terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MAIS UMA DIA NA AGÊNCIA


Ao chegar à agência, queria um dia perfeito e que não fosse só mais um dia na criação.
Que bons ventos inspirassem um bom layout, e que nem tudo seja só baixar uma foto da web e dar uma maquiada.
Que o texto não seja longo e prolixo e, que o título possa ser trabalhado sem traumas.
Que os palpiteiros de plantão não ultrapassem o limiar da razão e que o cliente não ligue aborrecido às sete da manhã querendo pronto o trabalho passado às oito da noite anterior.
Nem sempre madrugar vale à pena quando o cliente tem a visão pequena.
Nenhum roteiro será bom o suficiente se o objetivo é fazer o mesmo que a concorrência.
Nenhuma campanha será ótima se apenas me agradar, há que haver o equilíbrio, nem 8 e nem 80, melhor que seja 90.
Que nela haja coração, razão e emoção. A alma é o apelo e, que seja bom, para que depois você não arranque os cabelos para fazer outra.
Que sejam perdoados os redatores viciados em MSN, os designers gráficos alucinados no Twitter, os Layoutistas fanáticos por blogs e atendimentos loucos por facebooks. Mas a vida continua e, na web é assim, quem não participa é um analfadigital, já se foi o tempo em que se ficava no computador jogando paciência.
Diferente dos tempos em que se era discriminado por ser estagiário.
Aliás, destes todos, o mais expert em internet.
Podia ser um dia diferente nestas mesmas salas dos prazos pra ontem, dos mesmos Jobs mal elaborados, dos mesmos brienfings que não dizem nada com nada.
E, em meio a este caos da propaganda, adivinhe quem vem para nos salvar?
Ele entra em cena, o deus da agência, sua santidade, o Diretor de Criação.
Em seu séquito, para compor o brainstorm; o diretor de arte e o redator.
E aí está, eis a trindade santa da agência.
Que Deus nos ajude.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

HAITI


São comoventes as lágrimas de poeira daqueles que choram a perca do pouco tudo que tinham.
Pois o lenço para secar o pranto é apenas a poeira que se assenta lentamente.
Tão lentamente quanto a esperança que se esvai dos que esperam por um milagre.
São mãos que vêm do mundo inteiro, e olha que é preciso desgraças para unir os homens num único sentimento: solidariedade.
Um estrondo, e várias histórias se perderam pra que outros começassem.
E os órfãos, que já não tinham pais, ficaram mais desamparados ainda.
As ruas, agora, apenas um amontoado de escombros que não levam a nenhum caminho.
Um odor fétido se eleva pelos ares, a face da morte é horrenda.
E os corpos são atirados nas calçadas como sacos de lixo, não há tempo para a dignidade.
Mas a pressa em buscar vida, vida que se esvai a cada minuto.
E a cada vida salva, uma centelha se acende em cada um por ter sido verdadeiramente humano.
Não existem graus de sofrimento, toda dor fere por dentro, mas a solidariedade, Quanto maior, mais engrandece o espírito.
São pais, filhos, irmãos, amigos, soldados, voluntários e outras centenas de pessoas que se foram e que estavam ali para ajudar.
Se há lógica, superstição, castigo, acaso...não sei dizer.
Não há o que falar, mas o que se pode fazer.
Esqueçamos crenças, cor, ideologias, a quem não restar mais nada a fazer, eleve a Deus, não importa qual, uma oração.
Na soma de todos os esforços, é o mínimo que se pode fazer.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A ÚLTIMA NOVA DO ANO VELHO

Olá meus queridos 3 ou 4 heróicos blogueiros que ainda lêem estes textículos perdidos. Desculpem ficar todo esse tempo distante, mas não é desleixo não, é o mal do século “a falta de tempo”. Mas deixemos isso pra lá.
Nada como começar o ano novo da mesma forma que se encerrou o velho; trabalhando.
Pois é, que Santa Maria das Campanhas Impossíveis me perdoe, sei que existem castigos e penitências pagáveis, mas ser convocado por força de contrato para trabalhar no último dia do ano, não tem preço.
No entanto, não reclamo, sei que em publicidade é assim mesmo. A noite perdida de hoje pode ser o primeiro pagamento de amanhã.
E aí, todo mundo quebrado com os gastos da farra do final de ano, mas eu não. Imagine o cenário, uma viva alma sequer numa agência fechada (a não ser esta alma penada aqui), a energia oscilando até ir embora e uma chuva torrencial. Por último tive que voltar em casa de madrugada para buscar os óculos, computador tem dessas coisas, deixa a gente míope depois de um certo tempo.
Mas, em meio a esse quadro,aproveitei para ligar para os amigos e desejar boas festas, todos estavam no litoral. Com isso, como diz o velho ditado só eu que “me torei”(ou seja, entrei pelo cano). Enfim é isso, mais um ano em que espero que tudo seja novo de novo. Feliz 2010!