terça-feira, 22 de novembro de 2011

FORA DOS PADRÕES



Sempre que vemos publicidade de aparelhos celulares nos deparamos como coisas que representam avanço tecnológico, qualidade de vida, esporte, crianças e pessoas bonitas desfrutando sempre o melhor. Alguns vt's até apelam para o humor e o inverossímil, mas para a linha do terror, é a primeira vez que vejo.
Essa abordagem no Reino Unido feita para o lançamento do aparelho celular Phones4U é mais que impactante. Depois de várias reclamações, a ASA (Advertising Standards Authority - uma espécie de Conar Inglês) está estudando se a mensagem é de fato ou não angustiante demais por exibir no melhor estilo terror para adulto, uma criança fantasma assombrando uma mulher numa garagem subterrânea. Segundo o Daily Mail, o comercial está sendo exibido em horário de pico e tem despertado controvérsias entre os consumidores. Veja e forme sua própria opinião.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FILME DA SEMANA


Olá amigos cinéfilos!
Nossa dica de hoje é para o filme nacional, ‘O Palhaço’, e ao contrário do que muitos pensam, este filme não marca a estréia do ator Selton Mello como diretor, ele já havia dirigido o longa ‘Feliz Natal’ em 2008.
No filme, o próprio Selton é o protagonista, e de excelente ator, na pele de diretor não podia ser mais feliz.
A trama retrata a história Benjamim (Selton Mello) que junto de Valdemar, seu pai (Paulo José) formam uma grande dupla de palhaços, conhecidos como Pangaré e Puro Sangue.
No circo, tudo parece fazer sentido, principalmente nas relações pessoais entre seus integrantes, mas para Benjamim há um vazio. Ele não conversa muito com o pai e, além das querelas do cotidiano, como a compra de um ventilador para a bailarina Lola, namorada de seu pai, mas também por uma sensação que o deixa incompleto.
De certa forma, tudo parece ser uma pseudo-autodobiografia do próprio ator, pois o filme nasceu de uma crise criativa que o acometeu desde 2009, e Benjamin em busca de uma identidade é a própria busca do ator para por fim à sua crise.
O filme traz a tona a máxima grega que diz ser o palhaço um ser que faz os outros rirem, mas que é triste por dentro. A própria postura diferenciada de Benjamim mostra que em algum ponto de sua trajetória ele se perdeu em meio a problemas não solucionados.
O roteiro traz um humor verbal que resgata a melhor tradição brasileira de grandes humoristas do passado, o filme proporciona em alguns takes enquadramentos que geometricamente transformam cenas corriqueiras em retratos onde se define claramente palco e platéia.
Benjamim se revela o que ele mesmo é; um palhaço sem identidade, documentos ou comprovante de residência, um homem aos pedaços como é sua própria certidão de nascimento, o que faz dele um viajante pelas estradas da vida na companhia da divertida trupe. Ele é um palhaço que perdeu a própria graça, e isso o faz partir em busca de si mesmo.
Com participações especiais, como Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, que conta uma piada sentado à ponta da mesa, uma metáfora do palco, a Benjamim, que do outro lado parece representar a platéia. Mesmo sem graça, a piada desperta em Benjamim o riso verdadeiro, ou seja, o palhaço encontra a redenção, finalmente alguém que o faz o rir.
O filme contou com um orçamento de 5 milhões de reais e até o monmento deste post já foi visto por 1 milhão de pessoas.
Selton chegou a oferecer o personagem para Wagner Moura e Rodrigo Santoro, mas diante da impossibilidade destes, ele mesmo resolveu viver o papel e contou com um “personal palhaço” para treiná-lo, esse gesto, uma homenagem ao palhaço Arrelia.

Destaque para a atriz mirim, Larissa Manoela, intérprete de Guilhermina, que brilha no filme. No elenco, grandes atores como: Giselle Motta, Bruna Chiradia, Renato Macedo, Tony Tonelada, Fabiana Karla, Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira e Ferrugem dentre outros. Um filme emocionante!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

OUSADIA: SEMPRE SURPREENDENTE


Quem quer correr riscos, quem está disposto?

Você é ousado ou já está acomodado nos cômodos incômodos que a rotina lhe reservou?

Quem, mesmo diante do fracasso iminente, continua seguindo em frente? Atirando suas vaquinhas abismo abaixo e indo de encontro ao desafio do que o incerto lhe proporciona?

Talvez aquelas pessoas que costumam ser chamadas de loucas, visionárias ou simplesmente arrojadas.

Arrojo - essa é a tênue linha que separa a coragem de arriscar da incerteza da espera eterna.

A ousadia, como já se diz, é atirada, não se permite refrear, é uma louca vertigem que se apodera do espírito e faz a gente seguir adiante.

Quem é ousado, impetuoso, arrisca tudo já tendo uma única certeza: uma metade do todo pende para o sucesso e a outra metade para o fracasso. Mas é exatamente aí que reside a coragem da ousadia, não esperar para poder surpreender.

Pois quem espera nunca cansa, nunca cansa de esperar uma oportunidade que talvez nunca venha porque você a perdeu quando ela estava à sua porta.

O que me falta não são sonhos, mas a ousadia de realizá-los.

Quisera eu poder arriscar tudo em troca de um sonho, para ter a certeza de que mesmo errando, não venha me arrepender por isso, mas sim por ter deixado de fazer o que achava certo.

Por quanto, tenho a paciência e a cautela, mas trocaria de bom grado pela coragem e a ousadia.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A ÁGUA DA MINHA ALMA

Gosto da chuva, os pingos de água caindo no rosto numa noite fria dão outro sentido a vida. Parecem querer lavar a alma e as lembranças ruins. Estranho, mas extremamente normal para mim, tomar uma chuva enquanto todos fogem dela. Pareço ser eu, o único a perceber que a chuva quer compartilhar a noite e a solidão do frio. Há quem esteja recolhido embaixo das cobertas, quentinho aproveitando a sensação gostosa do aconchego.

Há quem goste de um café, um leite, um chá ou um chocolate quente para aquecer o corpo e o espírito, há ainda os que lêem, escrevem ou assistem a TV como que para esquecer o mau tempo esperando que ele passe logo. Mas que mau tempo, tempos bons ou ruins só são proporcionados por nós mesmos, a chuva não desabriga ninguém, ela serve para mostrar que se alguém não tem teto, é porque um outro, em algum lugar, deixou a ganância falar mais alto, e a oportunidade não chegou onde deveria.

Não considero a noite chuvosa como um mau tempo, mas a chance de nos vermos nus, a água, simboliza a visão de podermos ser nós mesmos, sem mascaras, pinturas e fantasias.

Ela lava e revela a verdade crua de nossa alma.

Mas o que a chuva traz é a própria reflexão da vida, uma explosão de coisas que em noites normais você não se permitiria sentir, pois tais sentimentos, somente vêem com as lembranças que caem nos pingos da chuva.

Cai chuva, cantarola vento, ilumina raio, estronda trovão, acorda meu povo, que recolhido em suas casas dorme sereno ao ocaso de sua realidade.