segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

UM MARAVILHOSO NOVO ANO!


Que posso dizer? Senão agradecer a Deus pelos momentos de sincera felicidade vividos, aos amigos conquistados e ao trabalho bem feito. A todos vocês que passam por aqui para dar uma olhada nessas tolices que escrevo, mesmo que estejam chateados, felizes, curiosos ou indiferentes, não importa, de coração, obrigado e um maravilhoso novo ano para você!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ô TEMPO BOM


Natal, 
Compras no Centro
Carro novo
Dias de passeio
Almoço fora
Encontro com os amigos
Sem desperdício com viagens
que mais dão dor de cabeça que prazer
Nada de presentes caros
Amigo oculto familiar
Dias de folga
Missa com mamãe
Projetos engavetados revistos
luzes de decoração
Presépio
árvore piscando
Planos de ano novo
visita aos colegas
telefonemas
caminhada a beira rio
cinema
troca de emails
enfim, o que se pode chamar de
qualidade de vida.
Adoro o Natal

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A OUTRA INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER




A cerca de tês semanas, estava sentado em bar muito simpático da zona Leste, cantinho do Jambo, com um amigo de longa data, conhecedor de minha vida, da minha personalidade e da minha situação. Na verdade, ele é um desses amigos mais irmão que seus próprios irmãos, e me disse algo que mudou muito meu modo de pensar, viver e agir desse tempo para cá.


Disse ele:

Tá bem, ficar sozinho um pouco é bom pra pensar, mas pra pensar e não para estar. Por mais ruim que possa parecer a situação, um homem não deve nunca estar ou ficar sozinho, isso, não é eu quem digo, está na bíblia. Na verdade, muitas vezes na vida se comete enganos, as vezes dá para desfazer, desde que tais erros não causem mudanças profundas nas vidas das pessoas envolvidas. Ninguém pode estar sozinho, se alguém lhe pediu isso como prova de alguma coisa, só prova uma coisa: quem ama, não exige nenhum tipo de prova ou sacrifício, essa, é a primeira certeza do amor.


O fato é que ninguém quer ficar sozinho, mesmo aqueles que se dizem os solteiros ou livres e desimpedidos, estão sempre atrás de alguém para compartilhar seus momentos de solidão, os largados estão sempre tentando preencher o vazio deixado por alguém e os angustiados simplesmente ficam perdidos e acabam solitários. Quer isso para você?


Perguntei a ele onde me encaixava nisso.


Ele disse, olhe pra você, quem é você, como você se vê? Sua vida tá passando, seus filhos estão crescendo e você está fazendo o que?

Respondi: Sou só alguém querendo recomeçar.


Não. Disse ele - não há recomeço quando do outro lado nada foi findado, é preciso que se finde para que haja reinício. É preciso que não haja mais carinho, pode até não existir amor, mas há de restar pelo menos bem querer, um querer que o outro não seja infeliz ou viva magoado. E por mais que você busque ou procure não desmonstrar preocupação com isso, seu semblante mostra uma tristeza interior. Você já não é a mesma pessoa extrovertida, divertida e fica buscando desculpas no trabalho ou em outros afazeres e ocupações para compensar a falta que sente da família. Não há vávula de escape. Se fosse para acontecer algo que mudasse sua vida já teria acontecido, e por mais que você tentasse ou esperasse, nada aconteceu. Qualquer esforço seu se perdeu, não houve feedback da outra parte. Vai fazer o que, permanecer sozinho por mais quanto tempo, uma semana, um mês, uma ano?


É só pensar e refletir, quem te liga todo dia, quem inventa uma desculpa qualquer para poder estar com você, seja ir num super mercado, passar no shopping, ir na escola, intimar para uma festa de amigos da família, pegar sua roupa na lavanderia, lhe lembrar de pegar as crianças ou que um ou outro colega está de aniversário ou mesmo apenas queira saber se você de fato está se cuidando e tomando seus remédios?

Não se iluda. Quem você desprezou, abandonou,  sabe de suas tentativas de tentar uma outra vida com outra pessoa e ainda assim te perdoa e nunca falou mal de você, nunca buscou vingança. Essa pessoa merece ser ouvida, merece outra chance, merece bem mais que a indiferença ou até mesmo ser trocada por quem provavelmente nunca aprofundou de verdade seus sentimentos por você.


Pense!

Quem deixaria tudo por ti, quem te colocaria em primeiro plano, quem nunca duvidou de você, quem não te povoa de incertezas? Quem entregou o destino da suaa vida em suas mãos?

Quando você pesar na balança estas coisas, vai ver que direção tomar.

Calado fiquei, ele não estava errado.

Estar perdido não é necessariamente buscar outro amor. Fugir a si mesmo, negar sua palavra, esquecer o juramento. Querer esquecer isso é se autonegar diante Deus, e o pior – para si mesmo.


Busquei disfarçadamente olhar par os lados, não queria conotar em meu olhar uma amargura crescente, pois algum tempo depois iria encontrar com os pequenos.

Coloquei outro assunto em pauta, conversamos mais uma hora e ele teve que ir embora.

Fiquei ali sentado, parei num desse bancos ali na Raul Lopes. Repensei minha vida. Era hora de retomar muitas coisas, eu naquele instante precisava de uma palavra de que sim ou que não. Ela não veio, liguei, liguei, mas não ligaram pra mim. Pensei, vai ver é a telefonia.


Nos dias que se seguiram, as palavras deles formigavam em minha mente.

Cada vez que olhava nos seus olhos ou nos dos pequenos, sentia as palavras se degladiando dentro de mim.

Não mais assisti a missa na igreja em que esse meu amigo é padre.

Aliás, não mais falei com ele. Ele ligou uma vez, atendi. Perguntou se estava bem, disse que sim, ele percebeu um tom de tranquilidade em minha voz, desejou-me um bom natal pois ia viajar para passar as festas com sua família e sugeriu que eu fizesse o mesmo.

Como é período de natal, fui aos correios com alguns amigos para pegarmos cartinhas de crianças carentes que pedem alguma coisa a papai Noel e assim a gente faria a famosa vaquinha para comprar os presentes. Isso me lembrou uma coisa, fui até a casa e peguei embaixo da árvore a cartinha de natal de meu filho, não havia nenhum pedido de presente de criança ao papai Noel, apenas um desejo, "traga papai de volta, eu gosto de desenhar com ele e inventar historinhas". Para mim, isso foi a pá de cal em cima de toda e qualquer atitude que eu pudesse tomar.

E, a despeito do que possam pensar e dizer de mim, para que todos sejam felizes, vou buscar reconstruir tudo o que quase destruí. Aos poucos, com diálogo e algumas atitudes pequenas mas que representam muito.


Esta é mais uma crônica capitular nos anais em busca da feclicidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

EU, VOCÊ E A PRAÇA

Encostei o meu carro na praça
E você, um tanto sem graça,
Sorriu pra mim
Sem querer eu olhei em seus olhos
Sem saber segurei suas mãos
E começou assim
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado
Pra lhe dizer
Mas não disse nada.
Encostei o meu corpo no seu
E um novo desejo nasceu
Entre nós dois
Seus carinhos me deixavam louco
Nosso tempo era curto e tão pouco
E deixamos pra depois.
Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça
Preciso voltar
Mais uma vez com você lá na praça
Pra falar mais um pouco de mim
Encostar o meu corpo em seu corpo
E adormecer assim

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

QUALQUER DIA


Qualquer dia
Qualquer hora
A gente se encontra

Seja a onde for
Prá falar de amor...

Prá matar a saudade
Da felicidade
Dos instantes
Que juntos passamos
E promessas juramos...

Reviver os momentos
De sonho e de paixão
Das palavras loucas
Vindas do coração...

Meu amor
Ah, se eu pudesse
Te abraçar agora
Poder parar o tempo
Nessa hora
Prá nunca mais
Eu ver você partir


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MARCAS DO CORAÇÃO



A irônia da vida, é que quando você mais precisa de ajuda,
Descobre que está cada vez mais abandonado.
Só era preciso um gesto, um olhar, uma palavra, então, a esperança se traduziria em muitos sonhos a serem realizados juntos.
É utopia traçar projetos para o futuro se não consigo nem concretizar  o presente.
Queria poder bem mais do que faço, amar como jamais poderia se soubesse como te reconquistar. 
Eu acreditei demais no amor
De corpo, alma me entreguei sem pensar
fui deixando passar o tempo e terminei mais uma vez sozinho e sem ninguém
Agora descobri que não acredito mais no amor
baixei a guarda, deixei me envolver, ouvi promessas de alguém e me apaixonei
hoje trago as marcas da desilusão, tenho que reaprender a gostar de mim e sarar meu coração.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

AMOR POR METADE


Não imploro mais amor
Se tem que gostar de mim, seja como sou
Imperfeito, orgulhoso, manso, zangado
Alegre, atrevido, bruto, educado
Fácil de fazer amigos
E achar que todos me conhecem bem
Vou viver um pouco pra mim 
Sem ter que agradar ninguém
Amei, me dei a uma mulher
E vejam o que restou
Quem me jurou amor
Hoje não mais me quer
Só sei que desperto aos poucos
De um sonho que acabou
Quem sabe um dia retorne
esse tão desejado amor

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AMOR, IMENSO AMOR

Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
como é grande o meu amor por você

terça-feira, 20 de novembro de 2012

UM SONHO REAL



Outro dia acordei de um sonho, um sonho desses que você jura ser verdade. A realidade dele era tão confusa e ao mesmo tempo tão intensa do ponto de vista das emoções e sensações que você tem a noção exata de que não está sonhando.
Acordei em uma casa estranha, com pessoas que nunca vi mas que me tratavam bem, os tons predominantes de suas roupas eram claros.
Perguntei onde estava, que local era aquele e quem eram aquelas pessoas e porque eu estava ali. Apenas uma delas me respondeu, dizendo para ter calma, que eu estava bem e que não me preocupasse mais com nada.
Roupas em tons de branco e azul, assim com a casa. Sai na varanda e vi montes com casas em seus cumes, nada como uma cidade, estava mais para uma espécie de vale, com árvores, flores e jardins. Um tipo de céu alaranjado como um entardecer com um a luz muito intensa e clara que não esquentava a pele, não queimava e que permitia se olhar para o sol.
Perguntei se havia morrido, se ali era o céu. A pessoa me respondeu que era uma lugar de paz, mas então se eu morrera, e aquilo era o céu, onde então estava Jesus?  Perguntei.
Ela me respondeu que Jesus sempre visitava as casas, e aparecia de repente como uma surpresa boa, que era natural e que as pessoas o recebiam sem alardes já que ele sempre e costumeiramente as visitava em suas casas.
Me alegrei, iria ver de fato como verdadeiramente Jesus era. Porém, repentinamente, se apoderou de mim uma angústia e preocupação extrema - como pude então partir sem falar com os meus, como deixei minha família, meus filhos? Senti um desespero  por tê-los deixados desamparados, eu queria saber  como estavam, o que estariam sentindo. Queria fazer mais por eles. Meu projetos incompletos, o abandono e a dor que lhe causei, meus filhos tão pequenos e sem a mão de seu pai a lhes guiar. Não me conformei por este motivo, queria poder voltar para vê-los. Não aceitava  essa realidade de nunca mais os ver, poder lhes falar e desfrutar mais de suas companhias.
Pensava comigo que uma culpa me batia e que eles não me perdoariam por ter feito isso com eles. também não podia aceitar o que as pessoas desse lugar fizeram comigo. A todo custo queria voltar mas me disseram que não era possível. Não poderia mais ter nenhum contato com minha antiga vida ou com quem dela pertencesse, pois o físico entre os dois mundo era rompido na passagem.
A partir daí senti um remorso por não ter aproveitado mais, e ao longo do tempo, vi que não há felicidade além se você não fizer com que isso aconteça aqui.
Não vi Jesus, não vi ninguém que conhecesse, outras pessoas que lá estavam, pareciam serenas, tranquilas e me disseram que isso aconteceria por merecimento. Depois disso não sei o que aconteceu, acordei mais assustado do que no sonho.
Refleti sobre o ocorrido, até falei com minha irmã que é espírita, ela disse que esse tipo de epifania nos é permitida para que reconduzamos nossas ações para o rumo certo.
O que foi aquilo não sei bem. Mas descobri que sou muito apegado a este mundo.