quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

IGUAL A ÁGUA E O ÓLEO

O óleo e a água não se misturam, mas isso não quer dizer que um seja mais ou melhor que o outro. Cada qual tem sua importância e mesmo juntos conservam intactas suas qualidades. Assim também devemos ser na vida, embora num mundo desfavorável, desesperançado, devemos conservar a alegria de poder sonhar juntos, mesmo sendo tão diferentes.
Estamos juntos o tempo todo, mas não somos iguais, cada pessoa traz consigo características marcantes e são essas diferenças que nos fazem mais fortes. Sonhos e aspirações dividem o mesmo espaço, mas ainda assim trilham caminhos distintos.
A clareza da água é tão importante quando a densidade do óleo, assim, somos nós, em um dado momento, embora diferentes, completamos o outro.
As águas matam a sede e são úteis de varias maneiras, mas trilham caminhos diferentes, podem vir de um rio, da chuva, de uma fonte, um lago ou do subsolo, mas de qualquer firma será sempre água. Já o óleo que dá sabor aos alimentos, apesar de parecer igual, pode vir de outras tantas fontes diferentes, como a soja, amendoim, girassol, milho, canola, algodão e arroz, mas cada qual tem um sabor à parte. No final, mesmo com todas as diferenças, eles (água e óleo) são humildes e vivem para servir.
Então, sejamos também diferentes, tenhamos características distintas, mas que elas seja usadas para nos fortalecer e não para separar, igual a água e o óleo, podemos trabalhar juntos e somar, sem nos deixarmos misturar pelos males do mundo.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

EM NOME DE DEUS


Até onde vai a fé aliada à razão?  É possível que possam andar juntas? No mundo atual tão cheio de contrastes e abusos de toda a sorte contra a natureza humana chegou a níveis insuportáveis. Vejo que a intolerância do homem que mata em nome de Deus, baseia-se apenas no fanatismo do próprio homem. Pelo menos a mim é inconcebível que um Deus generoso, bom e criador da vida, dê poder a alguém para tirá-la de forma cruel e bárbara. Nenhum homem é mais privilegiado do que outro quando se trata em que Deus ele acredita ou deixa de acreditar. O livre arbítrio é uma faculdade que nos permite poder escolher e isso, não pode ser coagido pela imposição da força. Penso que todos os tipos de crenças, partidos, religiões ou outras tendências que nasçam para dominar outros homens é mostra de como, apesar de nascidos de um mesmo tronco, damos frutos impuros capazes de apodrecer toda a árvore. O desejo do mal não vem de Deus, vem do próprio homem que, não podendo justificar suas atitudes diz para si mesmo e para os outros que age em nome de Deus.
Não há perfeição por completo no homem, mas, quando vejo uma esposa grávida, uma mãe amamentando, um pai ensinando o certo para seu filho, o riso de uma criança, fraternidade entre irmãos, aí sim, vejo a mão de Deus agindo.
Quanto ao resto, cabe a cada homem encontrar seu caminho rumo a luz, não é necessário que outros o controlem e lhes digam o que fazer. Apegar-se a tradições e costumes que prejudicam outras pessoas, com certeza, não é desejo de Deus, e também, não deveria ser de ninguém.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

MADRINHA


Sábado à tarde, eu dormi. Dormi profundamente, como há muito não fazia. Só me lembro de um sono assim em meus tempos de criança, quando doente e com febre alta, dormia no quarto de minha mãe. Acordava no fim da tarde, com o sol do poente invadindo o quarto, o barulho da vassoura de minha mãe varrendo as folhas do quintal e os gritos dos meus irmãos brincando, algumas e raras vezes, podia ouvir a voz grave de minha madrinha ecoando pela sala, quando ela me vinha visitar.
Talvez, este sono tenha sido providencial para me transportar àquela época e alimentar o desejo de ter minha madrinha ali comigo. Mas sonhos assim, não costumam durar muito, logo apercebi-me de que ela havia partido e que o sono reparador fora apenas um breve ponto de parada temporal, para, de alguma forma, tornar minha perda menos sofrida.
Dona Josefa, mulher guerreira, corajosa, que sempre insistia em dizer que eu era seu filho, com certeza era mesmo, um filho do coração, pois em meus primeiros meses de vida, privado de minha mãe, foi em seus braços que fui alimentado e embalado. Nunca ninguém me gostava de agradar como ela. Sempre tinha uma palavra de carinho. Seus braços sempre estavam aberto para mim, igual as portas de sua casa. Apesar de sempre visitá-la, talvez o devesse tê-lo feito mais vezes. Mas, sabe ela, depois que o peso da vida nos cobra muitas responsabilidades,  o tempo torna-se cada vez mais curto para os encontros. Afora isso, sempre a encontrava na igreja São Raimundo, algumas vezes a levava até em casa. Gostava ela de ir orar, era apaixonada por aquela igreja de São Raimundo. De qualquer forma, apesar dos perigos do mundo moderno, aquela senhora ia todos os dias nas primeiras horas da manhã para sua missa.
Quero guardar dela essa lembrança, de que podia chegar a noite em sua casa e a encontrava sentada à porta em conversa com a família, costume antigo e de família.
A vida funciona assim, como uma estrada de ganhos e perdas. Mas acredito, de que com certeza, alguém a está recebendo com braços abertos. A benção madrinha, a benção padrinho, sejam felizes...para sempre.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NO CALOR DA NOITE


Uma noite de sono bom quando é perdida faz muita falta, no entanto, é suportável. O que não é suportável é perder duas noites de sono, seguidas. 
Sem contar que se pode dormir com calor e até com falta de energia. Quem tem pode colocar uma toalha molhada no pescoço, tomar banho (quando a água não resolve ir embora também) e balançar numa rede, se tiver. Uma terra dessas em que árvores deixou de ser prioridade e prédio virou sombra pra carro e sinal de ascenção social para a nova classe média, a temperatura infernal manda lembrança perpetuamente. Não, a noite não é amena, é quente mesmo. Minha filha fala sempre "obrigado Teresina", numa clara reprovação de quão é difícil viver aqui. Não pelas pessoas, não pela acolhida, não pelos amigos. Mas pelos dias esturricantes e noite desconfortáveis, além disso, a fumaça que invade a noite e que vem, pasmem, ainda aqui na cidade, das queimadas. Cinza, fumaça, ardência nos olhos, dificuldade de respirar.  Tudo isso junto. Mas não diga, é só no BR-Ó-BRÓ, é não, é assim mesmo o tempo todo. E quando chove, uma hora depois o mesmo sol causticante volta a lembrar que chuva é visão mágica para poucos.
Mas, voltemos à noite. Some-se calor, falta de uma brisa, cinza caindo e sujando tua casa (em plena zona urbana), falta de energia elétrica (aqui salve, salve Eletrobrás, saudades eternas da Cepisa) temos a noite perfeita de inferno na terra. As crianças não conseguem dormir, os pais também não, preocupados com elas. No outro dia, como acordar cedo, como render bem no trabalho ou na escola.
Ah, esqueci do melhor em tudo isso, para coroar com louros a noite, faltou falar nela, a que é capaz de fora tudo o que já foi dito, ser capaz de atormentar como uma praga do antigo Egito: A muriçoca.
Zumbindo, picando, enchendo o saco. Não, não há raquete elétrica, não há inseticida, não há filó, nada, mas nada mesmo é pior que o zumbido e as picadas dessa praga de asas. Me congelem, me lacrem em uma câmera criogênica, me levem a qualquer lugar sem isso ou me deixem hibernar, por fim, me chamem, me acordem quando esse pesadelo passar.
Ô noite!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

TALENTOS PERDIDOS



Das muitas coisas que lembro de meus tempos de menino, uma delas foi não ter imaginado o que eu ia de fato me tornar quando crescesse. Por desenhar, talento natural, muitas pessoas naquela época já admiravam meu traço, dizendo “nossa como ele desenha bem, é um verdadeiro artista”. Mas o que realmente é ser um artista?
Trabalhar com arte, ser bom no que faz, desenvolver um trabalho que o qualifique e diferencie dos demais, ou simplesmente vencer na vida.
A conclusão mais óbvia que tiro disso é: hoje, quem consegue sobreviver já é um artista.
Às vezes, me sinto como o servo que recebeu 1 talento e não o fez render. Talvez as faltas de condições econômicas tenham me levado por outros caminhos e me distanciado de explorar melhor o meu talento.  A vida nunca me foi fácil, contudo, a cada dia reinvento meu caminho. Mas o que é nossa estrada, senão o desdobrar de novos caminhos. Vejo em meus filhos o mesmo talento nato que eu tenho. Mas, quero que eles tenham todas as condições para escolher melhor que potencial querem desenvolver. Quanto a meus talentos, não sofro por não tê-los explorado em todo seu potencial, mas acredito que poderia sim, ter traçado outras rotas e mudar os rumos do meu caminho. Talvez corramos contra o tempo para transformar nossos sonhos em realidade, mas, o tempo é cruel, quando não conseguimos, tentamos realizá-los em nossos filhos. A diferença, é que hoje, eles podem escolher, ontem a gente se agarrava à primeira e única opção, quando se tinha a chance.
Então, façamos render nosso talentos, mas se não conseguirmos, com o pouco que sabemos, ajudemos nossos filhos a desenvolver os seus.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A VIAGEM


Sinto apagar em mim a chama que resta
Se perde no quarto o último suspiro
Os olhos contemplam a luz pela fresta
Na febre que queima  o ar que respiro.

Quem vem me buscar na viagem final
És tu irmã morte a estender a mão?
A hora esperada não me é fatal
Pois ansiava ir embora deste mundo cão

A missão nesta era já está cumprida
Não há sonhos ou coisas por acabar
Meu destino se fez em um tempo de vida
Não preciso de nada, a não ser viajar

me guia agora desconhecida amiga
Mostra os segredos da imensidão
Como um ente querido em tua casa abriga
Esse andarilho perdido da escuridão

sábado, 25 de julho de 2015

FALTANDO PEDAÇOS


Descobri que no fundo sou extremamente passional quando se trata de emoção.
Às vezes, vejo certos exageros em algumas atitudes e interpretações erradas de ações que a mim parecem simples e com o intuito apenas de preservar as pessoas de constrangimentos, mas elas nem sempre são recebidas assim.
Sei que pecar contra a lei, mesmo desconhecendo o teor da mesma, não isenta ninguém da culpa. Mas imputar uma carga  a alguém por erro de excesso de zêlo é por demais exagero.
O material mais difícil de trabalhar é a emoção da pessoa humana. A complexidade de interpretações é tão vasta que você mesmo chega a pensar que na história o errado é sempre você.
Minha avó já dizia que de boa intenção o inferno anda cheio, isso, quando elas são carregadas de entrelinhas maldosas. Então é necessário medir a intensidade de nossos atos, e mais que isso, das palavras.
Mas mesmo com tantos anos de experiência nas costas, você ainda pode cometer erros, e quem não os comete? Novos, banais, velhos, infantis, de principiante, não importa. Somos passíveis de errar, porque somos falhos. Mas infelizmente, é mais fácil atirar a primeira pedra do que estender a mão e ajudar a se levantar.
No fundo, a cada tipo de situação pela qual você passa o importante é aprender algo novo. De certa forma ser resiliente, o que implica em passar no corredor polonês e continuar de pé.
Mas no fundo, o que machuca são os pedaços de sua emoção que aos poucos, nessas situações, deixamos pelo caminho. Isso mina as forças e fornece margem para você se questionar se você está fazendo a coisa certa.

O mais cômodo é ser juiz, emitir juízo de valor sem ter que sofrer as consequências disso. Duro mesmo é ser o réu, que por mais altivo como pessoa possa ser, sempre estará acuado nessas situações. Por mais completo e seguro possa ser, sempre sairá um pouco, se não totalmente destruído.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

IGUAIS E DIFERENTES


O diferente é que faz a perfeição. Isso me veio a mente porque numa conversa sobre família com minha filha, ela questionou que as famílias são muito malucas e que às vezes, a reunião delas é motivo de desavenças. Disse a ela que é impossível viver sem a família e que, por mais defeitos e anormalidades que ela possa ter, nunca deixará de ser a nossa família.

Exemplifiquei dizendo que se todos fossem extremamente educados, pacientes e muito iguais, o que haveria para contrapor, para gerar as mais diversificadas opiniões, para suscitar discussões. Por mais diferentes que as pessoas possam ser, em família, todos se querem bem (não que isso seja uma regra) mas é para funcionar assim. Tantas pessoas diferente é que fazem com que de fato a família se complete e se aperfeiçoe. Mostrei isso citando a mim, completamente louco, agitado, andando a mil e para freira essa maré, citei a mãe dela, paciente e calma. é preciso esse freio para que a coisa ande direito. Pedi que ela reparasse isso em outros casais, então comprovaria esta verdade. Para a balança funcionar tem que haver este tipo de contra-peso. Por aí, ela veria que toda família parte deste princípio, um tem que ser agitado com mais potência no motor e o outro mais pé no chão, diria, um motor mais brando. É essa diferença que leva à perfeição. Ela terminou por concordar comigo e que apesar dos pesares, a família, mesmos com seus almoços domingueiros e festas de meio de semana, continua sendo uma fonte inesgotável de aprendizagem.


terça-feira, 19 de maio de 2015

BLOG É COISA DE FRESCO


Foi exatamente isso que ouvi numa mesa de bar quando disse que tinha um blog. Fui explicar que um blog é onde, de uma forma ou de outra, você pode externar seus pensamentos, escrever suas crônicas, colocar narrativas do dia a dia e ainda exercitar a arte de escrever.
Talvez, o distanciamento da leitura, da prática da escrita ou quem sabe, o desconhecimento geral dessa pessoa sobre tais assuntos a tenham levado a falar isso.
Tratei de relevar, é muito difícil você argumentar com quem por falta de convicção de argumentos  já tenha uma opinião formada na ignorância ou num posicionamento inflexível, mesma com todos os argumentos expostos por mim.
A arte do meu trabalho é o bem pensar, comunicar e escrever, talvez se não existisse o blog, essa ferramenta na internet, muita gente não estaria escrevendo coisas maravilhosas, reflexões interessantes e textos de grande interesse. O blog também é uma espécie de terapia mental, pois é o momento onde se pode parar, se desligar de tudo e falar um pouco mais com você mesmo e dessa maneira com o público, claro que, só aqueles que de fato estejam interessados no que você diz. E isso é bom porque seus leitores serão muito seletos e, cá entre nós, nesse caso, é melhor ter qualidade do que quantidade. Desculpa aí, ma se isso for coisa de fresco, e o sou.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

JOVEM VELHO OU VELHO JOVEM?


Temos um carinho especial pela data em que nascemos, se bem que comemoramos o dia em que saímos da barriga de nossa mãe, mas na verdade, se nasce bem antes. Desde quando nosso pais sonham em aumentar a família. Porém, nem todo mundo gosta de comemorar seu aniversário, seja porque não tenha amigos, seja porque quer esconder a idade ou mesmo porque não traga consigo alegrias suficiente para fazer festa.
O importante nisso tudo, é que aniversário é que nem data de ano e natal, a gente quer abraçar todo mundo, ganhar presente, soltar fogos, beber vinho, comer bem e estar no meio de amigos e parentes. Em maio me sinto meio assim, ô mês bonito. Ele é de Maria, é das mães, é das noivas, é das flores, ah, e é também meu mês, até meu dia, 16 é redondo, par e sempre tem cara de um dia útil que vai cair numa quarta-feira. Não importa quantos dezesseis já se passaram, não conto o tempo pela idade, conto pelos momentos de felicidade, vitórias, experiências, aprendizado e conquistas que vou acumulando. E olha que são muitas. Ainda assim, não me sinto velho com meus 5.0, esse, é um motor amaciado e potente, pelo menos na vontade. E se isso quer dizer alguma coisa, posso garantir que se o corpo já não é o mesmo, pelo menos a disposição mental está tinindo de nova. Vamos lá, afinal, se a vida começa aos 40, é nos 50 que atingimos a adolescência da maturidade. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

ACREDITE EM VOCÊ


O impossível só é de fato irrealizável quando já predeterminamos em nossa mente que não podemos fazê-lo.
Quando vencemos esta barreira, chamamos a isso de milagre. Mas o que é o milagre?
Seria algo extraordinário ou apenas uma equação potencializada pela nossa mente do que somos capazes de fazer?
De fato, o que não se pode entender, geralmente se atribuímos ao divino. Deus seria a explicação lógica para tudo que foge à nossa compreensão.
Mas até mesmo para que milagres aconteçam é preciso que tenhamos fé, e fé nada mais é do que acreditarmos em nós mesmos. Fé é acreditar que vamos conseguir e trabalhar para que isso aconteça.
Ter fé em si mesmo, no seu trabalho e no que você é capaz de fazer é o essencial para fazer seus milagres se realizarem.
A auto-realização  deve ser ancorada em Deus, no seu trabalho e nos seus esforços para caminhar em direção a isso.

Por isso amigo, tenha fé em Deus, na vida, em si mesmo e no que virá. Você é a chave, mexa-se, abra a porta dos seus sonhos, entre com o pé direito e realize-os.