terça-feira, 30 de agosto de 2011

O ENIGMÁTICO AMOR



O que se pode falar mais sobre o amor? Há ainda o que se dizer quando milhões de poemas, canções, histórias e pessoas de alguma maneira já o fizeram ou viveram sua experiência.

O amor, esse tão incompreendido sentimento, injustiçado e às vezes culpado por desgraças. O amor é um paradoxo de si mesmo, alguns dizem que quando ele é muito intenso, cega, outros falam que na medida em que se descontrola, vira obsessão e até ódio, podendo levar à loucura. Contudo, ele também constrói e edifica na medida de cada um, a felicidade. Quem ama, não mede conseqüências para obter o bem estar do outro, abrindo mão de coisas muito importantes ou até mesmo de tudo por amor.

Talvez isso seja raro no mundo de hoje, mas na história humana, reis já abdicaram por amor, guerras já foram travadas por amor, heróis caíram de joelhos por amor, poetas já morreram por suas musas, mesmo que platônicas, mas por amor. Então se o amor é assim, ficar fora de tempo, construir um mundo à parte, ficar extasiado, ser transformado em alguém melhor e passar a ver ou outro com outros olhos - porque também é tão nocivo? Talvez nem a própria filosofia responda, mas ele é uma experiência que todo mundo quer viver. Como diz o poeta Camões


Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?


O apóstolo Paulo muitos anos antes já escrevera “ sem o amor vejo apenas em parte, mas com o amor verei face a face”.

Nada que se diga sobre o amor fará sentido à pessoa alguma, a única coisa capaz de fazê-lo dar sentido à vida, é vivê-lo.

E você, já viveu um grande amor?


Um comentário:

Phoenix disse...

Respondendo à tua pergunta: sim já vivi e ainda vivo :)
Quanto ao texto..o amor,para mim, sempre foi raro..simplesmente agora namorar não significa o mesmo que amar, e há quem pense que sim.

beijinho :)*