segunda-feira, 4 de julho de 2011

FAZER POR ONDE, ESSE É O SEGREDO


Deixei o tempo passar para ver até onde ia a fomentação da mídia em torno da Lei Enzo (aquela que garante o fornecimento de remédios e materiais por parte do município às pessoas que sofrem de diabetes). Agora parece que o passo da coisa está mais lento, mesmo porque, para muitos outros projetos até de menos importância há dinheiro, mas a desculpa de sempre é: não se pode onerar o município com mais despesas. Como sempre, é mais fácil transferir para outras esferas o que não se quer. O que me lembra um caso recente, também foi assim quando se falou em remuneração, nem que fosse simbólica para as pessoas que compõem o conselho municipal de educação do município, (até os conselheiros do estado são remunerados, mas o município que devia dar o exemplo, visto que sua responsabilidade na educação é bem maior, pois ele trabalha com a base da mesma). Isso nos leva a uma pergunta: Quer dizer que professores, pais, sindicalistas e outros membros da sociedade tem a obrigação de trabalhar de graça para o município e dispor de pelo menos 20 horas mensais de seu tempo para fiscalizar, diligenciar e discorrer sobre a rede municipal de educação, voluntariamente?! Será que os vereadores trabalhariam dessa forma? Disporiam de seu tempo para legislar de graça para o município, muito difícil não acham?! Em se tratando da esfera pública, há sempre uma desculpa, de que tudo depende de um projeto, do sancionamento do prefeito, do impacto financeiro e blá, blá, blá. E só para ressaltar; há pessoas que acham o serviço de conselheiro é uma coisa desnecessária. Pois se assim o é, porque não o fazem os que acham isso?

Sabe o que agrada o povo e que eu particularmente gosto? De pessoas que se unem em torno de uma boa causa e, contra tudo e todos persistem em seus ideais ( quando a opnião pública pesa, da noite para o dia todo mundo fica a favor). Durante a Caminhada pela assinatura da Lei Enzo, vi que amizades surgem através do bem comum, da propaganda boca a boca, do twitter, (ou seria mais bonito dizer redes sociais), da convivência e acima de tudo da solidariedade.

Pelo menos, serviu para mostrar que quem é gestor, quem exerce uma atividade pública deve lembrar que o cargo é uma licença dada pelo povo e que se não for exercido de modo justo, lhe será tirado, não é a toa que muitos nem consegue mais se eleger e aí ficam dependendo de conchavos políticos para não perderem sua boquinha.

Para mim, 2 anos para vereador mostrar serviço, 3 anos para o prefeito, 3 para deputado estadual , 3 para deputado federal e 4 para presidente já estaria mais do que de bom tamanho. Agora, se o cidadão está desenvolvendo um ótimo trabalho e se ele tem a aprovação da população, então vamos respaldar-lhe mais tempo. Mas se não for o caso, mais que isso, é cultivar a acomodação, perca de verba pública e muitos outros descasos, além de oneração aos cofres do tesouro (isso sim, um desperdício). O discurso político é lindo, transparência, CPI, reformas tributárias, políticas e etc., mas a prática anda distante do discurso, ainda que se salvem dessa safra alguns poucos políticos, mas estes, andam cada vez mais raros.

Mas voltando para a Lei Enzo, o povo fez bonito, os pais estavam lá, médicos, desportistas, artistas, jornalistas, publicitários, empresários, famílias, crianças, jovens e muitas outras pessoas ligadas a outros segmentos sociais. De político, só vi dois, um vereador que propôs o projeto e um deputado estadual que falou em ampliá-lo para a esfera estadual, no mais, nada.

Felizmente é do meio do povo e que surgem iniciativas de alto valor, quem tiver visão de futuro, apóia, quem não tiver, fica em cima do muro, e aí quando a coisa engrena, quer cair de pára-quedas, mas para estes, o destino reserva o ostracismo, pois o povo não é cego.

O importante é o começo, o start, isso desperta as pessoas para o que há de mais importante, se quiserem ser respaldados pelo povo, devem tomar cuidado, as redes sociais encurtaram as comunicações, hoje, em questão de minutos se pode convocar todos para atos de apoio, protesto, solidariedade, indignação e sobretudo, exaltar e até execrar quem vai contra os interesses da população, como diz o velho ditado “é bom colocar as barbas de molho.”

Um comentário:

Phoenix disse...

história com final feliz (espera-se!) beijinho :)*