quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ENTRE RUMOS


O desânimo me rodeia
pois onde se julga haver amor
deveria de fato haver amor
mas o que se nota
é um vazio preenchido por desconfianças

No fim de tudo, o amor deveria ser um sentimento
mas ao que parece
virou justificativa de atos
que temos de dar as pessoas
que a bem da verdade
talvez nem entendam
porque no fundo
não sabem o que é viver 
um amor de verdade

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

TEMPO


O tempo existe para 
Estimular
Entristecer
Tecer redes
Que se esvaem com a areia
De uma ampulheta que não para de cair
Tempo
(Re)Nascer, (re)viver, partir

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MORRER


Há muitas maneiras de morrer. Isolar-se do mundo é uma delas. Você pode deixar de existir fisicamente ou se deixar morrer em vida, isso ocorre quando você permite que suas ideias sejam suplantadas por outras que por força da imposição, apesar de não somarem em nada, acabam prevalecendo. Calar-se, abster-se, sujeitar-se é uma maneira de se deixar morrer. Renunciar aos amigos, sufocar o amor e deixar de aceitar desafios também é morrer.
As vezes o isolamento pode ser um momento de renovação, uma imersão em seu próprio eu em busca de saídas para aflições, que embora, cotidianas, acabam por minar toda a autoestima de quem não tem uma base sólida o bastante.  
Admito que muitas vezes a indiferença pode parecer a melhor forma de protesto, para algumas (não todas) as situações, pois denota uma maneira comportamental  e extremamente letal de dizer: dane-se!
Viver é bem melhor que sonhar, mas se não houver sonhos, que motivos haverão para se seguir adiante?
Pode-se viver dando saber de tudo o que se faz, mas há outras formas.
Lembram das figuras furtivas do Japão medieval, os ninjas? Ela agiam e viviam em silêncio e nas sombras, porém o efeito de suas ações eram devastadoras.
Agir nos bastidores, desencadear processos cujos resultados afetarão
De certa forma, dependendo de como mostrar distante de algumas situações, isso pode ser benéfico ou não, tudo irá depender dos fatores envolvidos e dos desdobramentos de tal posicionamento.
Quem estiver fora do lugar e tiver razões para acreditar nisso, que dê seu primeiro passo em direção ao abismo. A queda, será de fato a quebra de paradigmas, a saída da zona de conforto e o começo de um novo desafio.