segunda-feira, 5 de julho de 2010

A CULPA É DE TODOS NÓS


Deuses do futebol, como bom brasileiro, acredito que vitória e derrota estejam ligadas a uma série de fatores. Muitos deles referentes à forma física e mental, relacionamento e estado de espírito.
A discussão gera reflexão, contudo, lamentar é necessário, discutir é preciso e renovar é fundamental. Não acredito que seleção que jogue bonito ganhe copa (lembram 86), não dá pra ser campeão moral. O futebol bonito dá gosto de ver sim, mas quando isso se traduz em resultado. A Alemanha joga de forma precisa (às vezes nem tão bonito) e isso, garante o resultado. Gol, não importa se é lindo ou feio, precisa ser apenas convertido.
A seleção é uma equipe, e embora valores individuais possam fazer alguma diferença, o jogo é coletivo, daí, cada um saber do seu papel e quando deve tomar a iniciativa para organizar o time diante de um atropelo (claro que bem menos que a decepção de cair de quatro, como a Argentina). Chamar a responsabilidade para si é entender que você pode fazer mais pelo time do que por você mesmo.
Estamos acostumados a vencer, não nos contentamos com menos disso, mesmo que o técnico da seleção se ache senhor da verdade absoluta, se o time cai, ele vai junto, se ganha, o dirigente supremo e intocável da CBF é quem leva os louros. Contudo nada melhor que perder para se ver a fragilidade de um grupo que não está preparado de fato, ou todos os aspectos da preparação andam juntos ou na falta de um deles, o que se vai obter é um jarro remendado com durex.
A culpa é dos jogadores, do técnico, do auxiliar técnico, dos dirigentes? Que tal do Mick Jagger, afinal, é bom encontrar um bode expiatório para explorar, invocando a ele a má sorte de ser pé frio.
Não que seja consolo tripudiar em cima dos “hermanos”, mas nem sempre amor demais resulta em garra e determinação (Certo Don Diego), pois o último tango argentino soou mais como um samba do criolo doido. Se há sorte ou não, este é um fator irrelevante. Não se pode deixar uma seleção ao sabor do “acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”, merecemos respeito e bem mais que isso. Não se pode isolar um grupo por cerca de 50 dias, proibindo suas folgas e presença das famílias, se a relação dos entes queridos é a força necessária para ajudar a ir adiante. Strees, cobrança, peso da camisa, treinos e o ônus de uma derrota iminente resultam em um dedo apontado na cara de cada jogador por cerca de 180 milhões de pessoas. Quem determina essa sentença é a algoz e justiceira (e dependendo do momento, aliada) - a imprensa. Ela é que forma a opinião pública, se está certa, o fato será sempre lembrado, se está errada, o fato é esquecido (não que esteja errada sempre, mas sempre que erra, enterra a vida de alguém lembram do goleiro Barbosa). Bom mesmo é criticar, jogar com a vida alheia, futebol que é bom – nada.
A caixinha de surpresas do futebol tem sido ultimamente, bem desagradável, (que digam brasileiros, argentinos, italianos, paraguaios, ingleses, ganeses e americanos). Mas somos brasileiros com muito orgulho e com muito amor e não desistimos nunca” – que venha o paizão Felipão, o vistoso Wanderlei Luxemburgo, o enigmático Parreira, o estrategista Mano Menezes, o pragmático Murici, o observador René Simões, mas pelo amor do futebol, Pelé não - já está provado, ídolo que é gênio no campo é ingênuo como treinador e não dá bom técnico “viu, Dieguito”.
Eu acredito que em matéria de futebol, “Dunga” desprezou os “Mestres” e, de “Felizes” torcedores, conseguiu deixar mais de 180 milhões de brasileiros “Zangados”.

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