segunda-feira, 21 de abril de 2014

SALVA A TI MESMO


A páscoa, muito mais que a saída do povo Hebreu do Egito, muito mais que a simbologia do ovo, do coelho ou do chocolate, pode ser traduzida como sendo uma reflexão de libertação pessoal.
Uma renovação do modo de se pensar e agir. É ter a clarividência que temos mais uma vez a chance de repensar  nossos atos. Se a ressurreição de fato ocorre ou ocorreu, talvez seja muito mais pelo motivo de mudarmos por dentro, renascer das trevas e vir a luz, do que vencer a morte corporal. Vencer a morte espiritual está em primeiro plano. Isso, claro, não sendo simbólico, mas real.
Crenças à parte, o que move cada gesto, cada palavra, cada passo em busca do resultado é a quantidade de fé que depositamos em cada um desses aspectos.
A  fé por si só não faz tudo, é preciso de ações que a caracterizem. Então dependendo de como conduzimos a vida, de como vemos as pessoas e de quanto somos capazes de renascer, temos aí de fato um sentido real de nossa páscoa.
A revisitação religiosa dos mesmos conceitos termina por nos colocar no enfadonho campo da comodidade espiritual, é necessário uma ruptura mais brusca com nossos conceitos. É preciso um conhecimento mais amplo de nós mesmos para que, no momento que mudarmos, sentirmos isso de verdade, e não apenas num simbolismo conveniente para expor aos outros o quanto católicos contritos somos.
Independente da orientação religiosa, crer é mais que acreditar, é dar vida à essa convicção. Como se faz isso?

Vivendo intimamente a sua páscoa, ressuscitando de verdade. Comendo o fruto da consciência para ter a noção exata do bem e do mal em si mesmo. Desça de sua cruz, seja você mesmo o seu salvador.

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