segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A VIAGEM


Sinto apagar em mim a chama que resta
Se perde no quarto o último suspiro
Os olhos contemplam a luz pela fresta
Na febre que queima  o ar que respiro.

Quem vem me buscar na viagem final
És tu irmã morte a estender a mão?
A hora esperada não me é fatal
Pois ansiava ir embora deste mundo cão

A missão nesta era já está cumprida
Não há sonhos ou coisas por acabar
Meu destino se fez em um tempo de vida
Não preciso de nada, a não ser viajar

me guia agora desconhecida amiga
Mostra os segredos da imensidão
Como um ente querido em tua casa abriga
Esse andarilho perdido da escuridão

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