade e a preguiça.
Viva a futilidade, pois sem ela a vida também perderia a graça, então pego minhas horas do precioso tempo irrecuperável e vou fazer alguma coisa de certa forma útil, se não aos outros, pelo menos a mim.
Quem não gosta de ver TV, ir ao cinema, assobiar, escrever sem compromisso (que nem estou fazendo agora), cantarolar no chuveiro, tirar um dia para ficar dormindo até mais tarde, bater um papo com os amigos, tomar um chopp gelado, andar de bicicleta, sentar no banco da praça, dormir abraçadinho, comer fruta no pé?
Tudo isso para alguns pode ser perda de tempo, mas no fundo, é viver. Então, viva!