quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ô MENINO LINDO!



Depois do que vi e ouvi, passo a acreditar que o político mais sério desse país é o Tiririca.

Pelo menos, ele é sincero e não mente. Diz a que veio, vai se arrumar e nem sequer sabe o que um deputado faz.

Talvez a votação expressiva que terá mostre a descrença nas promessas tradicionais de quem na verdade nada quer fazer. Aqueles que vão para trocentos mandatos e que os slogans não mudam, “para continuar trabalhando” “para fazer mais e melhor” e um monte de mazelas e balelas deste tipo.

Cansei de pagar salário a pulhas que sequer nos ouvem quando vamos procurá-los, é preciso (pasmem) agendar com antecedência na casa do povo (dizem) uma audiência e, dependendo do assunto, você pode nem ter chance de ser recebido.

Cansei de corporações que à força do dinheiro elegem senadores, deputados, governadores e até presidentes, tudo isso para poder lucrar (ou roubar) depois. Somos um povo vilipendiado, um povo sem orgulho (eu me incluo, pois sou povo), sem a vergonha na cara para dizer um basta.

Até quando vamos viver na base do “eu tenho que me ajeitar”.

Não tenho preferência em nenhum dos cargos e como patrão, vou deixar o cargo vazio. Mas, existe um pensamento antigo de pessoas que dizem não querer desperdiçar ou perder o voto e para isso, votam no menos pior (e há!?)

“Vote em Tiririca, pior do que tá não fica”.

Essa é uma verdade implícita numa piada sem graça, mas quem sabe um palhaço no poder tenha o poder de nos fazer sentir menos palhaços. Afinal, o descomprometimento com qualquer esquema, ou seja, uma aposta louca e sem rumo, dê algum rumo nas coisas, pelo menos em parte.

Propostas sérias?!? Desde que existem políticos nunca passaram de falácias eleitoreiras.

Reforma da previdência, reforma tributária, CPMF para investir na saúde (lembra?), investimento em educação, habitação, segurança – nada disso andou.

O que andou foi: Aumento da carga tributária, desmatamento, a corrupção, aumento dos gastos públicos, colapso na saúde e etc.

Como diria o poeta “Deus dos desgraçados, até quando este jugo cruel”?

Não votarei em nenhum candidato, não me excluo do processo eleitoral, mas é que agora, o que vier de bom é lucro (se é que se possa esperar alguma coisa) e, pelo que já fiz por meu país (que nunca me deu nada em troca, a não ser mais impostos) espero apenas colher os dividendos, é que já paguei dessa conta muito mais do que devia.

É que político é uma classe tão desacreditada que precisaria ser inventado um novo estilo de fazer política para ganhar minha confiança.

Enquanto os político me fazem chorar, Tiririca me faz rir, não que aposte na política do pão e circo, mas o circo Brasil já está pegando fogo. E o palhaço, quem é?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

NAVARRE E ISABEAU


Somos nós, como o sol e a lua
A noite e o dia

Distantes demais dessa nossa paixão

Você não me ama

Não é culpa sua

Fui eu que não soube achar o caminho do seu coração

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A SEGUNDA PAIXÃO


Resolvi me apaixonar de novo. Não pela mesma garota de olhos verdes e de cabelos loiros, de sorriso fácil e pernas generosas. Não aquela moça de passos incertos do primeiro encontro ou da boca trêmula do primeiro beijo. Havia receio sim, a dúvida de como seria namorar um cara tão esquisito e que tinha de ser espirituoso para compensar a falta de beleza, inteligente para curtir a vida, mesmo sem todo conforto que o dinheiro podia trazer. Um cara persistente a ponto de matar pelo cansaço um coração que até o momento só queria ser livre. Que encantos ocultos me aprisionaram naquela maneira simples de dizer um “oi!”? O sol se pôs e levantou várias vezes, o tempo foi passando.

Até hoje, não havia reparado que seus cabelos não estão mais tão loiros, seus olhos, de verde esperança, ostentam agora um verde lembrança. Tão vivo que alimenta nosso presente.

Minha pequena já não é mais a princesa do mundo de cristal. Ela encanta por sua disposição de sempre poder me fazer sentir emoções há muito perdidas.

O bom humor que eu tinha clama por paciência, e nesses casos, ela tem de sobra.

Confesso que sou extremamente difícil, mas o que é fácil nos relacionamentos hoje em dia?

Então, em meio a tantos desastres pessoais, resolvi me apaixonar outra vez e, pela mesma garota. Mas a verdade, é que ela não é a mais a mesma, pois de alguma forma mudamos em tudo. Mas se olharmos dentro de nossas almas, descobriremos que ainda temos a mesma essência de quando nos encontramos pela primeira vez. A atração nos instigava, os beijos eram diferentes das namoradas de até então, e de alguma forma, eu senti que minha busca havia terminado.

Erramos, contudo, os acertos estão em saldo maior.

Arrependimento? Nenhum. Porém, se fosse me dada uma nova chance fariam com você tudo outra vez, a maneira, essa sim, seria diferente. Para que não corrêssemos o risco de não viver tudo o que a gente sempre teve direito.

Eu devia ter te levado mais flores, viajado bem mais, discutir menos e olhado da mesa com mais atenção enquanto você estava na cozinha cantarolando, devia ter servido mais vezes o café na cama, dado uma lingerie nova, te surpreendido na escola no meio da tarde, ou corrido mais vezes atrás de você pelos jardins da praça, sem me importar se isso soava ridículo ou não. Anos verdes que agora amarelam na lembrança.

Por isso, resolvi me despojar de mim, colocar uma camisa nova, um perfume novo e te convidar para sair. Vamos a um lugar onde não tenha tantos amigos, sentar a meia luz e namorar de ouvido, beijar no pescoço, passear pelo calçadão, esquecer do mundo para poder lembrar mais de nós.

Vamos fazer coisas diferentes, a gente pode reescrever nossa história. Hoje, por exemplo, vou pra casa cedo. Deixe a porta entreaberta, a luz acessa, e mesmo que o mundo acabe, hoje quero te amar!