sábado, 7 de março de 2009

TESÃO NA ESTACA ZERO

Hoje tô meio desanimado. Não sinto mais as pernas doendo de tanto caminhar, aliás já não sinto nem as pernas, preâmbulo de anestesia geral em todos os sentidos. Caminhei tanto que as pernas esqueceram de se cansar e, o cansaço em vez de se manifestar – dormiu.
Ê, vidinha sem um carro velho é pior do que atravessar quatro quarteirões debaixo de chuva atrás de um buzú.
Quem dera me animasse a ponto de desembrulhar a velha bicicleta, encher seus pneus e sair pedalando pelo menos os 23 quilômetros que me separam de casa para o trabalho.
Andar de bicicleta é saudável, principalmente para um dublê de papai Noel (pelo menos na barriga). Mas deixa eu deixar de me lamentar e aproveitar o tempo aqui na lan house, pois ele já está se esgotando.
Também estou sem nariz, perdi ele em meio ao pó e ao cheiro de papel velho de tanta quinquilharia ultrapassada que os apegados ao passado insistem em guardar.
Não fiz voto de pobreza franciscana, mas essa mudança de endereço me deixou mais pobre sim. Sem internet, sem carro (sem vale), sem tutu e sem tesão (e sem isto, não há criativo que resista).

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