sexta-feira, 11 de abril de 2014

TÔ NEM AÍ

Vivemos num mundo onde os valores, caráter, moral, educação e civilidade perdem sentido a cada dia. A banalização da informação (distorcida) termina por não formar, mas  vender a ideia de que o ser humano pode tudo, ou seja,  a concepção do que é de fato ser humano vai de encontro ao entendimento moral, que devia ser o norte da vida.
O destemor a Deus, a certeza da impunidade, a anarquia, o tirar proveito próprio e sobretudo a falta de confiança na boa vontade das pessoas, tem contribuído cada vez mais para o declínio da fibra moral na formação do caráter.
Não sei onde tudo isso vai parar, mas o mundo está moribundo e a beira da morte, estamos tentando nos curar com poções vegetais enquanto a cura está num antibiótico químico fortíssimo. A vontade de sanar a sujeira deveria despertar nas pessoas o desejo de quererem ser cada vez melhores e fazerem um pouco mais do que apenas se acomodar se sua situação está boa, adotando o estilo - que se danem os outros.
O desprezo pela vida, a falta de sensibilidade para com os outros problemas sociais e acima disso a falta de comprometimento político, também é um erro individual que ganha contornos coletivo quando eu me calo e deixo de cobra, de denunciar, de me conscientizar.
Morremos um pouco a cada dia e não percebemos isso por que nos fechamos em nós mesmos. Talvez quando pensemos em despertar, não reste nada para salvar, pois com certeza, já estaremos decompostos em nossa própria podridão.

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