quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O ANJO DO CARRO


Ainda há motivos para sorrir, pensava comigo mesmo em uma dessas muitas caminhadas que faço à noite pela Raul Lopes, um dos poucos prazeres que tenho.
Disso, tirei uma lição, há que se ter fé na vida e nas pessoas.
Outro dia, lá pelas 21 horas, saí do trabalho e fui caminhar meus 3 kms de costume e correr 1. Olhei o calçadão, estava deserto, mas ainda assim confiei em meu anjo da guarda, nada haveria de acontecer, visto que já tinha caminhado outras vezes naquele horário.
Deixei o carro estacionado perto de um dos barzinhos que ficam em frente ao shopping, pois lá há uma constante presença de pessoas, ou divertindo-se em conversas com amigos ou no ponto de ônibus aguardando condução, além de taxistas e mototaxistas.
Já na área do calçadão, não havia ciclistas, outras pessoas, carro de polícia, nada que lembra-se o frenesi de horas antes, apenas um ou outro carro que rasgava a pista em alta velocidade.
Fiz um breve aquecimento e comecei minha caminhada, sempre olhando para frente e também em direção à margem do rio, onde a vegetação escura pode ocultar perigos.
Nunca levava comigo a carteira e nesse dia, estava com o relógio, a carteira e chave do carro.
Tinha percorrido cerca de 400 metros, quando um carro de luxo vindo no sentido da Ponte estaidada em direção ao shopping, buzinou para mim e parou.
O vidro baixou e lá de dentro uma linda moça pediu para que eu não seguisse adiante, pois logo em frente, ela havia presenciado um assalto a outro caminhante solitário daquelas horas.
Falou que marginais saíram do meio das árvores que margeavam o calçadão e tomaram de assalto o atleta incauto.
Agradeci a ela pelo aviso, pensei comigo mesmo, Deus existe, e se manifestou através daquela pessoa, pois ela podia tranquilamente seguir seu caminho sem se importar comigo. Mas ela agiu sem egoísmo e parou para me alertar. Creio, que tanto quanto eu, ela acredita que o bem feito a alguém tem retorno benéfico de alguma forma para nossas vidas.
Voltei rapidamente numa corrida leve, sempre olhando atento para trás e para os lados.

A lição foi aprendida, não se deve abusar da sorte. Deus nos ajuda através das pessoas, cabe a nós interpretarmos isso como sinais e buscar retribuir esse bem aos outros.

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