segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PELAS BARBAS DO IMPERADOR


Dizia-se antigamente, que pela imensa estrutura de vias que os romanos implantaram em seu reino, todas as estradas levavam a Roma, capital do império.
Mas o que dizer de nossas aspirações de melhoria política e governamental, principalmente quando o caminho dos votos nos levam aos nossos piores pesadelos. As vias que conduzem ao coração do império, atualmente só interessam aos políticos, eles usam de métodos cada vez mais escabrosos para percorrê-las. A plebe, relegada aos confins das fronteiras, são castigadas a pagarem altos tributos para custear as despesas da corte. Tudo isso leva a resultados que deflagraram uma crise sem precedentes no senado federal, tal sombra, ameaça todo o sistema democrático, pois é um estopim para a anarquia. É Sarney, é Renan, é Collor e tantos outros aproveitadores da ingênua fé eleitoral, nos levando a crer que a democracia devia ceder ao regime parlamentar ou até a monarquia (já que andam construindo castelos com o dinheiro público).
Que saudades de D. Pedro, pelo menos, não gritaríamos “fora Collor, “abaixo Sarney”, mas sim “viva o rei”, um rei legítimo e de sangue azul. D. Pedro amava o povo, e por desagradar a coronéis e militares, foi desposto na calada da noite e, o povo custou a saber disso, apenas a metrópole conduzia a situação, pois as dificuldades de comunicação e distancia não fez o povo se sublevar a nova ordem, hoje, já desgastada e velha (se bem que ainda, o último coronel persiste em resistir). Na monarquia, teríamos audiências públicas com o rei e não conchavos fechados a sete chaves para decidir quem é melhor deve ou não ser preservado para se manter no poder.
Pelo menos, os bailes do império, custavam menos que as mutretas de agora. Falta coragem política de um presidente para fazer um reforma geral (tributária, institucional, previdenciária, política) e legar ao povo o orgulho de ser brasileiro e não apenas sê-lo por viver aqui. Da época do império, restaram os palácios, mas os fios brancos da barba do imperador já não valem mais nada, melhor colocar as barbas de molho, senhor.
No fim, votamos errado (ou pelo menos grande parte do reino) e todos os nossos erros nos levam a Brasília, sede do poder e de uma avalanche de corrupção e atos que envergonham até os idealizadores do regime. São sinais de novos tempos, ou porque não dizer, do fim dos tempos.

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