terça-feira, 20 de novembro de 2012

UM SONHO REAL



Outro dia acordei de um sonho, um sonho desses que você jura ser verdade. A realidade dele era tão confusa e ao mesmo tempo tão intensa do ponto de vista das emoções e sensações que você tem a noção exata de que não está sonhando.
Acordei em uma casa estranha, com pessoas que nunca vi mas que me tratavam bem, os tons predominantes de suas roupas eram claros.
Perguntei onde estava, que local era aquele e quem eram aquelas pessoas e porque eu estava ali. Apenas uma delas me respondeu, dizendo para ter calma, que eu estava bem e que não me preocupasse mais com nada.
Roupas em tons de branco e azul, assim com a casa. Sai na varanda e vi montes com casas em seus cumes, nada como uma cidade, estava mais para uma espécie de vale, com árvores, flores e jardins. Um tipo de céu alaranjado como um entardecer com um a luz muito intensa e clara que não esquentava a pele, não queimava e que permitia se olhar para o sol.
Perguntei se havia morrido, se ali era o céu. A pessoa me respondeu que era uma lugar de paz, mas então se eu morrera, e aquilo era o céu, onde então estava Jesus?  Perguntei.
Ela me respondeu que Jesus sempre visitava as casas, e aparecia de repente como uma surpresa boa, que era natural e que as pessoas o recebiam sem alardes já que ele sempre e costumeiramente as visitava em suas casas.
Me alegrei, iria ver de fato como verdadeiramente Jesus era. Porém, repentinamente, se apoderou de mim uma angústia e preocupação extrema - como pude então partir sem falar com os meus, como deixei minha família, meus filhos? Senti um desespero  por tê-los deixados desamparados, eu queria saber  como estavam, o que estariam sentindo. Queria fazer mais por eles. Meu projetos incompletos, o abandono e a dor que lhe causei, meus filhos tão pequenos e sem a mão de seu pai a lhes guiar. Não me conformei por este motivo, queria poder voltar para vê-los. Não aceitava  essa realidade de nunca mais os ver, poder lhes falar e desfrutar mais de suas companhias.
Pensava comigo que uma culpa me batia e que eles não me perdoariam por ter feito isso com eles. também não podia aceitar o que as pessoas desse lugar fizeram comigo. A todo custo queria voltar mas me disseram que não era possível. Não poderia mais ter nenhum contato com minha antiga vida ou com quem dela pertencesse, pois o físico entre os dois mundo era rompido na passagem.
A partir daí senti um remorso por não ter aproveitado mais, e ao longo do tempo, vi que não há felicidade além se você não fizer com que isso aconteça aqui.
Não vi Jesus, não vi ninguém que conhecesse, outras pessoas que lá estavam, pareciam serenas, tranquilas e me disseram que isso aconteceria por merecimento. Depois disso não sei o que aconteceu, acordei mais assustado do que no sonho.
Refleti sobre o ocorrido, até falei com minha irmã que é espírita, ela disse que esse tipo de epifania nos é permitida para que reconduzamos nossas ações para o rumo certo.
O que foi aquilo não sei bem. Mas descobri que sou muito apegado a este mundo.

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