quinta-feira, 4 de agosto de 2016

MICRO-CONTOS DE TERROR


Uma granada me tirou os sentidos, fui arrastado para dentro da trincheira por Joe, só que Joe havia morrido no dia anterior.

Pela imagem do espelho vi alguém armado no quarto, gritei para alertar Julie, o estranho olhou pra mim e eu vi seu rosto no espelho, era eu mesmo.

Um barulho me chamou atenção, fui até o jardim, o balanço estava em movimento, meu filho estava sentado nele. Me aproximei, ele não me viu chegar, eu o ouvi dizer chorando baixinho: pai porque você morreu?

Além de bonita, sua companhia era agradável, a noite ia alta, sentamos num banco de praça e ela me disse: Quando era viva, costumava vir aqui.

No banco do carona ela me olhava fixamente, e por mais veloz que dirigisse, ela não se abalava. Percebi naquele instante que pelo resto da vida seria atormentado pela moça que matei atropelada na estrada.

Minha mente despertou, mas tudo em mim está paralisado. O veneno que ela usou não me matou. Mas esse barulho de arrasto? Essa calor.  Meu Deus, estou no crematório.

Marcos ia me contar alguma coisa. Mas foi morto, seu enterro foi hoje a tarde. A noite, dormi amargurado. As duas da madrugada o celular toca, atendo. Uma voz diz “sei o nome do assassino” perguntei quem falava, a voz responde “Marcos”.

Meu filho acordou no meio da noite aos gritos, corri até lá. Olhei e não havia nada debaixo da cama, ele disse que havia saído pela janela. Desci ao jardim, tudo estava calmo, o cão nem latira. Sentei na varanda, adormeci, acordei com o cão ao meu lado, em sua boca uma mão decepada, com garras.








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