sexta-feira, 29 de maio de 2009

DE 1 EM 1 A GALINHA ENCHE O PAPO

Não, não, não! Não os abandonei meus 3 ou 4 visitantes deste blog.
Acontece que às vezes fica difícil escrever com as pressões do dia a dia e, convenhamos, entre escrever um pouco e garantir o din din, a escolha é cruel mas o bolso pesa (mais a consciência se faltar o leitinho das crianças). Muito embora meus bolsos andem revirados pelo avesso na busca, nem que seja, de uma moedinha de 1 centavo.
Você já percebeu que ninguém dá valor a moeda de 1 centavo. Faça um teste, cole 1 centavo no chão e mais adiante cole 1 real, veja onde as pessoas irão parar para pegar?
Eu mesmo queria receber só aqui desta cidade, todos os 1 centavos perdidos nos preços das coisas que terminam com 99 centavos. Eu estaria milionário.
Seja sincero, você faz questão de receber o troco de 1 centavo? Duvido!?
Agora também tem um detalhe, o comerciante nunca tem 1 centavo para voltar no troco. E peça pra você ver, ele vai dizer inclusive que a moeda nem mais circula. O jeito é tentar levar os 99 centavos contados. Com certeza ele vai tomar um susto.
Nos States United of America, por 1 cent faltando você não leva mesmo.
Mas Brasil é Brasil, aqui todo mundo aceita tudo, pagar 1 real para estacionar o carro no Shopping, por exemplo, que é um lugar onde você já vai gastar nas lojas e nos entretenimentos para que o lojista tenha como pagar ponto para o dono do empreendimento. Não é algo extremamente incoerente (exceto para o dono)? Aí ninguém reclama, e fica por isso mesmo, já não bastam os impostos imensos embutidos nas mercadorias.
Tem até supermercado imprimindo sua marca e colocando em souvenir para ser vendido, pode!? Só vendo pra crer. Vão me pagar quanto para fazer isso. Fosse pelo menos uma Nike, uma Ferrari. Desculpa aí, é que com essa crise sei que todo mundo quer achar uma saída, mas assim já tá demais. Vou até dizer que é muita malevolência para um povo de ações extremamente malemolentes (não é Ítalo?)
Ah, meu Santo 1 centavo dos trocos perdidos, a quem tu enricas?

sábado, 16 de maio de 2009

VIVA EU!


Hoje o dia é especial!
Dia de festa, dia de aniversário, o que se pode mais querer?
Os amigos telefonam, trazem salgadinhos, a gente acorda de manhã cercado de presentes, café especial, parece até a época de natal, os presentes tudo debaixo da cama.

Valeu João Pedro, embora em seus cinco anos, ele dê e queira ganhar presente. Obrigado Mariana, você é minha princesa. Valeu Maria, sem você, seria eu um "Zé Ninguém", digo um "Toin sem eira nem beira".
Muito bom este dia, salvo pelos problemas dos outros que diretamente te afetam, quem mandou trabalhar com propaganda, cliente não dá folga nem no dia do aniversário.
O telefone tocou e ouvi uma voz doce cantando” Parabéns pra você nessa data querida! - muito bem, o cliente quer uma alteração para hoje de manhã na peça que já foi mais de três vezes impressa, vai para agência agora!” Tive que sair às pressas para o cliente não perder os prazos. Mas, mesmo assim, obrigado Jejé! Você tem moradia grátis no meu coração.
Ontem foi festa pra Ela, uns trinta e pouco anos. Hoje pra mim, e assim, mesmo mais lisos que berinjela molhada, a gente vai vivendo esse anos de vida a mais. De noite vou pizzar, quem for meu amigo me acompanhe.
Afinal, não é todo dia que se faz 44. Então, parabéns para mim!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

COISAS QUE NÃO SE PODE COMER

Se você é daqueles(as) que trabalha e se diverte sempre fazendo uma boquinha, saiba que já existe no mercado Pen Drives de 1 e 2 GB, no melhor estilo fast food. Decorativos e úteis, vêm em vários sabores - quero dizer - em váriadas formas de gostosuras. Pode escolher; pizza, sanduíche, pão, cachorro-quente e etc. Porém, um aviso - não é recomendado para quem está de dieta e, para os viciados em comida, cuidado, ingerir este produto pode fazer muito mal a saúde.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

PIRANHA SIM, MAS COM BONS DENTES


Olha aí este sensacional modelo para tornar mais divertido a limpeza dos dentes.
Um fio dental que vem dentro da barriga de uma Piranha. Você pode trocar o refil quando acabar. Para usar é muito simples, puxe o fio, e utilize os dentes da piranha para cortar. Afinal, toda piranha que se preze tem que ter bons dentes.

terça-feira, 5 de maio de 2009

CHOVE CHUVA, CHOVE SEM PARAR


Não, não são as águas de março fechando o verão!
nada tão poético assim, a torrente de água descendo rio abaixo, reafirma de forma triste a letra do hino do Estado que contrasta com o “rio acima”.
A sina do desespero vive estampada nas faces perplexas de um povo acostumado ao sol do Equador.
O inverno, outrora bondoso, não perdoa e transforma num inferno a metrópole e o interior.
Atinge a todos - ricos, pobres, velhos, crianças, doutores, mendigos, bairros nobres e periféricos, trazendo consigo uma realidade de guerra.
Um toque de recolher por medo de estar na rua quando desabar a próxima chuva. Estradas destruídas, casas abandonadas, escolas sem aulas, comércio fechado, serviços públicos ineficientes e cidades isoladas.
A correnteza do rio arrasta barrancos, árvores, móveis, lágrimas e até mesmo a última esperança.
Os números apresentam uma lógica insana, quando mais sobe o nível das águas, menos famílias ficam em suas casas. Os galpões estão repletos de pessoas que não se conhecem, mas que têm um ponto em comum, dividem o mesmo sofrimento.
Contar com o que? A fé em São José, a ajuda das autoridades ou a solidariedade de um povo valente que, embora tenha pouco para si, ainda assim, divide com aqueles que agora perderam tudo.
Teresina, jóia do rio, plantada entre o Eufrates e o Tigre nordestinos.
Todas as vezes que o monge velho parece vencido, ele mostra sua força da maneira mais implacável, castigando este povo que se criou às suas margens – dizendo sempre – estava aqui antes de vocês e vou continuar assim.
E tu Poty?
Rasgas a cidade ao meio, esta mesma que insiste em te maltratar. Tu não a maltratadas, apenas lembra – eu já estava aqui, bonito, caudaloso e cristalino.
O caos é motivo para alguns poucos explorar, aumentar os preços, roubar e até mesmo fazer jogo político. Teresina, cidade planejada, vives hoje a calamidade dos engarrafamentos de veículos além da tua capacidade de ruas estreitas.
Onde estão os teus canteiros Teresina? E aquela rua pacata e de boa vizinhança onde as crianças brincavam na pracinha?
Os canteiros inundados perderam suas flores, castigados por mais chuva.
A rua não passa agora, de um monte de lama no fundo de uma cratera onde se pode ver os balancinhos cobertos até o alto.
Cadê as crianças?
Espalhadas em casa de parentes ou relegadas a um galpão qualquer.
“Senhor eu pedi pra chover, mas chover de mansinho”.