
Mas de fato tudo saiu errado para mim. Gastei minha gasolina indo a vários pontos eqüidistantes da cidade, a decoração das bandeirinhas de São João foi literalmente por água abaixo, logo agora na temporada de sol, me cai uma chuva. - resultado, trabalho dobrado. E à noite, depois de um dia exaustivo de trabalho, uma caminhada pelo calçadão para manter a saúde em dia e anuviar os pensamentos, me é interrompida quando num carro aparece um cidadão sem nada para fazer com sua vida, pára seu veículo do meu lado e fica me dando psiu. Putz! A coisa tá fora de controle, tratei bem como manda a boa educação, dei uma aceno gritando “Tudo bem aí amigo” e continuei minha caminhada como se nada a houvesse interrompido, creio que ele se mancou e viu que minha praia não era bem a dele, cada uma você tem que passar viu!
Pra terminar o dia, meu carro queimou a bomba de gasolina, esse negócio de carro flex, uma hora usa álcool e outra gasolina, termina por estragar tudo, também, andei por demais com a reserva. Confesso minha culpa, minha tão grande culpa. Chamei o reboque, um preço absurdo. O cara cobrava o mesmo valor para ir até a esquina ou atravessar para o outro lado da cidade, e o pior, não negociava, alegava que àquela hora da noite, aí por volta das 10, era mais caro.
Resultado - deixei o carro num desses postos de gasolina 24 horas. Liguei para meu cunhado e meu irmão, pois o bairro em questão era ermo e perigoso. Havia trocado de aparelho celular e o número do mecânico ainda não constava, ele até tinha a peça que queimou, mas havia ido a um arraial junino na companhia da irmã recém chegada de São Paulo. Fui de moto táxi para casa. Recebi o carro consertado somente a noitinha do dia seguinte, graças a Deus, ainda há bons mecânicos, o que me entristece foi a sucessão de fatos da noite e o tamanho da conta. Vou tomar um banho de mar, assim, quem sabe as águas não descarreguem em mim boas energias.
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