sexta-feira, 29 de novembro de 2013

MEU DEUS IMPERFEITO


Quando vejo que não sou tão arcaico quanto pensava, aposto sem medo de errar que essa convicção se baseia nos exemplos e atitudes de pessoas muito mais retrogadas do que eu imaginava.
Respeito as posturas, as escolhas e as opiniões divergentes, não sou obrigado a aceitá-las, mas sou contra se querer impor à força sobre os outros, sua forma de pensar.

Não somos ilhas, dependemos uns dos outros e por mais que tentemos negar isso, não suportaríamos a ideia de vivermos sozinhos, senhores de nós mesmos sem a companhia de outras pessoas, sem suas ações tão divergentes das nossas.

Penso que temos livre arbítrio, até aí tudo bem, Deus é de todos, por todos e para todos, e interpretado das mais variadas maneiras. Existe a certa? Se não há como responder isso com certeza, então posso pensar que inclusive deus sou eu. Então, não queira me fazer engolir sua maneira de interpretá-lo ou aceitá-lo, adorá-lo e coisa e tal.

Contudo, é preciso que se dê liberdade de interpretação para que cada um manifeste sua própria maneira de ver o mundo, Deus ou que quer que seja.

Desculpe-me quem não me entende, mas cada pessoa é um universo particular e deve ser respeitada em seu espaço.

Devia ser mesmo proibido conversar com certas pessoas sobre míticos assuntos como: religião, futebol e política. Nunca, inclusive pelas peculiaridades dadas a cada pessoa e a cada assunto em particular, haverá entendimento que agrade a todos sem tolher essa ou aquela forma de pensar.

Vou agora me fechar em meu labirinto de dúvidas e certezas egoístas, construir minhas crenças e meus deuses segundo meu próprio evangelho, minha própria lei, que de verdade é mais próxima do real, pois não é perfeita e é cheia de indagações, passível de inúmeras interpretações e igualzinha à minha e à sua condição – extremamente humana.

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