quarta-feira, 7 de novembro de 2012

AS PEDRAS DO CAMINHO


Te encontrei em minha estrada e te convidei a vir comigo. Enquanto percorríamos essa trilha onde tudo era motivo de descoberta e felicidade, você confiou em mim. Depois de certo tempo, você quis saber até onde ela nos levaria, então, largou minha mão e pôs dúvidas sobre o caminho. Te chamei para me acompanhar, mas você viu as pedras, te dei a mão para te ajudar a pular sobre elas. Você recusou, parou e disse que só prosseguiria se eu as tirasse, pois sempre lhe disseram que deveria andar por estradas planas e que não tivessem obstáculos.
Ponderei e até descansei, mas você resolveu parar e dar meia-volta, retornando pelo caminho que lhe pareceu mais cômodo. Quando você se foi, refleti e vi que em parte você tinha razão, tirei as pedras, removi os obstáculos e depois gritei para que voltasse, contudo, você não voltou.
Agora, de novo estou só, e vejo apenas uma estrada a minha frente, o que me aguarda? talvez pedras, talvez espinhoss, não sei. Mas bem que poderia ser você a me estender a mão.

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