quarta-feira, 31 de julho de 2013

AMOR QUE NÃO TEM FIM


Talvez ainda haja dentro de mim uma confusão gerada pela intensidade de sensações que cismam em tentar confundir os sentimentos entre o que é gostar, amar e ter paixão.
Só sei que a paixão é passageira, um arroubo, fogo feroz que consome tudo rapidamente e depois se apaga.
Já o gostar, é constante, perene, flui mais com um querer fraterno.
E o amor - Deus, como o amor é complicado!
Como controlar o sentido que as coisas tomam? Às vezes, o certo parece ser o errado e o errado parece ser o certo.
Se amor é para sempre, como podemos saber que estamos de fato com o amor certo?
Certas experiências do convívio de quem gostamos deixam lembranças amargas, mas há muitos momentos felizes. São essas certas lembranças que valem a pena serem revividas.
Queria viver de novo muitos momento de minha vida. Pelo menos, até o momento em que tudo ia bem entre nós.
Uma vez ela me disse que o amor de nossa vida é único, que podemos até ter outras histórias, mas a do verdadeiro amor é a que marca.
Não sei se um dia voltarei para seus braços (espero que sim), ou que ela se aconchegue nos meus (desejo muito isso), e mais uma vez eu acaricie seus cabelos negros, toque sua pele morena, sinta o sabor de sua boca e o cheiro da sua pele.
Não acredito e nem quero acreditar que ela me esqueceu. Queria de novo ser dela nem que fosse por minutos, queria abraça-la e beijá-la novamente e dizer muitas coisas que não foram ditas.

Passou-se o tempo, e eu não consigo esquecê-la. Porquê isso acontece? Talvez porque a ame, talvez porque exista mais para ser vivido em nossa história, talvez porque no meu íntimo, eu acredite que ela nunca deixou de me amar.

domingo, 14 de julho de 2013

NO QUE O TEMPO NOS TORNA

A cada dia que passa, deixamos nossos prazeres mais simples caírem no esquecimento. Mesmo em teoria, escrever deveria ser a coisa a qual eu mais gosto de fazer, mas tenho relaxado até nisso, o que me deixa profundamente triste. Livros meio lidos, histórias quebradas, projetos pela metade. Seria isso motivo bastante para se dizer que na vida esquecemos muitas coisas para priorizar outras, talvez?
Desde maio não passava no meu velho e fiel blog, não espere que o mundo leia, que seja coqueluche na internet, ele é apenas meu diário pessoal de pensamentos perdidos de minha passagem por aqui.
Não sei se são os conceitos que mudaram, ou talvez o tempo muda a gente, mesmo que não queiramos. Em que acreditar? Os sonhos mudam, a vida muda e sem perceber, estamos mudados.
Em alguns momentos, temos lapsos do que ainda queríamos ser, mas  a realidade e os seus revesses mostram em quem realmente nos tornamos.
Hoje não sou o que desejei ser, mas me tornei na medida do possível o melhor que pude me tornar.