quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FILME DA SEMANA


Olá amigos cinéfilos!
Nossa dica de hoje é para o filme nacional, ‘O Palhaço’, e ao contrário do que muitos pensam, este filme não marca a estréia do ator Selton Mello como diretor, ele já havia dirigido o longa ‘Feliz Natal’ em 2008.
No filme, o próprio Selton é o protagonista, e de excelente ator, na pele de diretor não podia ser mais feliz.
A trama retrata a história Benjamim (Selton Mello) que junto de Valdemar, seu pai (Paulo José) formam uma grande dupla de palhaços, conhecidos como Pangaré e Puro Sangue.
No circo, tudo parece fazer sentido, principalmente nas relações pessoais entre seus integrantes, mas para Benjamim há um vazio. Ele não conversa muito com o pai e, além das querelas do cotidiano, como a compra de um ventilador para a bailarina Lola, namorada de seu pai, mas também por uma sensação que o deixa incompleto.
De certa forma, tudo parece ser uma pseudo-autodobiografia do próprio ator, pois o filme nasceu de uma crise criativa que o acometeu desde 2009, e Benjamin em busca de uma identidade é a própria busca do ator para por fim à sua crise.
O filme traz a tona a máxima grega que diz ser o palhaço um ser que faz os outros rirem, mas que é triste por dentro. A própria postura diferenciada de Benjamim mostra que em algum ponto de sua trajetória ele se perdeu em meio a problemas não solucionados.
O roteiro traz um humor verbal que resgata a melhor tradição brasileira de grandes humoristas do passado, o filme proporciona em alguns takes enquadramentos que geometricamente transformam cenas corriqueiras em retratos onde se define claramente palco e platéia.
Benjamim se revela o que ele mesmo é; um palhaço sem identidade, documentos ou comprovante de residência, um homem aos pedaços como é sua própria certidão de nascimento, o que faz dele um viajante pelas estradas da vida na companhia da divertida trupe. Ele é um palhaço que perdeu a própria graça, e isso o faz partir em busca de si mesmo.
Com participações especiais, como Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, que conta uma piada sentado à ponta da mesa, uma metáfora do palco, a Benjamim, que do outro lado parece representar a platéia. Mesmo sem graça, a piada desperta em Benjamim o riso verdadeiro, ou seja, o palhaço encontra a redenção, finalmente alguém que o faz o rir.
O filme contou com um orçamento de 5 milhões de reais e até o monmento deste post já foi visto por 1 milhão de pessoas.
Selton chegou a oferecer o personagem para Wagner Moura e Rodrigo Santoro, mas diante da impossibilidade destes, ele mesmo resolveu viver o papel e contou com um “personal palhaço” para treiná-lo, esse gesto, uma homenagem ao palhaço Arrelia.

Destaque para a atriz mirim, Larissa Manoela, intérprete de Guilhermina, que brilha no filme. No elenco, grandes atores como: Giselle Motta, Bruna Chiradia, Renato Macedo, Tony Tonelada, Fabiana Karla, Jackson Antunes, Moacyr Franco, Tonico Pereira e Ferrugem dentre outros. Um filme emocionante!

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