terça-feira, 17 de novembro de 2015

EM NOME DE DEUS


Até onde vai a fé aliada à razão?  É possível que possam andar juntas? No mundo atual tão cheio de contrastes e abusos de toda a sorte contra a natureza humana chegou a níveis insuportáveis. Vejo que a intolerância do homem que mata em nome de Deus, baseia-se apenas no fanatismo do próprio homem. Pelo menos a mim é inconcebível que um Deus generoso, bom e criador da vida, dê poder a alguém para tirá-la de forma cruel e bárbara. Nenhum homem é mais privilegiado do que outro quando se trata em que Deus ele acredita ou deixa de acreditar. O livre arbítrio é uma faculdade que nos permite poder escolher e isso, não pode ser coagido pela imposição da força. Penso que todos os tipos de crenças, partidos, religiões ou outras tendências que nasçam para dominar outros homens é mostra de como, apesar de nascidos de um mesmo tronco, damos frutos impuros capazes de apodrecer toda a árvore. O desejo do mal não vem de Deus, vem do próprio homem que, não podendo justificar suas atitudes diz para si mesmo e para os outros que age em nome de Deus.
Não há perfeição por completo no homem, mas, quando vejo uma esposa grávida, uma mãe amamentando, um pai ensinando o certo para seu filho, o riso de uma criança, fraternidade entre irmãos, aí sim, vejo a mão de Deus agindo.
Quanto ao resto, cabe a cada homem encontrar seu caminho rumo a luz, não é necessário que outros o controlem e lhes digam o que fazer. Apegar-se a tradições e costumes que prejudicam outras pessoas, com certeza, não é desejo de Deus, e também, não deveria ser de ninguém.

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